Análise: Batman V Superman

Quando eu vi o Man of Steel, fiz minha análise e mandei que ele era o melhor filme de super-herói já feito até então. Afirmo que ela já não é mais verídica porque The Winter Soldier apareceu e roubou o posto, mas não me arrependo nem um pouco do que falei porque até hoje acho que a coisa é bem por aí mesmo. Na mesma análise enalteci o VISIONÁRIO Snyder a detonei o filho da puta do David Goyer.

Perto do lançamento dessa sequência, começaram a sair as críticas metendo o pau no filme e, principalmente, no Snyder. E aqui a gente chega ao ponto-chave do entendimento de todo o fenômeno: A culpa não é do Snyder. Vários problemas que são atribuídos à direção não são referentes a ela. São referentes ao singelo roteirista. Um cara aí chamado David Goyer. É familiar?

Pois bem, o filme começa com aquela parada manjada do pequeno menino Wayne saindo do cinema, teatro, ópera, sei lá que diabos, quando chega o maluco PASSA A CARTEIRA, MANO e senta o dedo no trabuco contra os pais do menino Wayne, que fica fuleiro da vida e tão retardado e maluco quanto os vilões que ele teria que enfrentar no futuro.

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A sequência seguinte é uma leitura dos acontecimentos de MoS sob o ponto de vista do Bruce Affleck. Eu achei do caralho porque se preocupou em encaixar uma interação estrita a um acontecimento específico da treta contra o Zod. No caso, é quando o General Kryptoniano lança os raios pela primeira vez num prédio corporativo e agora mostra que esse prédio era do Wayne, com direito a inclusive mostrar um maluco que estava no andar de cima.

As cenas seguintes se prezam a apresentar os personagens. Tem uma hora em que a Lois ia entrevistar uns muçulmanos – o dinheiro deve ter sido bom pro Batman bin al-flicki ter compactuado com isso – e é salva pelo Super, que chega passando a rola. Tem uma discussão a respeito do Super ser ou não ser algo bom para a humanidade a ponto de terem que praticamente instaurar uma espécie de CPI para o negócio (na minha cabeça era ‘CPI do Dildozão’, em referência às naves Kryptonianas que parecem caralhinhos voadores). Tem a história de um maluco que ficou aleijado por causa da treta do primeiro filme e tem também, óbvio, o LELEX ZUCKERBERG mostrando que é picudo, joga basquete, filantropo e tal. Basicamente, aquilo que os trailers já nos mostraram.

Além disso, tem uma cena que eu comecei a rir feito um mongol em que a Lois estava pensativa na banheira e o Super, de roupa e tudo, entra junto com ela, esperando um rala e rola. Olha, é o tipo de coisa que o John Byrne faria nos gibis.

Em resumo, o filme demora um pouco para engrenar. O negócio começa a ficar mais denso quando o Lelex dá uma festa open bar e chama geral para a casa dele, que é quando o Clark e o Bruce se encontram pela primeira vez, e tal. “Puxa, que aperto de mão forte, não se meta numa briga contra esse cara”, era o que o Suckerberg disse pro Batmão a respeito do Clark, só para criar aquela tensão sexual entre os dois e coisa assim. Basicamente, aquilo que os trailers já nos mostraram.

Nisso, o Bruce, investigando altas paradas, descobre tudo acerca do Lex. Descobre também a existência da Kryptonita, que ia chegar por um navio. O nosso Batmão parrudo, então, vai ver tudo com os próprios olhos quando acaba se metendo numa briga com o Batmóvel, mas não antes de conseguir botar um rastreador no mineral verde-brilhoso. Logo ao fim da perseguição VELÓSIS, DÁRQUIS, VEROSSÝMEIS E FURIOZOS, aparece o Superman falando DESISTE DESSA PATIFARIA, FILHO DA PUTA. Aí o Bátima fica sangue nozóio e pergunta se o Superman sangra, que não dá bola – ele visualizou e não respondeu – e sai fora, logo depois tem o Batz falando sozinho o “vai sangrar”. Basicamente, aquilo que o trailer já mostrou.

