Um review por parágrafo: Xbox 360

Esse foi provavelmente o videogame que mais me deu dor de cabeça na vida. Comprei ele de aniversário, lá para 2009, antes mesmo de existir o modelo slim. Quando fui atrás de preço e os diabos, descobri que tinha que ficar de olho em placa porque uma esquentava (Jasper) e a outra esquentava ainda mais (Falcon). O bichinho é destravado e, por conta disso, tive que mandar o aparelho para o conserto algumas vezes. Uma ou outra por ter dado semi-brick. Outras porque tinha que atualizar o destravamento. Ainda mais vezes por queimar um fusível ou coisa do tipo. Sem falar que até hoje eu tenho dor de cabeça com essas paradas de pilha e o caralho. Só recentemente fui comprar um cabo USB que liga direto no aparelho. Ainda, quando fui escrevendo esse texto, me dei conta de que nem fodendo que o Xbox tem tanto jogo exclusivo assim, ou sequer diversidade. São sempre as mesmas franquias que se repetem algumas vezes até o final e jogos, em grande maioria, genéricos. Se tem um aparelho que me deu amargura, foi o Xbox 360. Se eu for comprar um Next-gen, acho que vou me converter ao PlayStation mesmo.

A ideia do post é a seguinte: Vou pegar título por título que cheguei a jogar e fazer uma resenha rápida de um parágrafo por jogo. É claro que alguns deles eu já fiz uma análise mais completa, aí eu vou botar o link como referência. Para quem tiver interesse, eu consegui montar essa lista usando o Alvanista. É uma dessas redes sociais de gaems que acabei descobrindo e acabei achando bem interessante. E não, eu não tô recebendo pelo merchã, estou compartilhando por ter achado legal mesmo.

Anarchy Reigns: É um jogo legal e para por aí. Enquanto MadWorld, o antecessor desse, é brilhante, Anarchy Reigns é pouco inspirado, certamente porque a Platinum já deveria estar fazendo só no intuito de cumprir o contrato com a Sega que eles tinham para produzir jogos. O conceito de dividir dois lados de narrativa que acabam se entrecruzando é sempre legal. Os gameplay também é divertido, mas acabou. É um jogo bom, competente e fica aí. É claro que ainda é superior a um bom naco dessa lista aqui.

Assassin’s Creed I: Beleza, eu gosto da franquia e você vai ver a opinião minha a respeito de todos lançados para o console daqui para a frente. O primeiro é um jogo competente, o problema é que ele é, na prática, chato. Vai para um lado, escuta conversa, vai para outro, mais conversa e assim sucessivamente. Isso sem falar no gameplay truncado que dói.

Assassin’s Creed II: Aqui já é mais legal. Ao contrário do que todo fã acha, atrevo-me a dizer que o Ezio é uma bosta, mas isso é o de menos. Foi aqui que a franquia mostrou que ainda tem chão e pode sim ser divertida, dosando a história com o gameplay da maneira certa. Algumas passagens são geniais, como a do carnaval veneziano.  A jogabilidade também fica um pouco mais fluida aqui.

Assassin’s Creed Brotherhood: O suprassumo da série até hoje. Foi o título que melhor desenvolveu tanto os enredos do Ezio quanto do Desmond.  Foi o que colocou vários gimmicks para o jogador que são realmente úteis, como é foi com a parada da guilda dos Assassinos. Foi o único dos Assassin’s Creed que joguei mais de uma vez e não me arrependeria de fazê-lo uma terceira.

Assassin’s Creed Revelations: Tem tranquilamente um dos traileres mais legais já feitos para um jogo de videogame, mas parou por aí. Foi aqui que deu para notar que a Ubisoft percebeu que tinha uma franquia nas mãos e foi também quando o declínio começa. Revelations é chato. Os gimmicks que eles colocam no jogo são inúteis, como a história das bombinhas customizadas com diversas utilidades, sendo que a única que realmente me interessava era a de fumaça. O enredo começa a ficar cansativo. Aliás, que merda que era a história paralela do Desmond? Sem falar dos flashbacks do Altair que pipocavam toda hora. Negócio chato que só.

Esse trailer foi o responsável por eu nunca mais me empolgar com trailer algum de videogame para não dar merda e me decepcionar depois.

Assassin’s Creed III: Um pouco melhor que o Revelations, mas não muito. Aqui temos mais um exemplo concreto de um mundo aberto abusivamente grande que não serve para absolutamente nada, por não ter conteúdo algum nele. Usando o sistema de viagem rápida, o jogo demora metade do tempo.

Assassin’s Creed IV – Black Flag: O sistema de batalha naval é surreal de bom no III. Perceberam isso e fizeram um jogo todo centrado nele. E ficou bom. ACIV foi o último grande Assassin’s Creed, ao menos que eu tenha jogado. Syndicate parece legal, mas Unity não chama nem um pouco da minha atenção porque Revolução Francesa é um tema que deveriam ter feito desde o lançamento do II. Demoraram muito e agora já não quero mais saber. Voltando ao Black Flag, a única coisa que o jogo realmente não agrada é a história do não-Desmond que entra na Animus, investigando a parada toda. Acho que essa ideia de serem sempre duas histórias interligadas pela Animus o que é realmente o diferencial da franquia – sem isso, seriam apenas jogos de época bobos. Se não fazem uma das linha cronológicas direito, metade da graça se vai.

