
Escrevi este texto no ano passado e não tive oportunidade de publicá-lo até agora. Vou postá-lo integralmente e qualquer adição está em negrito e as correções foram feitas riscando o texto antigo. Só para constar: Na época, Naruto tinha acabado de entrar na guerra Ninja e o Aizen tinha acabado de ser preso – porque ninguém é capaz de dar um fim nele, o autor deve ter ficado com pena, depois de todo esse tempo enrolando.
É muito engraçado as pessoas virem falar de opinião. Essa suposta opinião é livre e ninguém pode ficar recriminando-a. O que isso tem a ver? Olha, do jeito que está a Shounen Jump com seu “Big3” “Big2″, essa ideia de opinião está bem distorcida. Acontece é que as três duas maiores séries: One Piece e Naruto e Bleach estão uma tranqueira, sem falar de Bleach, que não é sequer a sombra do que já foi . E vou agora citar os três individualmente e mostrá-los onde esse papo de opinião entra.
Naruto já começou fedido, mas era por ser uma copiazinha de Dragon Ball, então, considerei como coisa menor. O enredo original contava a história de ninjas que realizavam missões para suas respectivas vilas. Sim, não adianta negar, mas era isso que Naruto era. E apesar de serem ninjas extravagantes, não deixavam de ser. As lutas tinham um pingo de estratégia por parte dos personagens, como no arco do Zabuza, que víamos névoa por tudo quanto é lado e as técnicas silenciosas faziam sentido e a coisa de se ocultar ao ambiente também. Naruto ERA isso.
Naruto é um Shounen. É um mangá para jovens de 10 a 15 anos. Não é pra ter complexidade e merece um enredo de fácil compreensão por parte dos leitores, onde o principal valor da série deveria estar contido no carisma dos personagens. Dragon Ball era assim.
Pausa aqui para respirar. Se você acha errado ficar comparando, saiba que não é loucura nenhuma, pois tudo para ser avaliado, precisa ter um parâmetro, e para Shounen, o melhor é, sem dúvida, Dragon Ball. Portanto, não faça birra.
Ao mesmo tempo em que Naruto começou a se meter uma de complexo, com suas conspirações em todo lugar num ambiente que se tornou paranoico, ele tentou se meter a ser um novo Dragon Ball, mais ou menos quando o Itachi voltou à Vila da Folha. E pela porta da frente ainda (é fantástico como um procurado como ele consegue entrar sem problemas em qualquer lugar desse jeito). Aí começaram lutas em campo totalmente aberto, técnicas explosivas e power ups totalmente previsíveis, principalmente na luta do Naruto com Sasuke. Muito bonito um ninja explodir em raiva e Chakra, assim como o Sasuke digievoluir para aquele segundo estágio, ambos num campo aberto e explodindo cada vez mais com técnicas cada vez mais absurdas.
O Naruto tentou criar é um “Dragon Ball Complexo”. E isso não é bom, pois Dragon Ball com complexidade é paradoxo. Quando começou o Shitpooden, a série engrenou uma descida sem fim. Foram mortes cada vez mais desnecessárias, como a do Asuma e do Jiraiya, bem como técnicas cada vez mais explosivas e ridículas, exemplificadas pelo Fuuton: Rasen Shuriken e pelo Raiton: Kirin, desvalorizando técnicas que já eram fortes, como o próprio Chidori e o Rasengan, que hoje, até os genins mais retardados de Konoha agora sabem. Esse desenvolvimento do poder dos personagens foi uma coisa que tirou o equilíbrio. Antes o Naruto tinha o sonho de se tornar um Hokage, o Ninja mais poderoso da vila. Agora o Naruto é mais poderoso que um monte de Kage e cadê o seu sonho realizado? Ah, agora a série que se chama “Naruto” gira à volta do Sasuke. Esqueci.
