[DIRECTOR’S CUT] Ponyawards 2013

Como todos os anos anteriores, o post seguinte ao Ponyawards é sempre composto por comentários meus, o organizador da bagaça. A primeira coisa que irei colocar aqui é um singelo pedido de quem revisou os textos: USEM A PORRA PONTO FINAL DE MANEIRA CORRETA. Sério, Os três colaboradores (a quem agradeço muito também) tiveram problemas com pontuação, seja a utilização de vírgula onde ela não existe, seja a utilização de vírgula onde deveria estar um ponto ou seja ainda a utilização do ponto onde ele não deveria existir. Só que eu não os culpo. É culpa da internet que disseminou o hábito de se escrever como se fala.

Agora, hora dos comentários gerais, categoria por categoria. Deixo claro que, apesar de eu discordar de muitos dos votados pelos colegas e que vou fazer isso aqui de forma bem explícita, a ideia da premiação é justamente ter variedade nos vencedores, por isso mais de uma pessoa faz a eleição. Já este texto que vós leis, não. Este texto é particular mesmo e não tem interesse no pluralismo.

A começar pela categoria de melhor animação. Não sei o que zoo primeiro, se é a animação de Shingeki no Kyojin ou se é a de Kill la Kill. Enfim. Shingeki não tem uma animação boa. Sério, você percebe que, apesar de bem trabalhada, ainda existem erros claros de proporção no próprio anime. O que acontece é que o mangá é tão podre, mas tão podre que qualquer melhoria, por menor que seja e por mais que continue ruim, faz parecer a melhor coisa do mundo. Já Kill la Kill, sinceramente, tem uma animação de merda que, por vezes, atrapalha até na imersão das brigas. Vão falar que é questão de estilo, mas eu duvido que as porqueiras que insistem em fazer nas cenas de luta mais sérias é “estilo”. É ruindade do estúdio mesmo. Uma pena. Tem um enredo fantástico, mas limitado a uma animação de merda que desqualifica a experiência. Por exemplo:


Nota-se aí a carência de movimentação fluida e a presença do tão odiado CGI em anime. A Satsuki nem mexe as pernas na hora de andar sobre o prédio cuja modelagem chega a ser comparável a de jogos do Playstation 1. A pedra rolando é CGI, que todo mundo reclama e, nesse caso em específico, também reclamarei, já que não consegue se integrar no resto do cenário de forma natural. Você vê que foi feito à parte e colocado o desenho em cima. É igual àqueles desenhos antigos, como Tom & Jerry, que são desenhados em células e você consegue perceber qual item do cenário vai interagir com os personagens.

Com relação a enredo, eu gostaria de ressaltar que é o segundo ano seguido que alguma das séries de “Monogatari” aparece na lista dos vencedores. Sobre a minha escolha pessoal, Robotic;Notes está aí mais para fazer justiça, uma vez que no ano passado eu estava mais preocupado em puxar o saco de JoJo ou ainda Psycho-Pass, que corria em paralelo com Robotic;Notes. R;N foi um anime divertido. E é isso que conta.

Indo para OST, queria destacar aqui o meu nojo com aquelas Trilhas Sonoras com músicas cantadas. Isto é, você pode colocar vocal nas faixas, mas NA PORRA DO CD. No anime estraga. Acaba com o clima, principalmente porque ela se mistura com diálogo e fica também com cara de AMV fanmade do Youtube. Isso vale tanto para Kill la Kill quanto para SnK. JoJo ainda vai porque eles fizeram justamente o que eu falei, de fazer duas OST’s, uma Score e outra Soundtrack.

Em abertura. Pra não dar o prêmio a JoJo de novo, acabei escolhendo Shingeki no Kyojin mesmo que causou o maior fuzuê durante a sua exibição. Por sorte, Danny acabou escolhendo Bloody Stream e não decepcionou. Sobre a abertura de Watamote, o único comentário que vou fazer é que eu estava calmo e sozinho em casa, mas com o alto-falante ligado quando fui verificar do que se tratava. É, não sei como o infarto não foi fulminante, uma vez que o susto foi forte. Para encerramento, achei curioso o padrão se repetir e Hunter estar na lista pelo segundo ano consecutivo.

Agora, para personagem masculino, eu afirmo que foi complicado escolher um nome definitivo. O mesmo vale para feminino. Isto é, havia uma lista grande de indicados, mas nenhum que merecesse muito mais do que outro. Acabei escolhendo o Gamagoori por um motivo totalmente aleatório. Talvez hoje eu escolhesse o professor dos mamilos brilhantes de Kill la Kill. Uns dias antes de escolher o Gamagoori, o Armin de Shingeki no Kyojin era bem cotado como o melhor personagem também. Para feminino, o Berg está lá mais pelo fator zoeira do que uma escolha propriamente dita. Perceba que o O.D. de Gatchaman Crowds, outra bicha doida, também foi colocada nas menções. Quê foi? O nome da categoria é “melhor personagem feminino”, não que o personagem precisa ser necessariamente mulher.