Assassin’s Creed Rogue: Joguei dez minutos e nunca mais toquei. Quero algo novo, não um Assassin’s Creed 4,5. Já tive minha dose de pseudosequências com a trilogia Ezio.

Batman: Arkham Asylum: “Eu gosto mesmo de Arkham Asylum. De verdade. É certamente o meu jogo favorito da franquia Arkham pelo simples fato de ser um jogo feito com uma dedicação absoluta em um jogo que não era pretensioso no seu lançamento, algo que não aconteceu com os títulos posteriores.  (…) Para mim, Bátima é o que está no Arkham Asylum. Mesmo os gibis apanham para pegar essa atmosfera. Tem o Bátima ninja ao mesmo tempo em que é porradeiro, tem umas piadas no meio e o visual é predominantemente gótico. Nada dessas porras de DÁRQUI E VEROSSÝMIL que não dá para ver o que está acontecendo por causa da quantidade abusiva de sombra.”

Batman: Arkham City: É legal. É, de fato, uma evolução do primeiro. Só não gosto de toda pretensão embutida no título e a repercussão dele depois, com essas capas de GOTY feias pacas com a nota do jogo gigante estampada. Mesmo o Coringa aqui ficou legal porque ele é o vilão secundário e foi muito bem escrito na narrativa em paralelo ao plano principal do Hugo Strange.

Batman: Arkham Origins: “Arkham Origins é uma bosta. É repetitivo, não diverte, está cheio de furos e é cansativo. Não é um jogo desses que você começa a jogar e que quando termina, começa a ficar desesperado pela próxima jogatina, como foi em Arkham City. É uma pena que a Warner não faça nada direito.”

Bayonetta: Quando joguei a primeira vez, achei normal. Só depois que rejoguei que eu fui percebendo os nuances e os detalhes do título. Digo, a narrativa é uma bagunça, afinal, em qual jogo da Platinum ela não é? Só que isso é o que menos importa. A graça é ficar combando eternamente contra os anjos e os chefões colossais num jogo que resgata a verdadeira essência dos videogames, perdida em algum lugar dos anos 90, o verdadeiro LULZ. Os controles funcionam, os inimigos são difíceis na medida certa e a temática é mongol. Se todos os jogos se preocupassem com apenas duas dessas três características, a indústria seria bem melhor do que ela é hoje.

Blue Dragon: Tenho um problema meio sério: eu demoro uns três anos para encerrar qualquer RPG que dure umas quarenta horas. Blue Dragon foi assim. Longe de ser um jogo ruim, é muito divertido, mas que eu demorei para terminar, demorei. Ainda, é um jogo bom? É. No entanto, poderia ser melhor. No instante em que o jogador saca as principais mecânicas de fraquezas, resistências, buffs e debuffs, o jogo deixa de oferecer dificuldade e vira brincadeira de criança.

Borderlands: É um bom shooter. Não é especial, mas é um bom shooter, principalmente porque ele não é genérico. Ele se preocupa em estabelecer todo um contexto, além de deixar essa mongolice de on-line para segundo plano. O problema é que os ambientes repetitivos do jogo incomodam depois de horas jogando basicamente porque ele não muda nunca.

Call of Duty 4 – Modern Warfare: Joguei porque não tinha nada para fazer, mas foi só o modo história, o que me levou umas cinco horas, só. Negócio bobo e repetitivo.

Call of Duty – Black Ops: Joguei porque não tinha nada para fazer, mas foi só o modo história, o que me levou umas cinco horas, só. Achei o enredo um pouco mais legal do que o anterior, mas ainda é bobo e repetitivo. É nesse que tinha o modo de Zumbis? Não tenho certeza porque esses Códi são todos iguais. Enfim, puta negócio mongol esse modo extra, nada a ver com o jogo em si e encaixado só para entrar na onda e se reafirmar com o produto mais comercializável do mundo por juntar num lugar só as modinhas do momento.

Call of Duty – Modern Warfare 2: Joguei porque não tinha nada para fazer, mas foi só o modo história, o que me levou umas cinco horas, só. Negócio bobo e repetitivo.

Dante’s Inferno: Sabe o que é uma ideia brilhante desperdiçada? Está aqui. O conceito é genial, mas não passa de um clone genérico de Gódi ófi Uór, que já é genérico por si só. Além do mais, o jogo é desnecessariamente escuro, por várias vezes eu não sabia o que rolava na tela por causa disso. Para quê? Os controles são uma bosta também, limitados demais quando deveríamos ser agraciados com uma infinidade de combos, mas nem a isso se dão ao trabalho, igualzinho a Gódi ófi Uór.