O nível de luta dos personagens é desequilibrado. No topo estão Madara, Sasuke e Naruto e muito, mas muito embaixo me aparece o resto da turma. Foi desprezível o Kakashi apanhar daquele jeito para o Pain. Dragon Ball mesmo, que com seus poderes tão absurdos conseguiam manter um nível. Apesar de ser sempre o Goku o mais forte, tinham vários outros personagens no encalço e que juntos, conseguiam segurar muito bem os vilões. O Vegeta só apanhou com os esforços em conjunto do Goku, Kuririn e Gohan, sendo que o primeiro e mais forte, no fim das contas foi o primeiro a cair. Com o Freeza, Piccolo mostrou um poder que ficava pau a pau com o vilão e no arco do Cell mesmo, o Tenshinhan que pouco aparece se mostrou incrivelmente poderoso, quase teria levado o Cell em sua forma Semi-perfeita sozinho, se houvesse ajuda. Em Konoha, podia mobar a vila inteira que o Pain consegue se livrar de todos ao mesmo tempo. Não há mais equilíbrio.
Assim como o fim do equilíbrio, houve o fim dos elementos ninja. Não há mais nada que caracterize Naruto como um mangá ninja. A mudança foi da água para o vinho. Se eu quiser ver personagens lutando com poderes assim, prefiro continuar lendo meus Vingadores que eu ganho mais, mas não. Se eu falo que não gosto de Naruto porque acho ruim, os fanboys começam a encher minha paciência e não me deixam ter opinião própria. Ok.
Bleach padeceu do mesmo mal que Naruto. Foi uma tentativa de complexão da série ao mesmo tempo em que ela fugia do foco inicial. O que era? A estória de um “policial espiritual”, que trazia a ordem para o mundo, purificando os espíritos que eram corrompidos de alguma forma e trazendo estabilidade. O que ficou? X-Men com Samurais.
Acho que não existem mais Hollows desequilibrando o mundo. A turma dos Shinigamis passou a ficar mais preocupada com o Aizen e sua rebeliãozinha do que a proposta original, que eram os vários Hollows enchendo o saco do distrito Karakura. Sério, agora são personagens demais e ainda continuam aparecendo novos e muitos dos antigos já se perderam. O quê diabos aconteceu com a Neliel? Quê diabos aconteceu com o Grimmjow? E olha que esses aí já são de uma época que o mangá estava tranqueira, que começou justamente com o Aizen arredando o pé da Soul Society e apareceram os (desnecessários) Vaizards e Arrancares.
Se forem levar a sério mesmo, em todo esse tempo de publicação, dá pra separar a série em apenas três quatro arcos. O do Shinigami Substituto, o resgate da Rukia, a gigantesca (bota gigante nisso) parte final do plano do Aizen (este, também tendo seu poder amplificado ao extremo) e os Fullbringers. A ideia ideal seria a de dar um power up ao protagonista só depois dele ter tentado absolutamente tudo. Bom, o Ichigo está tão forte que muitos (senão todos) capitães. E o Bankai do Urahara? Porque ele não apareceu contra o Aizen? Bom, a atual situação é que o Aizen foi preso, mas eu tenho certeza que num futuro, voltará. Vaso ruim não quebra.
Bleach começou a complexar. Antes era o Yin e o Yang. O lado negativo e o positivo. Hollows e Shinigamis. Agora é Arrancar, É Bount, é Quincy, É Vizard e tenho certeza que viria mais coisa por aí. É uma gama imensa de Shikai, Bankai, Resurrección e vai vir mais coisa por aí. É Espada, Capitão, Tenente, Vasto Lorde e vai vir mais “ranks” por aí. É muito conteúdo mal usado. Bleach já não tem mais jeito nenhum. JoJo tem tanto personagem como Bleach, mas dificilmente eles acabam sem um final concreto. Mais uma coisa que Bleach tem de JoJo? Ah, eu sempre ri dos desenhos dos dois autores. Acho que ambos querem criar uma grife de moda.
