[PonyExpress] Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão.

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Eu avisei. No anúncio do Switch eu avisei que isso ia ser bomba. Que o Wii U é um bom console e que foi o maior desperdício da empresa em anos. Essa apresentação aqui só comprovou todas essas minhas expectativas. A começar pela apresentação mesmo, foi um show atolado de material cringe. Vergonha alheia da porra e arrastada que foi digna de uma das apresentações entediantes e sonolentas da Sony. O que aconteceu aos Nintendo Direct, que eram tão bem escritos? Por mais que não anunciassem nada realmente novo, ao menos dava para se divertir, aqui nem isso.

Aí a senhora Nintendo vem e me chega com esse aparelho de bosta. Falaram tanto do Wii U ser um Wii 2.0 que eles realmente fizeram um negócio digno de Wii 2.0. Vem aqueles controles minúsculos, cuja empunhadura deve ser uma merda, dado o tamanho, com um joguinho idiota a nível Wii Party baseado essencialmente nos gimmicks dessa bosta. O “Arms” lá parece legal à primeira vista e eu até gostei, mas está absolutamente na cara que é desses que você joga duas vezes, até acha legal, mas depois encosta e nunca mais toca.

Aí eles me aparecem com um hardware realmente difícil de engolir. O negócio é pior do que o Wii U. Reclamaram tanto que a Nintendo não acompanha as concorrentes na questão gráfica que eles simplesmente decidiram andar para trás. Aí me anunciam o Splatoon 2 que parece uma versão Beta do primeiro Splatoon, de tão cru que é essa bosta e um Mario digno de Sonic 2006, seja em visual, seja em gameplay. E sabe do que mais? E eu fiquei putaço de verdade com o GLORIOSO Suda 51 anunciando a volta de No More Heroes, mas uns 2 anos atrasado, quando tinha um console realmente bom, o Wii U. Agora vai sair um jogo que poderia ser ainda melhor e vai ter a qualidade reduzida porque o próprio console é um lixo. Pela primeira vez eu sei como se sentem esses caras que tinham uma franquia em console potente que teve um jogo em algum aparelho mais fraco da Nintendo. Desperdício de potencial absurdo aqui.

E, voltando ao Hardware, por mais que eu não encrenque com isso, realmente não dá para deixar passar aqui. Eles retrocedem em capacidade gráfica, processamento e até armazenamento interno e bateria com essa ideia. Híbrido de cu é rola de hermafrodita. Não vamos nos esquecer do online pago, onde o problema está no fato de que a Nintendo não tem jogos com ênfase no online que justifiquem (salvo Mario Kart e Splatoon) que o online seja pago, bem como uma base forte para segurar quem pague essa merda. Aí, na intenção de criar jogos que justifiquem esse pagamento, vão se focar em títulos com ênfase no online e adeus modo singleplayer, logo a Nintendo que era o último forte seguro dessa prática que definiu o jogador dos anos 90.

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Quem acreditou no Switch está nessas aqui.

Tem também o Zelda, que com certeza vai rodar melhor no Wii U do que no Switch, tanto que no trailer novo dá para ver que está bem diferente em comparação aos anteriores porque esse foi rodado no Switch e os outros no Wii U. Bravo, Nintendo. É claro, não vamos nos esquecer do Remaster do Mario Kart 8. “Ain, a Nintendo tinha que ser como as outras empresas”. Olha ela aí sendo como as outras empresas, filho da puta. E não é só isso, o meme do “NO GAMES” vem diretamente pra Nintendo, bem como a online paga que não presta. A apresentação foi totalmente sonística por si só. 

O que eu não me conformo é o delírio de quem caiu nessa conversa. O Wii U é dez vezes mais aparelho do que esse Gamewatch que pensa que é console de mesa. E eu já comentei, fizeram o hibridismo de uma forma absurdamente errada. O Switch é fraco demais para um console de mesa e um trambolho grande demais para ser portátil, com aquela tela que implora para trincar. Eu não consigo botar aquele negócio no bolso como eu boto o meu 3DS. Como o proletário japonês bota no bolso interno do casaco e joga enquanto vai para o trabalho. Ideia essa aqui que vai se perder, porque vão fazer jogos muito encorpados para um console portátil e vai acabar caindo no mesmo erro do Vita.

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A ilusão é forte e não percebem. Hoje vocês pensam que vai ser o melhor console da Nintendo desde o Super Nintendo, com No More Heroes, Splatoon 2, Mario Odyssey, Xenofobia, suprte das third Parties e Zelda. Não se esqueça do Wii U que teve Bayonetta 2, Splatoon, Mario 3D World, Xenoblade Chronicles, Suporte das Third (Assassin’s Creed, Darksiders 2, Batman Arkham City e até Watch Dogs). É um ciclo e as pessoas não percebem que estão presos nele.