Aí começa uma sequência do caralho do Bátima se preparando, fazendo umas bombas de gás de Kryptonita e uma lança com o que sobrou para depois ir bater no morcego, o qual ele chama com o Batsinal, basicamente aquela cena que estava no trailer.

O lance é que o quebra-pau durou dez minutos e eu esperava bem mais. Aliás, esperava ao menos a icônica cena do Batman dando a solada com a chuteira de cravos dele bem no queixo do Superman (e em câmera lenta ainda, pra fazer jus ao estilo SNYDEUS) e soltando um “NÃO SE ESQUECE QUE UM ZÉ ROELA TE FEZ BEIJAR O CHÃO, FILHO DA PUTA”, mas não rolou. O Batman preparado até o orifício anal, no entanto, foi legal. A cena dele usando a Bat-garra no Superman pra depois ficar rodando o cara na pedreiragem também foi do caralho. E vale lembrar que o começo parece briga de pátio de escola, onde o primeiro chega na ombrada e o segundo já manda um empurrão no que deu a ombrada pra mandar ele longe. O que importa é que a treta acabou quando o Superman soltou o nome da mãe que tinha sido sequestrada pelo Luthor e que era o mesmo da finada senhora Wayne. Como a morcega é todo mimimi quando o assunto “pais” vem à tona, ele parou o golpe final para ficar chorando.

Como o Batman não queria ver mais nenhuma Martha morrendo, ele chega no armazém onde ela era mantida em cativeiro pelo KGBesta (não, não é apelido meu, KGBesta é realmente o nome do personagem) com sangue nozóio e sentando o sarrafo em todo mundo. Só nessa cena o Batman do Affleck bateu em mais candango do que em toda trilogia nolaniana (principalmente porque lá ele não batia em ninguém, os vilões caíam sozinhos). Enquanto isso, Supes vai resolver a parada com o Luthor porque meter a mãe no meio é de uma cuzonice extrema. É quando o Doomsday/Apocalypse (que agora só vou chamar de APOKAPOKKSAOPKSPOSKAPOSKOPAKSPAK), criado aos poucos ao longo da trama pelo Luthor a partir do presunto do Zod, é liberado e começa a treta maligna que vai botar os dois heróis – junto da Mulher Maravilha, que faz uma entrada DO CARALHO – contra uma ameaça maior, igual o que já foi mostrado nos… Ah, deixa isso para lá.

Aí tem um quebra-pau cabuloso e o Superman, junto dos novos superamigos, consegue vencer o Bio-Broly criado pelo LELEX, mas não sem perder a vida nessa brincadeira. Dois funerais, um do Super, simbólico, realizado pelo governo dos EUA e outro, com o corpo do Clark, em Smallville, acontecem. O Affleck, no fim, então, dá uma chegada no cangote da Mulher Magravilha e comenta que precisam reunir o resto da galera com superpoderes, como o Aquaman, Ciborgue, Flash, Super-Gêmeos, Chefe-Apache, Vulcão-Negro, El Dorado e fim. Ah, tem a cena do Luthor surtado na cadeia com o cabelo sendo raspado – O QUE É FURO PORQUE EU SEI QUE NÃO DÁ PRA RASPAR TODA AQUELA CABELEIRA DIRETO NA MÁQUINA, AFIRMO POR EXPERIÊNCIA PRÓPRIA, SDDS CABELÃO DE JESUS.

Na moral, gostei muito do filme, mas poderia ser muito melhor. Ele tem dois problemas sérios: Edição e roteiro. Roteiro porque, bem, GOYER. A edição é muito ruim porque o maluco que juntou as cenas não tinha um pingo de consciência que tudo tinha que fazer sentido e ser coerente. Hoje mesmo a Warner soltou um vídeo de uns 30 segundos que, se estivesse no filme, daria muito mais sentido para a bagaça. Eu não estou pedindo tudo mastigado, mas tem coisas que não podiam ficar de fora. Aliás, é válido dizer que esse não é um Man of Steel 2. O problema é que não é também um filme solo do Batman. Em suma, ligando essas duas sentenças, a gente pega um filme sobre nada, sobre ninguém. Acredito que o defeito principal é esse. Nessa ânsia de deixar o negócio neutro, o fio condutor que seria delimitado por um único protagonista acaba deixando a trama toda meio bamba.