E com certeza, é E como previa, foi o primeiro dos chamados “Big3” a cair. O Anime já dava uma audiência ridícula, atolado de Fillers que as massas (por motivos totalmente desconhecidos ou sem nexo) odeiam e já correu o mundo de que ele tá para acabar uma vez. Alarme falso, mas semana passada, já anunciaram o arco final e anunciaram que no mesmo horário do Anime iam colocar um anime do Rock Lee.. Olha, do jeito que anda, é meio difícil a série continuar por mais dez anos, como prometeu o autor. Ele pode ter um milhão de ideias na cabeça, mas a verdade é que se uma série vai mal, a editora cancela. A verdade é que quando uma série é ruim, ela é inevitavelmente cancelada, por mais que o autor tenha uma porrada de ideias na cabeça. Afinal, de que elas adiantarão se não consegue colocá-las em prática?
Aí eu falo que Bleach é ruim e eu leio, aparecem-me pessoas que começam a reclamar “Ah, se é tão ruim, pare de ler”. Ok.
Por fim, antes de tudo, quero deixar muito claro que vendagem e audiência não significam qualidade. Para provar, temos Big Brother Brasil, Facebook, Orkut, Wolverine, Loeb, God of War, GTA, Black Eyed Peas e Lady Gaga (apesar desta ser uma estória para outro dia). Então senhores Fanboys, o argumento do “Mangá mais vendido do mundo” é nulo. Assim como “Japoneses entendem mais de mangá que os ocidentais” não tem fundamento. Os inventores do Futebol, à maneira como é jogado hoje, são os Ingleses e olha só quem domina. Assim como o Carnaval, que foi trazido à nós pelos portugueses e era chamado de “entrudo” (sim, Horny Pony também é cultura).
Vamos procurar o que One Piece tem de especial… Piratas. Pelo que eu me lembre, Piratas fazem Harrr! Saqueiam e matam a sangue frio, só para conseguirem mulheres e bebida em seus covis secretos. Erm… Luffy, volte para a escola de piratas, pois você é o único que não corresponde aos padrões da sociedade. O Naruto, por mais cabeça oca que seja e não as use, ele sabe técnicas ninja, considerados os mestres da furtividade e, apesar de hoje em dia não ser assim, teve uma época que ele tinha que fazer missões sem chamar atenção e tal, não tinha? Luffy, você é virgem e sóbrio, não é? Barba Negra, Barbarossa e Francis Drake devem estar tendo um chilique na cova agora.
Deixa-me ver… Poderes… Ah! Um homem borracha! O Dr. Reed Richards mandou lembranças. Os poderes são adquiridos como? Ah! Por uma fruta do demônio, muito rara… O Diavolo de JoJo não tinha umas coisas assim? Ah é… Eram flechas…
Bom, pois é, acaba sendo inexplicável esse sucesso que One Piece possui. Se baseia numa trama totalmente chocha, pelo menos até onde vi, personagens sem criatividade (O Luffy é uma cópia do Goku pelas atitudes) e acusam “complexidade”.
Bom, amigos, mangás Shounen não podem ser complexos! Dragon Ball se resume a “bata no vilão”. JoJo se resume a “alcance o vilão, depois bata nele”. “Ah, mimimi, JoJo não pode ser comparado porque é um Shounen estilo Seinen, igual Hokuto no Ken”. Não existe Shounen estilo Seinen. É tão paradoxal quanto Naruto com complexidade. Shounem é para uma faixa etária de 10 a 15 anos. Seinen é entre os 20 aos 30. Existe alguém que pode ter 15 e 20 anos, ao mesmo tempo? Acho que não. Pare de tentar achar sua complexidade só porque a sociedade o taxa de adulto demais para acompanhar seu mangazinho. Sinceramente, se quer complexidade, vá ler Machado de Assis, George Orwell, Franz Kafka e similares.
Então vamos lá. One Piece não tem nada de interessante desde o início, devido os motivos que já citei acima. “Ah, mimimi, a série praticamente só começa depois do capítulo XXX”. E eu com isso? – perguntava eu quando vinham com a mesma falação todas as santas vezes. “Se não viu a série de verdade, não pode opinar”.
