Por trás de um Scanlator

 Ou chame de "Nos Bastidores da Jojo's Bizarre Alliance"

Eu tive a ideia de fazer este post enquanto trabalhava feito um cão para lançar o pack de aniversário para a Jojo’s Bizarre Alliance. Eu parei pra pensar quando foi que eu me meti nessa de editar mangá e imaginei que seria interessante descrever o processo – embora que óbvio – de um scan. Enfim, vamos lá.

Meu primeiro projeto de tradução – foi um projeto duplo, de edição e tradução, no caso – foi o mangá The Legend of Zelda: The Wind Waker – Link’s Logbook (Sim, com esse título comprido mesmo). Era uma tradução relativamente simples, com a história do jogo contada em pequenos 4-komas. Não vou negar. O começo eu fiz de qualquer jeito. Eu, no próprio Photoshop, abria a página, limpava o balão e traduzia lá mesmo, colocando o texto direto.  Fiz o primeiro capítulo e upei no fórum private da Anime Nostalgia.

Olha, foram bem atenciosos em me ajudar com a tosqueira que eu tinha feito. Pra começar, eu tinha usado uma fonte que não era pra scan. Não lembro qual era a que usei, mas a galera me passou duas: a CCWildWords e a Wild Word Roman BR, as quais uso até hoje. Aí então fui lá no Photoshop e arrumei. Ficou no nível do aceitável, embora eu admita que, naquela primeira versão, acabei usando um pouco demais de, ah, sim… Liberdade poética nas traduções. Já imaginam o que deve ter acontecido. Nada muito exagerado também. Só mudei umas piadas para que ficasse com um entendimento mais simples. A segunda versão lançada foi revisada e está mais caprichada e precisa.

Eu passei muito tempo – muito mesmo – trabalhando no Zelda Wind Waker. O projeto em si, apesar de relativamente curto, demorou muito tempo para ser completado. Contudo, isso foi bom, porque aprendi várias técnicas no Photoshop, como transformar as retículas em padrões, pra não ficar meio ano usando o stamp, por exemplo, na hora das reconstruções.

Aí, apesar de ter sido um trabalho em sua maioria, “solo”, aprendi a base de como funciona a edição de mangá. Descobri os esquemas. Descobri que é importante ter várias fontes úteis instaladas no PC para emergências. Aprendi que o Stamp salva vidas e esse tipo de coisa.

Creio que nesse tempo eu estava mais ocupado com a Nostalzine Club. Não fiquei muito tempo editando mangá. Eu só voltei no final da vida útil da Nostalzine, quando retomei o Steel Ball Run, projeto que havia sido começado pelos outros colegas do scan, mas que foi paralisado porque bem… Todo mundo vazou do fórum, infelizmente. Um dos motivos de eu ter retomado o projeto por conta própria foi porque na época outro scan começou a fazer na maior arrogância, como se eles fossem os únicos a terem bolas (de aço) suficientes para pegar um projeto desses, como se fossem o primeiro scan a fazer Steel Ball Run e coisa e tal.

Nesse instante, eu desenvolvi muito a minha velocidade de edição. Eu conseguia manter um ritmo em que editava aproximadamente vinte páginas por dia, lançando assim, um capítulo diariamente. Olha, eu leio hoje e começo a dar risada do que eu fazia. Muito porque era uma tradução muito bruta. Isto é, eu não revisava nenhum capítulo direito. Eu dificilmente relia o que estava escrito. Nos primeiros capítulos que editei, tinha separações silábicas toscas, erros de digitação, textos mal colados, não fazia o stamp direito, esquecia de apagar balões… Ficava um horror. Só que… Nesse meio tempo, aprendi a traduzir e editar de forma rápida e relativamente eficaz. Checado então.

Uma coisa, contudo, estava em minha mente, quando eu mesmo me questionava sobre a qualidade da edição em si: Sou um tradutor. Não sou um editor. Quebro um galho editando, mas eu domino palavras, não imagens. Ok, prosseguindo… (Nota: curiosamente, o outro scan que fazia SBR desistiu. Não sei o motivo. Acredito que tenham endoidado quando viram que a série que havia se tornado mensal tinha mais de cinquenta páginas por capítulo, enfim).