Aí eu te pergunto: A culpa é do Snyder? Olha, o se a gente for ver todos os créditos do filme, vai estar que o roteiro é feito pelo Goyer e pelo Terrio, que entrou depois e deve ter dado polimento nas cagadas pontuais do nosso amigo. No entanto, se o material original já é uma massa amorfa e o roteiro não vai ser todo reescrito do zero, não tem como arrumar.

Então vai aí uma aula de cinema básica. Goyer é o roteirista. Como tal, ele escreve o roteiro, o que envolve a história, a ambientação (não estética, mas contextual) do negócio, os diálogos, a estrutura toda. A espinha dorsal dessa merda é o roteirista quem faz. A condução factual da história é o roteirista quem faz. Outro defeito do filme é um negócio chamado “edição”. É a capacidade do filme de contar a história, se manter coeso, fazer sentido a partir de um encaixe estratégico das cenas ordenadas em determinada ordem. No caso, segundo o IMDB, o cara que fez a edição é um maluco chamado David Brenner, que fez o Homem de Aço, que teve uma edição ruim e Piratas do Caribe 4, que também teve uma edição ruim.

O Diretor trabalha com a coordenação do processo de filmagem. Ele orienta os atores a agirem de determinada forma quando estão filmados. A estarem no lugar X e Y. Qual é o melhor ângulo para a câmera pegá-los. Como um ator pode desenvolver cada fala, o próprio personagem. Aí eu levanto que as atuações e concepções em cena do Affleck como Batmongo e da menina Gal como Mulher Magravilha foram ambas elogiadas. Mas o mérito é só dos atores, né? Não é do diretor que está lá para orientar. Certo. Aliás, esse é um dos motivos que dizem que o Tarantino é um bom diretor, porque ele sabe conduzir as atuações e extrair o melhor dos atores. Ele ressuscitou uma caralhada de ator em baixa como o Travolta e a Pam Grier porque sabe conduzi-los bem. O mérito do Snyder não está em botar só umas referências em cena ou um slowmotion aqui e acolá, o negócio é bem mais fundo, mas também não é a porra do filme todo, por mais autoral que seja (aliás, filme autoral do Snyder é só Sucker Punch).

É claro que a concepção geral do negócio é do Diretor, mas, então, se o culpado ainda é o Snyder, mais do que nunca o George Miller merecia o Oscar de diretor, porque Mad Max: Fury Road ganhou praticamente todos os prêmios e o de diretor não veio. O diretor não faz a porra do filme sozinho. Nem todo mundo é um Robert Rodríguez.

Sobre os personagens, já jogo logo de cara que o Batman Bin Al-flicki é o melhor Batman do cinema. Assim que ele foi anunciado eu sabia que o negócio ia ser do caralho porque é o primeiro que realmente tem porte de Batman, em vez daquelas merdas que dependiam de armadura pra dar tamanho. BATMAN ARMADURADO DE CU É ROLA. TEM QUE SER UNIFORME DE BORRACHA NO BEN AFFLECK OBESO, SIM. A concepção, por sua vez, também é foda pacas, sangue nos olhos, poucas ideias mesmo e mostrando o Batman como o filho da puta que ele é e sempre foi, um maluco que é tão viajado quanto os vilões em quem ele tanto dá bordoada. Não tem como ver os filmes do Nolan e não ficar puto com aquela voz asmática.

Outra que queimou a língua de geral foi a Menina Gal como Mulher Magravilha. Os momentos dela em cena foram provavelmente as coisas mais legais no filme inteiro, seja ela salvando o cu do Batman que estava tomando uma sova do APOKASOAPASKSKPAKSKAP porque a preparação dele se resumia apenas ao Superman – o batman quando pegam ele de surpresa é um bosta inútil -, seja ela enchendo o próprio monstrengo de porrada com direito inclusive ao laço. Eu cheguei a dar uma zoada nela, então fica aqui o meu pedido de desculpa formal.