Ok. A série tem que ser boa no início. Sem mais nem menos. É pra captar a atenção do leitor no começo, e não nos 30 ou 40 primeiro episódios. Existem séries muito bem construídas e boas com os mesmo 40 (ou menos) episódios que One Piece demoraria a engrenar. E o pior é, se eu realmente visse toda essa porcaria (dá pra usar termos piores) e continuasse a falar mal, iriam dizer o mesmo que dizem para mim quando eu critico Naruto ou Bleach “Ah, então pare de assistir, simplesmente”. Então quer dizer que ninguém, absolutamente ninguém pode falar mal da sua seriezinha tranqueira? Faça-me o favor.
E é aí que voltamos à questão de opinião. A sociedade torna-se cega à realidade. Criou-se um sentimento cego, originado pela porcaria da educação mundial em conjunto do pensamento consumista e atrás de maior número de vendas. Educados somos, então, para engolir qualquer porcaria que nos colocam na frente. É isso que acontece. Não há ninguém para dizer “não quero isso porque é tranqueira”. Não há mais uma mobilização alegando a necessidade de qualidade porque a sociedade foi educada para acreditar que aquilo que praticamente nos obrigam a comprar tem qualidade. E não é bem assim.
“Ah, mas material pra vender não pode ter qualidade, senão atinge um único público alvo”. Mentira. Matrix é um filme que caiu nas massas e tem mais qualidade que um monte de porcaria cultuada por aí, justamente por ter uma filosofia à sua volta. Em Star Wars, vemos um universo inteiro criado praticamente da própria mente humana. Até mesmo Avatar, que a mídia hora idolatra, hora desce o pau tem um universo inteiro criado à sua volta. E olha que o enredo dessas nem é tão complexo assim e possuem sacadas geniais.
Na própria Jump temos séries correntes boas e de menor importância por serem ofuscadas por porcaria. Bakuman, por exemplo. Dos mesmos autores de Death Note (que não é ruim ao extremo como essas que foram citadas, mas é superestimado demais), Blue Dragon: RalΩGrad (que foi tranqueira de verdade) e o design simplesmente repugnante de Castlevania: Judgement, Bakuman acertou na mosca. É um enredo água com açúcar de dois paspalhos que querem ser mangakás, mas por ser sem sal como é, acaba sendo mais didático e interessante que Bleach ou One Piece.
SKET Dance também. É um enredo incrivelmente simples, mas que prefere se focar nas personalidades dos protagonistas para fazer comédia. Sorte que as notícias relacionadas à anime e mangá, em tempos recentes, não estão mais tão ruins. Bleach teve seu último arco anunciado – pra não dizer cancelado, de uma vez -, Hunter X Hunter, que se não fosse pela falta de profissionalismo do Togashi poderia ter se tornado um novo Dragon Ball (e sem enganação, igual One Piece), voltou com tudo, seja por causa do seu novo anime e retomada do mangá. Rurouni Kenshin parece que vai ganhar uma nova adaptação em anime, bem como anunciaram coisa nova para Saint Seiya. O que não se pode deixar é voltar para trás e deixarem Toriko – uma série tão tosca quanto One Piece – abocanhar o lugar de Bleach como uma das maiores da Jump.
A opinião existe, sim, você pode gostar de merda, mas, por favor, tenha consciência de que isso é merda. Ou quem sabe, continue gostando dela cegamente. Um milhão de moscas não podem estar erradas.











Creissonino: Até o começo do mês, eu já tinha em mente que essa categoria iria para algum anime do estúdio Bones, provavelmente para No. 6 ou Un-Go. Até me aparecer Fate/Zero. Esse anime é simplesmente lindo, consegue utilizar muito bem efeitos de sombra e luz, bem como faz cenários riquíssimos e detalhados.
Mizuiro: É indiscutível a qualidade técnica que o Production I.G possui, podendo ser notada em quaisquer de suas obras. Guilty Crown vai mais longe: o estúdio faz uso de todo seu potencial, resultando em uma qualidade semelhante a de filmes ou OVAs.
Mikaelocker: Tá, tá. Sou um pouco suspeito pra falar de animação e arte, mas Tiger & Bunny teve a arte que mais me atraiu. Tudo bem, a animação em si peca bastante, mas, episódios onde a animação foi realmente caprichada fizeram com animação de pouca qualidade valer à pena. O esquema de cores usado durante todo o anime foi muito bem escolhido, fazendo a coisa realmente parecer real, também realçando os detalhes.