Logo depois, eu estava frequentando o Fórum Project e uns colegas sugeriram de criar um novo scan. Eu falei que estava dentro e começamos a montar. Todos começaram empolgados pra traduzir, editar e tal. Depois de um tempo, esfriou… Até que chegou o editor-chefe da turma (eu era o tradutor-chefe) e falou que negociou com os caras da Project pra fazer um scansProject. O meu período grande período de atividade como tradutor-revisor foi lá. Eu era o responsável pela tradução de D. Gray-Man, Bleach (projetos que eu mesmo escolhi) e Toriko (que foi contra a minha vontade também, traduzia com a bunda aquilo lá), além de revisar Fairy Tail (que fazia de mau agrado). Além disso, eu coordenava todos os outros tradutores, como o cara que fazia Naruto e outros que traduziam uns projetos que nem me recordo mais.

Nisso, íamos traduzindo e editando felizes. A gente estava montando um site que mostrava um contador da data que seria o lançamento do mesmo. Estávamos todos felizes, só que tinha um cara que me incomodava. Era o terceiro admin, além de mim, o tradutor-chefe e o editor-chefe. Esse cara que atende pelo nick de Kami simplesmente não fazia absolutamente nada de nada além de cobrar os outros. Ele era a putinha particular do Colecionador (nem sei como era a grafia exata, só sei que o nick era esse), que era o grande chefão da Aliança Project.  Note que quando digo “putinha”, é de fato uma… Putinha. Aparentemente, ele e o Cole tinham algum relacionamento in real-life que não vem ao caso.

Enfim, o Kami só estava porque ele dava o rabo. Em resumo. Assim, em determinado momento eu já estava explodindo. Sério. O contador do site já tinha zerado há três dias, eu pedia por respostas, nunca me respondia merda nenhuma e só mandava. Comecei a perguntar para o Kami o que ele fazia lá. “Ah, isso só existe por minha causa” e coisa do gênero. Em determinado momento, chegou o seu bofe Cole para defendê-lo. Começaram a discutir comigo, se colocando acima de mim e etc. Deixei bem claro para desistirem de tamanha arrogância. Estávamos todos fazendo trabalho voluntário como uma turma que faz isso por se divertir.

A resposta que recebi foi algo: “Ah, você deveria estar honrado por estar numa Project, tem uma porrada de otários que adorariam estar no seu lugar, ajudando o grandioso site que somos e blá blá blá, whiskas sache, Blá blá blá, whiskas sache”. Respondo com um grande e sonoro “Ei, cole… Vem cá… Foda-se”. Nisso, eu fui chutado. Mais tarde, descobri que todos os meus colegas ficaram do meu lado e foram chutados também do ScansProject que nem havia sido lançado até então. Zoamos um pouco com o site, enquanto tínhamos o servidor e o domínio. Aí acabou tudo, tenho uma revolta pessoal contra a máfia que se chama ScansProject e fim do ato.

Em paralelo, para a Anime Nostalgia, eu continuava com Steel Ball Run e fazia também Gin no Saji. Esse mangá é simplesmente a minha maior vergonha como editor e tradutor. A AN foi o primeiro scan a fazer o mangá. Pegamos umas raws bem porquinhas e traduzimos de maneira bem porquinha. A quantidade de falhas de tudo naquele mangá ultrapassa qualquer expectativa. Termos usados de maneira imbecil, traduções erradas mesmo (traduzi “Dairy”, que seria “pecuário” como “Diary”, no caso, pra “Diário”) e outras coisinhas mais. Sem falar que traduzir um mangá toda semana cansava. Isto é, eu estava ocupado com a gigantesca perda de tempo que foi a Project (D. Gray-Man, Bleach e etc.) e ainda tinha que fazer semanalmente Gin no Saji, mensalmente JoJolion, que tinha acabado de lançar e Steel Ball Run em alguma periodicidade.

Depois de um tempo, dropei o projeto. A Debu Scan também estava fazendo – e fazendo melhor – além de que eu havia desencanado dessa história de competição de scan, apesar do ocorrido com o Steel Ball Run. Mais de um scan fazendo o mesmo projeto é bobagem. Ainda assim, aprendi uma coisa fazendo Gin no Saji. Aprendi a ser caprichado na edição. Sério.  Foi com Gin no Saji que passei a me preocupar de verdade com as fontes usadas, o tamanho das mesmas e tal, sendo claro esse avanço no último capítulo que fiz do mangá. Isso se refletiu também em SBR e JoJolion. Ambas ganharam fontes próprias para o título do capítulo, por exemplo.

Isso tudo aconteceu lá para meados de 2011. Foi quando eu comecei a ficar colega de uns amigos gringos que curtiam JoJo. Eles me passavam a tradução de Jojolion em ingréis por private, editava aqui e o lançamento acontecia de forma mais rápida que os gringos. Até hoje isso acontece e até hoje somos colegas, nos ajudando mutuamente.