Por fim, temos o AH LELELEX LEX LEX LEX LEX. Eu defendi o Suckerberg quando foi anunciado, de verdade. No entanto, assim como eu digo veementemente que o Coringa do Ledger não é o Coringa, eu seria hipócrita em aceitar esse cara como Lelex. Aliás, é válido até dizer que o Lelex do Zuckerberg consegue ser mais Coringa do que o Ledger. Eu até gostei do personagem no filme, mas ele simplesmente não convence como Luthor. Digo, ele é um filho da puta de marca maior. Essa parada de falar nas pessoas encostando nelas como se fosse íntimo é um negócio absurdamente escroto e irritante. Explodir o senado daquele jeito é filha da putice. Botar a mãe no meio da parada toda é algo imperdoável mesmo, coisa de quem não sabe brigar. Empurrar a Lois Lane do topo do prédio só para o Superman aparecer também foi cuzonice. Aliás, ele é provavelmente o vilão individual mais pentelho e cuzão de todos esses filmes de super-herói, mas, admitamos, não é o Lex Luthor. Está mais para meio Coringa, meio Felicity do Arrow depois que virou uma personagem de merda.

De resto, o Superman é um amargurado – igual ao primeiro filme, aquela foto que liberaram dele durante o período de produção, com ele na chuva, captou toda a essência dele nessa nova película – e a Lois Lane continua onipresente em todos os acontecimentos possíveis, mas Man of Steel foi bem pior nisso. Em ambas as cenas finais ela aparece, seja em MoS pra ver o Super depois de ter matado o Zod na estação de metrô/trem, seja aqui para ver o Superman morto. No entanto, aqui ao menos é plausível, porque ela estava bem mais próxima do lugar onde a treta contra o APOKOAKSPSKOPAKSPOAKSPOAK aconteceu. No Man of Steel ela adivinhou onde eles estavam e foi para lá a pé e chegou a tempo, sendo que dava para ver que eles voaram uns quinhentos quarteirões durante a briga.

Ainda rolam mais uns pontos polêmicos, tipo o fim da luta, com o Superman mandando um “Salva a Martha, pfvr, nunca te pedi nada, mano”. Pode parecer meio forçado, mas, a meu ver, o Clarkão mandou essa na sacanagem mesmo porque sabia que o Batz ia ficar todo manhoso se falasse a respeito dos pais dele. Sem falar que isso rola também um duplo sentido, dando a entender “Ó, VOCÊ DEIXOU A SUA MARTHA MORRER PORQUE VOCÊ É UM BOSTA, RESOLVE ENTÃO PELO MENOS O LANCE COM A MINHA”. Tem tem a parada do Batman ser LOUKO Y AZZAZZYNU, mas parece que só reclamam disso quando ele está lá quebrando o pescoço do maluco. Se ele simplesmente é cuzão e deixa o cara para morrer, pode, tipo o Rãs Al Gulha? Certinho, então. Veja, eu não estou defendendo o Batman matar, estou criticando a ideia de dois pesos para duas medidas quando o negócio deveria ser consensual.

Aliás, falam que o filme era muito escuro. Olha, era um filme escuro mesmo, mas vamos lá. A trilogia Dolaniana do Batman (Breguinhas, Caganeira das Trevas e Caganeira Rises: Baneposting Vs. CIA) é estupidamente mais escura do que BvS e ainda assim ninguém reclama dessa merda. Aliás, os filmes do Dolan, todos eles, de O Grande Truque a Interestelar, são escuros desse jeito, a ponto de não ser possível entender o que diabos está acontecendo na tela. A única cena mais escura aqui a ponto de isso acontecer foi na perseguição do Batmóvel. Bom, vamos dar um mérito. Ao contrário de Man of Steel, o filme aqui não carrega aquele filtro azul pesado (mas tem filtro), nem parece ter sido filmado com o smartphone da senhora Snyder – reza a lenda que até hoje as tomadas do filme estão no cartão SD ao lado das fotos de bebê do Snyder Jr.

E a cena do Flash é brega porque não se deram ao trabalho nem de tirar o bigodão do ator quando filmaram. Dá uma vergonha alheia mesmo. A cena do Flash e a cena do Deserto, duas coisas que foram encaixadas no filme e não fazem sentido algum, independentemente se elas servem unicamente para servir de gancho para algum filme futuro.