Creissonino: Ano passado, eu falei que o melhor anime vai ser sempre o de melhor história. Acontece é que neste ano, eu realmente me coloco em conflito com duas séries que acabei gostando do conceito. Então vou dar um dos prêmios para cada um. Guilty Crown é uma reunião de conceitos manjados. É um anime que em diversos momentos você pensa em “parece com, mas não é”. Desse jeito, consegui pensar em Code Geass, Speed Grapher e Evangelion, o jogo Fragile Dreams e até nas séries mais recentes No. 6, Sacred Seven e 「C」. Olha, até que essa mescla de coisas funciona bem sem serem cópias descaradas.
Mizuiro: Não é à toa que Madoka Magica foi um dos animes mais falados em 2011. Esta animação do SHAFT — que é conhecido pelo seu estilo de animação característico — não se limitou a ser um mahou shoujo usual, utilizando um roteiro de maior complexidade, explorando determinados temas e fazendo com que o espectador debata acerca dos mesmos — basta procurar críticas do anime que verá extensas discussões.
Mikaelocker: 「C」 foi uma descoberta. Só pela sinopse dava pra saber que algo bom iria sair dali. O que eu não sabia é que a ideia de fazer um anime sobre poderes relacionados a dinheiro e como o mundo girava em volta dele fosse tão boa. 「C」 mostrou como a economia influencia nossa vida de uma forma impactante. Vê-se isso em todas as pós-batalha com a mudança no mundo dos empresários (nome dado às pessoas que lutam entre si por dinheiro negro). Outra coisa que chama atenção são os ativos, parceiros dos empresários que são a manifestação física do futuro dos mesmos. Esse conjunto de ideias com várias outras que poderia citar – mas como é só um parágrafo, não vou – dá pra dizer que「C」 se destaca em relação aos outros animes deste ano.
Creissonino: Para uma OST ser boa, ela precisa ser necessariamente notada, porque você imerge no episódio, ao assisti-lo. Guilty Crown, talvez por contar com músicas bem arranjadas e coerentes com o momento. Ou talvez só por serem cantadas. Tem também o fato de que uma das personagens é cantora e a dubladora deve ter cedido uma porrada de canções pra integrar a OST.
Mizuiro: Ambientado na Inglaterra após a Primeira Guerra Mundial, esta bela animação do Gainax traz consigo um enredo envolvido de mistérios. Com um visual elegante, a trilha sonora precisa estar no mesmo nível, e é.
Creissonino: 「C」: The Money of Soul and Possibility of Control possui uma abertura que simplesmente condiz com sua condição de abertura. Em vez de colocar só cenas de ação, explosões e coisa do gênero, a abertura simplesmente te coloca no panorama da série, explicitande de uma forma gráfica muito criativa as consequências do formato da economia mundial, deixando em evidência o valor (que agora nem é tão grande assim hehe) da União Europeia, a força do Euro, a hegemonia americana e outros fatos curiosos do contexto geoeconômico global. E tem a letra da música, Matryoshka, que fala sobre o que somos por dentro, algo coerente com a temática do anime.
Mizuiro: A abertura de Mawaru Penguindrum certifica-se de exibir os personagens, elementos e símbolos da série de uma forma ágil junto da agradável música “Nornir”, que inicia-se de forma calma e vai intensificando-se.
Mikaelocker: Sabe-se que a maioria das pessoas que baixam anime pra assistir normalmente pulam a abertura pra assistir só o episódio. Isso geralmente ocorre por preguiça de vê-la ou por que a coisa é ruim. Essa abertura não. Essa é aquela abertura que dá gosto de ver quando você assiste. Ela é muito bem ambientada e mostra o caráter principal do anime muito bem. Quando se trata de música, ela é bem neutra. Agrada aos ouvidos e combina com o que é mostrado.