Depois do alívio que foi desistir de Gin no Saji e tirar toda aquela preocupação com a Project das costas, consegui me focar em outros dois projetos: Vento Aureo, a parte 5 de JoJo, que é a minha favorita, e Baoh, uma obra que também é do mesmo autor. O primeiro capítulo de Vento Aureo saiu em parceria com a finada Minami Scans, do amigo de sempre Mizuiro. Baoh eu fiz os primeiros capítulos sozinho, até achar um colega para me ajudar. Foi assim até o fim do ano. Ah, nesse meio tempo, traduzi o One-Shot de No More Heroes.

No fim de 2011, há o acontecimento que finalmente deixa esse texto interessante, ao menos para os fãs de JoJo. Não sei o que me levou a ler os e-mails da Anime Nostalgia naquele dia, uma vez que eu nunca os via e sabia que não íamos receber nada de interessante mesmo. Até que eu li um e-mail em nome da Bizarre Scans. O conteúdo era o seguinte:

Olá, galera do Anime Nostalgia.

Sou o Henrique, admin do Bizarre Scans.

Bem, somos fãs de uma série em comum: Jojo’s Bizarre Adventure. E, bem, sendo direto ao ponto, gostaria de propor uma parceria com vocês.

A idéia é a seguinte: Máfia Scans + Anime Nostalgia + Bizarre Scans fazerem Jojo de maneira mais rápida.

Creio que dará certo, caso façamos essa união.

O que me dizem? O dono do scan, me adiciona no msn, é esse endereço de e-mail aqui mesmo.

Grato pela atenção,

Resolvi isso rapidinho com o Igniz, o outro admin da Anime Nostalgia que ainda estava vivo. Ele achou legal a ideia e falou pra eu cuidar disso. (nota: eu já tive a ideia de fazer alguma comunicação com a Bizarre Scans que também traduzia JoJo antes, mas sempre era abatido pela preguiça e comodismo). Fizemos uma reunião que durou até altas horas da noite. As primeiras foram sobre a ideia mesmo de nos juntarmos. Depois de um tempo, a galera toda já era colega e começamos a falar de JoJo em si. Depois, de séries iguais à JoJo, como Hokuto no Ken. Em seguida, passamos a falar de outros mangás, comparando o quão bosta são hoje em dia se comparados às séries dos anos 80. Depois, chegamos às HQ’s americanas e não me lembro de mais a cronologia da conversa. Muito divertido.

Assim, fizemos umas poucas reuniões decidir o formato do Joint que iríamos fazer, padrões de edição, tradução e como os projetos seguiriam daí para frente. Ficamos combinados de que seria um portal com o mangá, tudo em um só lugar, mas os scans em si ainda iriam continuar na ativa com seus projetos paralelos. Decidimos o rumo do mangá em si. A Bizarre e a Máfia (parece que estavam numa relação de amor e ódio antes de tudo isso, eu não sei do que se tratava, apenas ouvi umas coisas e hoje em dia eu não quero nem saber da fofoca alheia, obrigado) estavam fazendo a parte 3, enquanto a Anime Nostalgia seguia com a parte 7, 8 e havia começado a parte 5. Combinamos que iríamos fechar os volumes que faltavam de todos os projetos para então colocar o portal no ar. A gente foi se organizando. Isso durou um mês.

Aí vem. Repare que não citei em nenhum momento “Aliança” ou coisa do gênero. Tivemos problemas com o nome. Havia alguns cotados, como “Passione Project”, referindo-se à gangue do Giorno da parte 3, os “Stardust Crusaders” e mesmo “JoJo Project”, parafraseando o scan gringo. Eu pessoalmente torcia por JoJo Project só pra deixar a Project de verdade com dor no rabo. Aí, não sei quem deu o insight. Alguém falou “JoJo’s Bizarre Alliance, explica tudo e ainda dá para usar as mesmas siglas de JJBA”. Eu me lembro de que foi unânime. Havíamos decidido o nome. O resto é história.

Eu achei foda, porque mostrou à Project como coloca algo decente no ar sem toda a frescura que eles tinham. Ah, esqueci. São otários que acessam que sustentam esses vagabundos egocêntricos. Havia grana envolvida, então provavelmente não podiam se arriscar tanto assim. É diferente de fãs que trabalham pela série que tanto adoram. Enfim. Hoje em dia são eles que chupinham nossos trabalhos para colocarem no site deles. Enfim, deixa lá que não dói.