Tem umas paradas escrotas? Tem. E que sim, é culpa do Snyder, tipo a cena do Superman engolindo o choro quando o capitólio explodiu com todo mundo dentro, em vez de sair na gritaria como sempre – já que não tinha como prever essa parada mesmo. As comparações com Cristo também deram no saco. Apesar de entender que dá para meio que ressuscitar um Kryptoniano com o aparato dos próprios alienígenas e o Lex aprender isso pelos conhecimentos daquele GPS da nave que falou com ele, ainda vejo que poderia ser melhor explicado isso, relacionando com a concepção de vida artificial que eles tinham em Krypton e tal. É possível compreender com clareza que é relacionado a isso e que tinham registros do monstro que é o Doomsday como formas fracassadas de biossíntese, mas ainda ficou muito simplório o esquema de “untar o presunto com sangue e deixá-lo em banho-maria na piscina com mijo”. Essa versão estendida faz uma falta safada. Eu preferia mais exploração de universo e menos “Você é o meu mundo”, do Superman para a Lois, momentos antes de bater as botas, enquanto a Magravilha estava concentrando toda a força do mundo para segurar o bicho com o Laço dela.

Também me incomodou o Lex perdendo o cabelo só no fim do filme, na cadeia. Seria mais legal se na loucura ele fosse perdendo aos poucos. Cada vez que ele aparecesse, ia tendo menos cabelo. Ah, a luta dos dois personagens do título poderia ter sido mais comprida, ficou com um gostinho de “quero mais” na boca. Talvez se deixassem o plano do Lelex Luthorberg menos complexo para dar tempo para outras coisas, o filme pudesse se resolver. Isso só piora se compararmos com o negócio animalesco que foi a luta contra o Zod, que inclusive contou com uns testes de efeito marotos para um eventual APOKAOPKASOPAKSPOAKSPKPSA que acabou acontecendo.

Ainda assim, rola muito choro. Nem fodendo que Vingabobos 2: Memes of Loltron, da Marvel (a comparação com as empresas é inevitável, mas vai ficar restrita a esse parágrafo) é melhor do que isso aqui. Que o Stand Up do Robert Downey Junior (Homem de Lego 3) é melhor do que isso aqui. Rola sim uma má vontade nas resenhas porque Batman Vs. Superman não segue o padrão enlatado dos filmes de super-herói contemporâneos. A Marvel deixou todo mundo mal acostumado. A imprensa crítica hoje é representada inclusive pelo próprio Clark Kent, que está lá no jornal, mas não contribui com porra de notícia alguma e nem formado em jornalismo é (tem inclusive uma análise de um maluco aí reclamando que o filme não gerou memes, como se fosse obrigação).

Não vou mandar aquela de que “é um filme muito grande para mentes tão pequenas”, parafraseando o Lex Zuckerberg, mas é um filme muito bom SIM. Nível Vingadores 1 depois que o hype todo abaixou e os aliens que fazem baliza em vez de tocar a invasão extraplanar direito foram notados. E o pior é que, como se as críticas já não detonassem o filme, continuam as notícias com uma angulação pessimista como “’Batman Vs. Superman’ sofre a pior queda de público para um filme de super-heróis”. É por causa desse tipo de coisa que reclamam tanto de mídia manipuladora. Às vezes não é ninguém usando a mídia para seus próprios caprichos, mas a própria que cria uma vontade própria tornando-se uma entidade baseada em “porque sim”. Aliás, o próprio filme se sabotou ao ser exposto por completo nos trailers, tudo porque a nossa sociedade sobrevive do monstro do hype como objeto de venda e consumo como forma de obter lucro.

Por fim, eu só queria comentar que a minha ida ao cinema foi interessante, fazendo um gancho com um post anterior aqui. Fui nessas sessões (caras) de Bradesco-Unibanco-Itaú-Caixa Prime Ultra Deluxe Master Blaster Ostentation – que se você for ao banheiro aparece um cara preparado para limpar a bunda do cliente – para ninguém me encher o saco e eu ficar bem comfy na cadeira reclinável. O único porém é que eu ainda tenho as malandragens de trazer umas coisas de fora e levei um potão gigante de sorvete de chocolate comprado no supermercado para comer no lugar da pipoca. Eu achava que estava no ápice das gambiarras quando eu senti um cheiro esquisito, olhei para trás e tinha um cara comendo um Big Mac na cara dura. Como se não bastasse, ele meteu a mão no saco e pegou OUTRO Big Mac e comeu essa desgraça sozinho. De repente, fiquei até chateado por ter visto que eu ainda tenho muito para aprender se eu quiser causar de verdade na sala de cinema.