Creissonino: O encerramento de Un-Go me deixa sem palavras. Eu não consigo procurar adjetivos para descrevê-lo. Un-Go é sempre o último anime da noite, porque sei que vou dormir bem, com esse encerramento sendo a melhor possível para se encerrar uma “sessão anime”.
Mizuiro: Devo dizer que foi uma escolha difícil de fazer. Não por haver muitos encerramentos bons, mas pela falta deles (se uma temporada de K-ON! tivesse sido exibida esse ano seria bem mais fácil…). O primeiro encerramento de SKET Dance exibe os três protagonistas de costas e, ao fundo, cenas do mangá do qual foi baseado. A escolha da música não poderia ser melhor: The Pillows consegue fazer qualquer animação se tornar agradável.
Mikaelocker: Também sou suspeito pra falar sobre encerramentos, afinal, quase sempre não os assisto. Mas, essa foi diferente. A música – o principal de uma abertura ou encerramento, eu acho – combinou bem para um encerramento. Ao mesmo tempo, as imagens, apesar de ser no mesmo estilo de todas as aberturas que se vê por ai ficaram bonitas e combinam também com a trilha em questão.
Creissonino: Convenhamos, Fate/Zero é uma monotonia só, por melhor que seja o anime. Quando eu finalmente penso em fechar a janela para uma pausa, me aparece o grandão Iskander, conhecido por essas bandas como Alexandre, o Grande, do nada. Ele salva a série pois é bem construído e é um personagem que me faz rir. Quer melhor pergunta que “Oh, Saber… Onde está sua roupa fashion”? Ou na pérola recente “Vamos lá, comprei um videogame novo. Eu deixo você jogar o Coop comigo”.
Mizuiro: O autor de Dantalian no Shoka foi bastante corajoso ao desenvolver o personagem. Digo isso porque Huey difere-se da grande maioria de personagens masculinos vistos em animes: ele não é um babaca!
Mikaelocker: Sim! Ele! O personagem principal de Steins; Gate! O Autodenominado cientista louco! Dr.Hououin Kyouma! Essa foi uma decisão difícil de fazer. Não por ter muitas escolhas, mas por que nenhum outro personagem me chamou atenção. Até por que eu só fui assistir Steins;gate ontem. Mas, verdade seja dita, Okabe Rintarou(Seu nome verdadeiro) foi um personagem fascinante. Um cientista lúdico que monta um laboratório pra atender as próprias fantasias em prol de sua amiga de infância, Maiyuri Shiina e acaba – mesmo que por acidente – criando uma máquina dimensional que envia e-mails para o passado. Isso é realmente excitante, pois rola toda uma trama por volta desse acontecimento. Na melhor aplicação de conceito de ação e reação.
Creissonino: De início, uma garotinha/o (não consigo identificar, alguns personagens de anime são praticamente impossíveis) que apenas acompanha o detetive Shinjurou como uma ajudante. Mas o episódio tem uma reviravolta fantástica em todas as vezes que Inga, de Un-Go, assume sua forma adulta como “chefe” de Shinjurou. As poucas aparições são impactantes e pequena/o Inga muitas vezes não consegue contê-la. Seu poder é muitas vezes evitado de ser usado, afinal, consumir a alma de alguém para obrigar essa pessoa dizer a verdade não é algo muito ético a se fazer. É uma personagem realmente empolgante.
Mizuiro: A história de Usagi Drop é simples: um homem solteiro, sem experiência deve cuidar de uma criança. Mas aqui, o desenvolvimento dos personagens foi bem feito, e Rin foi uma das melhores crianças que já vi em um anime. Mostrando-se madura em muitos momentos, em outros, ingênua como alguém de sua idade, fazendo dela um personagem rico.
Mikaelocker: Menma foi, acho eu, o único personagem que conseguiu atrair a minha atenção. Não só pelo seu character design (que alias ficou muito fantástico), mas sim pela idéia de uma criança de uns 6 de idade anos estar num corpo de uns 16 e com apenas um cara podendo vê-la. Também chamou a atenção como os japas conseguiram fazê-la realmente parecer uma criança em corpo adulto sem ficar de, alguma forma, bizarro.