Sobre a Satsuki, eu tinha certeza de que ela estaria entre as escolhas do Danny. Isto é, o maluco no dia dos namorados (gringo) pegou várias fotos do monitor como se ele estivesse tomando chá com ela e coisas do gênero, como se estivesse num encontro. É praticamente como se os doidos do /a/ existissem fora do rótulo de anônimo do 4Chan. Não é uma crítica, mas afirmo que gera boas risadas. E espero que seja essa a intenção. Só um exemplo, para terem ideia do que eu estou falando (e eu tecnicamente posso reproduzir porque houve a audácia de me marcar na publicação, há!):

Dia 8/3/2014 – 22h

Após várias pesquisas nos confins da internet, eu finalmente dei início ao meu experimento mais grandioso.

Após me consultar com engenheiros de todas as áreas, cientistas de todos os campos, minha pesquisa começou a ver a luz. Eram necessários vários ingredientes em dosagens meticulosamente perfeitas, eu confiava em minhas habilidades, porém era um experimento de uma chance, ou eu tinha sucesso, ou eu falhava miseravelmente. Após entrar em contato com um monge dos altos picos do Himalaia, eu rapidamente percebi que o agentes que formariam o produto não estavam apenas na área científica, mas também na área espiritual e além da compreensão da ciência contemporânea.

Enfim, quando todos os materiais já estavam reunidos, eu dei início ao processo. A partir daquele momento não haveria mais como voltar ou parar, era continuar ou falhar. Estes foram os ingrediente escolhidos para realizar tal façanha:
-5 gramas de tecido da mais pura realeza
-Um coração feito de ouro puro
-Um fragmento da espada de um nobre guerreiro.
-Açúcar
-Tempeiro
-Tudo que há de bom
-Um fio de cabelo de uma existência superior
-Uma xícara Chá de camomila.

Após reunidos, 14 palavras precisaram ser ditas…
“Cidade Fantasma”
“Ponto de singularidade”
“Hydrangea”
“Besouro Rinoceronte”
“Torta de Pêra”
“###########”
“Giotto”
“###########”
“###########”
“Via dolorosa”
“Escada espiral”
“Imperador Secreto”

Obviamente, a divulgação das 14 palavras poderia gerar resultados catastróficos, ainda mais na ordem correta.

Após 5 minutos, nada ocorreu. 10 minutos, nada…Eu já estava pensando o que eu poderia ter errado. Eu me retirei do local, e após alguns minutos, um barulho de explosão ocorreu. Eu me dirigi novamente ao local e lá estava, não havia uma falha, a perfeição…

O experimento foi um sucesso… Ela estava ali, viva. Não tinha conhecimento de minha presença no momento, mas por instinto, eu a fotografei imediatamente. Se isso tudo ainda não é suficiente para convencer, a fotografia está anexada.

Hora de iniciar o primeiro contato….desejem-me sorte.

Sobre surpresa, hoje eu mudaria meu voto. Talvez colocaria Aku no Hana, que merecia um destaque maior na premiação. Eu realmente achei um anime interessantíssimo, apesar de não gostar desses slice-of-life bobalhões. Eu sempre falo que Anime é para apostar no surreal. Drama bobo é para ser feito em forma de Dorama. E bem longe de mim. Aku no Hana, nada mais é do que um Dorama disfarçado mesmo. E, nesse caso, é drama, mas não é bobão, por isso que assisto. Há! Enfim, Aku no Hana foi uma surpresa boa e merecia alguma premiação maior além de menção. Foda-se SnK.

Para a questão de decepção, já é o segundo ano em que Freezing aparece na lista, a primeira vez sendo na edição de 2011. Exatamente na mesma categoria. E vendo todos os “premiados”, cheguei à conclusão que os quatro jurados se decepcionam com bobagem mesmo, só de olhar o nível dos “vencedores”.

Sobre a questão de Troll, eu ri com força da indicação do Danny. E Samurai Flamenco é o maior troll para todo mundo que viu a série. Os outros só não votaram também porque provavelmente não viram.

Por fim, achei foda JoJo estar aí como melhor do ano. Eu não votei para não repetir o do ano passado, mas veio o Danny representando por uma segunda vez.

É isso. Ano que vem, se continuarmos aqui vem provavelmente um novo time de jurados e pretendo mudar um pouco do formato, ao menos estético. Ficou muito batido e enfadonho esse modelo pelo terceiro (quarto, se contar o Pizzawards, quando tudo surgiu) ano seguido, ainda mais com um quarto jurado, que desequilibrou tudo.

Enfim, agradeço à todos e declaro iniciado mais um ano aqui no Horny Pony! Já tenho alguns posts agendados aqui. Em breve, bastante coisa bacana vai pintar no blog.

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2 respostas para “[DIRECTOR’S CUT] Ponyawards 2013

  • fabricioogrande

    Estou assistindo SnK e curtindo mais pela violência do que pela história mesmo :v Minha única crítica é o fato de o anime terminar incompleto por causa do mangá. Só espero que não se torne uma história infinita tipo Naruto e merdas similares, odeio história com começo e meio mas sem o fim.

  • Alecsander

    1 – Professor Pasquale Mode. lol
    2 – É, Foda-se SnK, tô contigo!
    3 – Não posso comentar mais nada, não assisti nenhum desses, só JoJo.
    Apenas estou afim de comentar. lol

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