 


Informações

  • Baseado no personagem da DC Comics
  • Duração: 151 Min.
  • Ano: 2016
  • Direção: Zack Snyder
  • Roteiro: David S. Goyer, Chris Terrio
  • Trilha Sonora: Hans Zimmer
  • País: Estados Unidos
  • Gênero: Ação
  • Estrelando: Henry Cavill, Amy Adams, Ben Affleck, Gal Gadot, Jesse Eisenberg.

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9 respostas para “Análise: Batman V Superman

  • Bafael

    >Superman mata gente pra caralho jogando o zod em predios e orfanatos
    >Batman mata gente pra caralho atropelando e dando tiro com o batmovel
    >Superman fica puto pq o batman ta matando os cara e manda parar
    zack snyder mete nesse seu cu de macho mas sangrar ele n sangra…

    • Creissonino

      E você é burro pra caralho, né? Do jeito que pinta, dá a impressão que o Superman pessoalmente entrou nos lugares e saiu quebrando todo mundo, e não foi o Zod que praticamente forçou toda a merda acontecer.

      O Bátima sempre foi um filho da puta desde sempre, ainda mais um Batman louco e afetado igual ao do Affleck. Vai ver o filme e presta atenção para ver se entende alguma coisa, animal. E tem mais, leia o texto direito e vê que todos esses seus defeitos aí é culpa de roteiro, que NÃO FOI o Snyder o responsável.

      E pra sangreira no cu, vai passando o hipogloss pra curar essa sua hemorroida. Quem parece estar com o rabo em chamas aqui, todo ardido, é você. Vai chupar a piroca do Goyer enquanto cavalga no colo do Christopher Reeve na cadeira de rodas que você ganha mais em vez de ficar enchendo o saco.

  • Doc Cocamonga

    O que não gosto do Snyder são as ideias fashion excessivas.Não pode ser direto ao ponto? Cagou com Watchmen justamente por esse ranço Matrix em querer videoclipar, mas aí não seria ele o único culpado pela postura. O público cachorro obriga os diretores a adotarem tal postura, porque a grande audiência gosta de coisa carnavalesca.

    Por causa do Snyder dirigindo um embate pra lá de manjado, numa época bombardeada com filme de herói, é bem capaz de surpreender positivamente.

  • C.C

    Então o filme é basicamente um “Procura-se plot”?

  • fabricioogrande

    Assisti e gostei. Só odiei o final com o Superman morrendo, e quando eu vi o Lex Luthor pela primeira vez eu jurava que era o filho dele e não ele em pessoa! Sério! Que caralhos de personalidade pirracenta e hiperativa é essa? Eu lembrei do Charada do Batman Eternamente quando eu vi pela primeira vez. Quando se fala Lex Luthor, eu vejo um executivo vestido de roupas claras, voz de homem, educado, CARECA, com pensamentos e personalidade frios, isso que o filme mostrou não é Lex Luthor nem aqui e nem na conchichina! Realmente o ápice do filme foi a luta entre os dois e a entrada da Mulher Maravilha. Por fim, eu queria entender por que o Batman está com voz robótica e o Wayne tem voz normal.

    • Creissonino

      Lelex Luthor nem sempre foi careca. Uma das versões mais fodas dele tinha cabelo comprido e ruivo. Era o Lex Junior, mas para todos os efeitos, ainda era o titular da vaga de Lex Luthor por um tempo (era o próprio Lex com o corpo de um susposto filho).

      E Superman morrendo foi uma das coisas mais picudas que tiveram a audácia de fazer. Coragem pra caralho pra matarem o cara. É óbvio que ele volta depois, mas mesmo assim.

  • Wolf

    Em poucas palavras te digo que tu é meu herói na seguinte frase:

    “A Marvel deixou todo mundo mal acostumado”.

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