Creissonino: Inicialmente, torci o nariz por ser a Jump. Mas aí chegou o mioqs Mizuiro – sempre ele que me aparece com essas coisas, já foi assim com Bakuman – e falou “Pega SKET Dance, afinal é da Tatsunoko também” (tá, não foi exatamente isso, mas foi quase). Realmente, eu tenho um fraco por animes da Tatsunoko (igual aos do Bones), e acabei pegando. Descobri uma comédia divertida até, com personagens bem desenvolvidos e extremamente carismáticos em volta de um enredo simplérrimo. Só ganha pontos negativos por ser um mangá colegial, mas como é tudo bem exagerado, então está valendo.
Mizuiro: Antes de uma temporada começar, sempre olho nos charts e escolho os animes cujas sinopses mais me agradaram. E ignorei completamente Mawaru Penguindrum, mas com tanta gente falando me senti obrigado a ver. E eis minha surpresa ao ver algo completamente louco — mas (muito) bom.
Mikaelocker: Realmente, uma surpresa relativamente boa. Ninguém, NINGUÉM achava que Guilty Crown seria tão bom quanto é. Não sei se é pelo tema relativamente clichê ou pela sinopse fraca, mas ninguém tinha esperanças de assistir o que assistiu – pelo menos nos primeiros episódios. Só não posso falar mais por que ainda está em exibição. O que dá uma boa oportunidade de assistir e também se surpreender.
Creissonino: Digamos que eu nunca crio expectativa para nada. Para o único anime que criei alguma este ano, Freezing acabou sendo uma bela merda. Animação grotesca, dublagem grotesca, enredo grotesco, personagens tosquíssimos, sem carisma e tudo mais. Tá certo que é Ecchi e por causa disso, a já ganha +30 de ruindade, mas todo o resto também é uma bela porcaria. É uma tentativa frustrada de fazer um novo Vandread.
Mizuiro: Li um ou dois capítulos de Deadman Wonderland antes do anime começar e confesso que achei interessante. Não avancei muito desde então e fiquei somente no anime, e que decepção. Personagens ruins e um roteiro que, apesar de inicialmente bom, não recebe um bom desenvolvimento.
Mikaelocker: Quem pegou pra ler a lista de animes da temporada de aonde Sacred Seven foi exibido TINHA alguma esperança desse anime ser bom. Mas não foi. Eu, pelo menos, estava pensando que seria algo como um herói que ganha poderes e junto com seis amigos e sai pra combater um mal maior (ÊÊÊ^^EÊÊ^, reviver infância). Até que me vi assistindo um anime onde o personagem principal é um cara algum tipo de complexo por ter machucado pessoas com um tipo de poder que ele carregava dentro de si. Até ai tudo bem. Ele tem o poder e vai se juntar aos seis amiguinhos heróis dele, certo? Errado. Chega uma garota rica com poder de deixar o poder do cara “do bem” através de gemas especiais. Esta, carregando o Naruto preso numa cabeça de pedra, só que ao invés de falar aquela palavra rand dele toda hora, o infeliz fala “inferno”. Ai, depois de tuuuudo isso… Tcharam! Ela o transforma, ele ganha 7 poderes diferentes, ganha uma roupinha tão linda quanto a do quico, matou o monstro e adivinha? Eles estão estudando juntos! Em resumo, o que acontece é: Eles pegam a ideia que é relativamente boa em relação ao intuito do anime (vender) e a fazem ficar de um jeito que dá repulsão pra quem vê e no final empurram isso por 12 semanas a fio até conseguirem um final mais ou menos pra ela.
Creissonino: Essa foi uma sacanagem que fizeram comigo. Um grupo de amigos chegou e falou “Você vai ver Seikon no Qwaser, porque é muito foda”. A verdade é que eu fui ver sem saber que eles estavam tirando uma da minha cara. Imaginemos então que Seikon no Qwaser I é uma porcaria. Seikon no Qwaser II é um dos maiores lixos que eu tive a (infeliz) oportunidade de assistir esse ano. Tudo que é de ruim no primeiro se repete no segundo (como por exemplo, o abuso desnecessário dos peitões) e o pouco que era bom, se perde. E o mais engraçado é que são 12 episódios, mas o enredo só aparece até o sete ou oito (nem vou conferir, tenho medo). Só a Ending é boazinha.