Agora, todo mundo que falou mal do Wii U está levando uma piromba colossal empanada no vidro direto no rabo sem KY. Daqui uns anos ou quem sabe até mesmo meses, quando a ilusão passar e perceberem a cagada que fizeram nesse aparelho que no lançamento vai ter um único jogo apenas que nem é exclusivo, vai dar para ouvir o GLORIOSO Wii U cantando o que há de se tornar seu melô: “Chora! Não vou ligar. Chegou a hora, vais me pagar. Pode chorar. Pode chorar, mas chora! É, o teu castigo. Brigou comigo… Sem ter porquê. Eu vou festejar. Vou festejar o teu sofrer, o teu penar. Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão”. Já aconteceu com o Gamecube uma vez e a história se repete.

Aliás, até com o Wii foi isso. Caíram nos Gimmicks no começo, depois, ninguém mais engolia. Mas ao menos o hardware não era pior do que o antecessor, aqui, é. Enfim, switch pode significar “troca” em inglês. Ele se chama “Nintendo Switch” porque faz você trocar para outro console. Para terminar, só deixo aqui a desgraça que estão enaltecendo:

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Iluminismo ou Barbárie: A Crise de Storytelling na indústria de videogames moderna

O Filme de Assassin’s Creed é, tranquilamente, a adaptação mais fiel com relação a transpassar a atmosfera da obra original para dentro de um filme.

Só que isso não é necessariamente algo bom. Continue lendo


Fullmetal Alchemist Brotherhood: De 2013 a 2016

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Fullmetal Alchemist começou a ser publicado no longínquo ano de 2001 e perdurou por quase dez anos até o seu encerramento em 2010. Durante esse tempo, ganhou uma adaptação animada em 2003, consistida de 50 episódios e cujo final acabou sendo uma história alternativa (também conhecido como filler), um filme (The Conqueror of Shambala) em 2005 que encerra o enredo construído no anime de 2003 e finalmente, uma adaptação fiel em 2009 com 64 episódios, com o subtítulo Brotherhood, objeto desta análise. Continue lendo


Precisamos falar (de novo) sobre a Marvel

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Antes de tudo, quero deixar claro que isso não é um review. Dito isso, começo colocando que nesse domingo fui ver o Doutor Estranho no cinema. Eu já fui com expectativa baixa, dado padrão repetitivo e bobo dos filmes da Marvel, embora no fundo eu torcesse pelo sucesso por causa do Cumberbatch e da Tilda Swinton, que são fodas para caralho. Continue lendo


Análise: Pokémon Best Wishes

Comecei a ver Best Wishes, a série animada referente aos games Black & White – e que no ocidente recebeu o mesmo nome dos jogos – logo em seu lançamento, em 2010, mas só fui terminá-la agora, em 2016, depois da mesma ter terminado já há muito tempo, a ponto de inclusive a sua série sucessora, XY, ter tempo de se encerrar também. Essa enrolação aconteceu por uma infinidade de motivos, seja do próprio fansub ter demorado um pouco para lançar os episódios em algum momento, seja eu mesmo deixando de lado em detrimento de outras coisas. Eu só peguei embalo para terminar de uma vez, nesses últimos dias por conta da onda Pokemaníaca que me assola sempre que uma nova geração é eminente. Continue lendo


Análise: Pokémon Go

Eu estou fazendo isso por causa de uns comentários recentes, de que meu “padrão de qualidade” (nota-se a ironia autoimposta na utilização das aspas) teoricamente teria caído, dadas as minhas últimas análises, como Caça-fantasmas, Star Wars e Batman V Superman. Quero colocar, antes de tudo, que a única nota que hoje eu diminuiria é a do Star Wars. Tendo isso em vista, vamos então trabalhar com algum objeto que certamente vai trazer toda a amargura de volta ao Horny Pony.  Continue lendo


Análise: Ghostbusters – Quem tem medo de chororô?

Fui ver o novo Caça-Fantasmas. Não me meti nessa parada de arrastar com o Trailer porque é bem comum de filmes bostas terem trailers bons (Iron Man 3) e filmes bons terem trailers bostas. O fato de ser um reboot não me incomoda mesmo. O problema que eu realmente tinha era que o filme, como filme, fosse ruim. Independente das protagonistas serem só mulheres, ser um reboot de gente que fica chorando com “ain, minha infância” e os caralhos a quatro. Continue lendo