Olhando para trás dessa forma, eu penso… Putz! Já traduzi e editei muita coisa por aí. Hoje em dia, eu me foco na Aliança, mas de vez em quando eu decido passar um tempo editando alguma outra coisa, como foi o one-shot “The Legend of Zelda: Skyward Sword”. Assim, eu participo do fórum Domínio de Zelda. Um colega postou o link do mangá em inglês. Sugeri que com ajuda da galera, poderia traduzir. Todo mundo achou um máximo, só que ninguém se propôs a ajudar mesmo. Como só estava fazendo por lulz, chamei a turma velha da AN e fizemos o One-Shot. Traduzimos, caçamos as raws, tratamos as mesmas que estavam uma gigantesca merda e lançamos. Apesar de ter sido feito há tão pouco tempo, tem duas histórias que gostaria de compartilhar:

A primeira foi quando colocamos o mangá para leitura no Batoto. Fizemos o cadastro da série e mandei o mangá lá. Digamos que é engraçado. Siga a lógica: Os gringos traduziram (mas não editaram) o mangá. Aí, eu peguei do inglês e passei para português. Acho que é de comum acordo que português é uma língua muito mais complexa que inglês, com uma variedade muito maior de verbetes e regras. Acontece que, quando viram em português, começaram a postar comentários, lamentando a não existência do mangá em inglês.

Olha só? Traduziram para o inglês a tradução em português da tradução em inglês diretamente do japonês. E, por causa desses termos que só existem em português, a tradução deles ficou muito, mas muito estranha. O mais engraçado é que tem um grupo em português mesmo que está fazendo o quê? Uma tradução em português da tradução em inglês da minha tradução em português da tradução em inglês diretamente do japonês.

O segundo “causo” é sobre plágio. Olha, existe um senso comum sobre o serviço de scanlator. O primeiro é não pegar um projeto que outro grupo já dá conta do trabalho. O segundo é nunca, jamais repassar o mangá alheio sem os créditos dos autores verdadeiros. Isso aconteceu com esse Zelda. O mais engraçado é que um amigo meu que, sabendo que tinha sido a AN que traduziu, viu e me avisou. Quando fui ver, era uma paginazinha do Feicebunda mequetrefe com uma admin que ficava se vangloriando de traduções que ela não havia feito, além de colocarem uma marca d’água tosquíssima que atrapalhava a leitura.

Enfim, mandei uma mensagem na página, eles me responderam, provei que era um projeto da AN e chutaram a responsável pela apropriação ilícita do material em questão. Falei que se quisessem deixar o mangá lá, não existia nenhum problema, desde que creditassem, mas acharam melhor tirar e fim.

Partindo para uma análise geral, eu cheguei à conclusão que estou feliz de onde cheguei. Eu vi o último lançamento da Aliança com todo mundo surpreendido, feliz, comentando e agradecendo e isso me deixou orgulhoso. A equipe toda ficou assim. Dá trabalho, mas é legal mexer com algo que você gosta dessa forma e levar para uma galera sem nenhuma má intenção por trás. Acredite se quiser, mas dói quando falam que eu dou uma de arrogante só porque eu faço parte da Aliança. Fala sério, eu sempre fui reclamão e arrogante assim, mesmo antes de qualquer Aliança. Eu não uso scan para me promover. O mesmo vale quando ficam me chamando “O Creissonino faz isso”, “O Creissonino faz aquilo”. Pô, parem de se em particular. É uma galera toda que ajuda. Ler isso incomoda da mesma maneira.

Às vezes, eu gostaria de continuar apenas como admin de um scan pequeno que de vez em nunca, vem uma alma singular para agradecer. Ao mesmo tempo, é uma delícia ver toda essa gente agradecendo, colaborando e querendo ajudar. São sensações diferentes e ambas são ótimas. Assim, não importa se é scan grande, pequeno, com muitas visitas ou com poucas visitas. Apenas traduza. Divirta-se traduzindo e editando; e divirta seu eventual leitor. Valorize o seu scanzinho. Não o enalteça como a nona maravilha do mundo também. Apenas tenha consciência do tamanho e cuide bem dele, assim como eu faço até hoje com a AN, apesar dos raros lançamentos lá.

Se eu for dar alguma dica para quem quiser começar a traduzir e editar, eu digo para não tentar entrar em algum scan. Sério. Você aprende muito mais sozinho ou com alguns colegas num scan recém-fundado e próprio do que tentando aprender à força. Não comece editando JoJo logo de cara. Pegue um Zelda Wind Waker, por exemplo, para ver como é. Aí, pegue uma série menor, mas semanal, para aprender a entrar num ritmo. É mais fácil você ser aprovado por um scan se você mostrar um trabalho já feito anteriormente e que esteja bom do que você pedir um teste ou coisa do gênero.