Mizuiro: Não cheguei a assistir Fractale, e ao ver tantas pessoas falarem tão bem da tal animação (nota-se o sarcasmo), resolvi deixar de lado.
Mikaelocker: Tá ai uma anime que dá pra chamar de troll. Só não botei ali em decepção por que já tinha o Sacred Seven pra suprir isso. Então, como estou com preguiça de escrever delicadamente o que se passa ali, vou dizer o motivo de trollagem bem rapidinho! No começo você se empolga, fala “Opa! Isso é um pouco gay!” E deixa passar, eles ainda são crianças. Depois que começa a historia de verdade, você fala: “AAAAAAAAAAAAAAAAH, MEUS OLHOS! YAOOOOOI”. Ai você vai lá, deleta toda a pornografia gay do seu PC e vai assistir até mesmo Sacred Seven pra esquecer 8D
Creissonino: Conseguindo superar Freezing, como a aberração do ano, aparece Ano Hi Mita Hana no Namae o Boku-tachi wa Mada Shiranai, ou pra encurtar esse título desnecessariamente longo, AnoHana. Falando sério, essa foi baboseira das grandes. Pra quê japonês quer fazer anime assim quando eles mesmos já fazem os Doramas? Anime é algo animado justamente por querer fugir da realidade, não animar uma porcariazinha Moe pros Otakus (tanto no sentido ocidental e oriental da palavra) ficarem idolatrando. O mais interessante é que na época de exibição todo mundo ficou “nossa, é o anime do Ano” “vai ser lembrado para sempre” “mimimi, emocionante, mimimi”, mas hoje em dia, quem se lembra? Foi igual a Panty & Stocking With Gatterbelt, outra porcaria desnecessariamente idolatrada (mas esse foi do ano passado)
Mizuiro: Assim como disse na categoria Decepção do Ano, Deadman Wonderland é fraco em todos os pontos. Personagens ruins (minha vontade de socar o protagonista era grande, e nesse caso não é uma coisa boa), roteiro ruim — forçado na maioria das vezes — e uma parte técnica… Ruim. Pois é.
Mikaelocker: Por mais que um ou dois choram e esperneiam por ele, dentre todos os animes que assisti esse ano, ele foi o pior. Como dito antes, foi decepcionante como uma ideia que poderia ser explorada de maneira melhor, MESMO PEGANDO EXEMPLO DE OUTROS ANIMES, pode ser rebaixada ao nível que foi em Sacred Seven.
Creissonino: Já falei, não voltarei atrás na minha afirmação que 「C」: The Money of Soul and Possibility of Control é o melhor anime do ano. Tem um enredo bom, personagens bons, início, desenvolvimento e fim. E um conceito, fantástico também. É, realmente digno de ser chamado de Anime. Clássico Cult, como Akira, Evangelion e Ghost In the Shell? Não faço a mínima. Um dos pré-requisitos, que é passar uma mensagem atrás de um enredo dentro de um universo inovador já preencheu.
Mizuiro: Cativante. Bonito. Intrigante. É com essas três palavras que caracterizo Mawaru Penguindrum, que para mim é o melhor lançamento deste ano. Inúmeros personagens são apresentados aqui, e cada um mais interessante que o outro. A trama é cheia de momentos impactantes e que ocasionalmente fazem o telespectador shitar brix — unidos de uma qualidade técnica impecável.
Mikaelocker: E chegamos ao mais aguardado prêmio aqui! Oeee! Não só pelo enredo bem-feito, mas também pela animação, ideia passada e ambientação bem-feita, 「C」: The Money of Soul and Possibility of Control cativou todos com quem conversei sobre, além de, conseguir sempre criticas positivas em todo canto que eu olhava. Não há duvidas de que entre todos os animes que se destacaram, 「C」 foi o que mais se destacou.



