Quanto à tradução, simplesmente não soe robótico. Não seja o Google. Aprenda termos alternativos. Não tenha medo de traduzir termos para o português, qualquer ele seja. Afinal, “Estrela Platina” pode parecer desinteressante, mas “Estrela Platinada” já é outra história. Não se apegue ao literal. Se as traduções fossem todas literais, teríamos assistido um anime sobre um garoto que vai em busca das Bolas do Dragão. Não soa estranho? Esfera é um bom termo. Até hoje me arrependo de ter usado Steel Ball nos Steel Ball Run. Eu queria evitar o uso de Bolas de Aço. No fim, eu, por não ter a mentalidade de hoje na época, não viu que Esfera de Aço era um termo excelente na nossa língua.

O mesmo vale para honoríficos. Vocês sabiam que todos os honoríficos no Japão podem ser traduzidos? A maioria pode ser cortada e assim, ficamos apenas com o nome do personagem. Quanto aos mais “respeitosos”, utilize algum título de status que se encaixe. Dio-Sama foi praticamente consolidado como Lorde Dio. Cars não precisa ser necessariamente Cars-sama. Pode ser Mestre Cars, uma vez que “Mestre” já indica superioridade numa hierarquia.  Mestre também pode ser usado como tradução de Sensei, como em Lisa Lisa-Sensei. Sensei não se restringe apenas à professores. Tenha conhecimento da língua. Treine, brinque com os termos e com o dicionário de sinônimos.

Usando termos da teoria da comunicação, não importa o código ou o canal, desde que a mensagem transmitida pelo emissor seja entendida pelo receptor. Ou seja, o que importa é que a seja ideia transmitida com perfeição. Como você faz isso não interessa.  Digo isso como tradutor. Digo isso como estudioso da comunicação. Digo isso como um singelo jornalista que quer contar uma história. Simplesmente.

Nota: Escrevi esse texto e nem li de novo para revisar. Capaz de existirem umas frases sem nexo ou termos repetidos em demasia. Paciência.

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5 respostas para “Por trás de um Scanlator

  • Thyerry

    Caralho, muito bom esse texto. Legal ver as aventuras e desventuras de um colega no mundo das scanlators, e gostaria muito que outros se espelhassem em você e postassem suas histórias também.

    E sobre a MangosPORGECT, desde que eu comecei a usar o Twitter eu percebi o quão merdas eles são, principalmente depois que Hungry Joker começou. E vou lembrar disso pro resto da minha vida: https://hornypony.files.wordpress.com/2011/07/untitled-1.jpg

    “Não comece editando JoJo logo de cara.” Eu ri muito quando li isso.

  • Matheus

    Caraca, Creisson. É muito legal ler um texto como esse. Lembrei de muita coisa aí, o lance com o Project e tudo. Foi engraçado.

    “Se eu for dar alguma dica para quem quiser começar a traduzir e editar, eu digo para não tentar entrar em algum scan. Sério. Você aprende muito mais sozinho ou com alguns colegas num scan recém-fundado e próprio do que tentando aprender à força.”

    Concordo! Estava lembrando de quando eu comecei a Minami, o quão porca eram a tradução e edição. Eu não manjava NADA de inglês (lembro até de ter cometido o clássico erro de traduzir “actually” para “atualmente”) e menos ainda de edição. Com o tempo fui aprendendo a fazer as coisas decentemente.

    Pô, até fiquei com vontade de editar alguma coisa.

    Bom post!

  • Rabelo

    Entendo seu ponto de vista , eu comecei a trabalhar com scan por conta propria também junto de amigos , meu primeiro projeto foi um Webtoon Chamado Land of lions e eu traduzia e editava ,apesar de nao ser com fontes impróprias e termos ruins , direto e sem revisão – resultado : eram balões sem apagar e erros de digitação .

    Respeito seu trabalho . Principalmente na Aliança , não é qualquer um que encara Jojo , que tem :
    RAWS péssimas
    Muito carimbo
    Muitas páginas ( SBR e Jojolion)
    Além claro do tamanho da serie

    Continue seu (excelente ) trabalho seja no AN , na Aliança ou Aqui no Horny Pony que além de me divertir me faz refletir bastante sobre assuntos do meu universo.

  • Alecsander

    Eu sei que não tem nada a ver com o post, mas eu andei lendo este blog, e achei ele muito bom, vi que você é fã do David Bowie, será que não seria pedir muito um “review” do Diamond Dogs dele?
    A propósito te conheci justamente por causa do Jojo.

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