Darksiders: Sabe o que é uma ideia brilhante desperdiçada? Está aqui. O conceito é genial, mas não passa de um clone genérico de Gódi ófi Uór, que já é genérico por si só. Além do mais, o jogo é desnecessariamente escuro, várias vezes eu não sabia o que rolava na tela por causa disso. Para quê? Os controles são uma bosta também, limitados demais quando deveríamos ser agraciados com uma infinidade de combos, mas nem a isso se dão ao trabalho, igualzinho a Gódi ófi Uór.

Dead Island: Quanto mais eu vou escrevendo, mais eu percebo que os temas desses consoles de mesa graúdos aí são repetitivos. É o primeiro jogo de zumbi, mas sei muito bem que vão aparecer mais uns três ou quatro por aí. Dead Island é bem meh. Não é mal feito, mas não é diferente de qualquer outro que se vê por aí. Gameplay competente e não passa disso. Até a história é repetitiva. Uma pena, já que, mais uma vez, o trailer de lançamento acabou sendo mais brilhante do que o jogo em si.

Dead Rising: Frank West carrega essa bodega nas costas. Eu gosto de verdade de Dead Rising porque eu não vejo como um jogo de Zumbi. Eu vejo como um jogo do McGyver, porque qualquer bosta serve como arma e é possível unir duas bostas nada a ver para criar uma terceira bosta ainda mais mongol para surrar os zumbis. O lance da corrida com o tempo também é um atrativo que torna a franquia diferenciada. Umas poucas coisas de contextualização já fazem um joguinho que poderia ser genérico se sobressair na multidão.

Dead Rising 2: É LOADING LOADING LOADING uma boa LOADING LOADING LOADING LOADING sequência do LOADING LOADING LOADING LOADING primeiro jogo, incrementando ainda mais os LOADING LOADING LOADING LOADING aspectos interessantes da saga do Frank West.

Devil May Cry 4: A história é uma bosta. Os personagens são ruins. O Gameplay é legal. Aliás, o primeiro com um gameplay bom durante a franquia toda.

DMC – Devil May Cry: Acho injustiça o que fizeram com esse jogo. Vão se foder, ele diverte sim. É tudo ardência porque trocaram a cor do cabelo do Dante, porque, na real, os dois são exatamente o mesmo personagem insuportável e ruim. Ainda, o gameplay funciona, é divertido, tem a dificuldade na medida. Aliás, esse aqui tem o MOD ESPANHOL SUPERIOR COM SEÑOR DONTÉ E SEÑOR VÉRGIN que a franquia anterior não tinha.

Dragon Age Origins: Tem tanta coisa errada com esse jogo que não sei nem por onde começar. A começar pela fonte minúscula e textos imensos pipocando na tela. Some isso à forma de como o enredo se desenrola e um gameplay enfadonho, o jogador, depois de um ponto, vai passar a simplesmente apertar o A feito um retardado sem saber o que diabos acontece porque ele, no fundo, não liga. E eu só fui jogar essa bodega porque eu caí no papo de uma revista de RPG falando bem dessa bosta, comentando como ele iria inovar o gênero por ser verossímil ao RPG de mesa e os caralhos. Aprendi aí que jogador de RPG de mesa não entende porra nenhuma de videogame de forma individual.

Dragon Ball – Raging Blast/Raging Blast 2: Vou emendar os dois jogos numa análise só. Eu sou viciado nessas porcarias de jogos de Dragon Ball. Raging Blast é o sucessor quase direto dos Budokai Tenkaichi, mas sei lá, apesar de umas ideias boas, o negócio não me agradou como um todo. Uma das supostas qualidades é que, em vez de colocar quinhentas versões do mesmo personagem, só botaram um só de cada com golpes customizáveis. Vamos lá, esses Raging Blast não são ruins, mas sei lá, não têm alma. E o estilo gráfico é uma merda, todo mundo plastificado em tonalidades pastéis.

Dragon Ball – Busrt Limit: Esse sim é do caralho. Usando a perspectiva em duas dimensões, aqui eles tacam o foda-se para poderzinho e explosões de Ki e quiseram fazer um jogo de luta de verdade, na base da porradaria, com brigas mais dinâmicas e agressivas, ao contrário dos Budokai Tenkaichi, onde o jogador precisa literalmente ficar procurando o oponente naquela arena gigante. É uma pena que preteriram essa franquia e voltaram com a mecânica anterior em Raging Blast, principalmente porque, apesar do gameplay maravilhoso, o jogo carece de conteúdo como um todo, parando na saga do Cell.

Fable 3: Nem vou opinar, joguei por uns 15 minutos. Um amigo meu me deu de presente porque ele comprou um Xboner novo que vinha com o jogo, só que ele já tinha também a sua própria cópia. Pelo curto período de teste, lembro que achei o conceito de tudo meio esquisito.

FIFA – Vai tudo num bolo só. Tenho aqui as edições de 10 a 15. A última versão realmente bacana do negócio foi a 13. De resto, é triste observar aos poucos o declínio de uma franquia que era melhor do que sua concorrente mesmo em uma época em que não era tão popular. Aí Fifa virou o jogo, tornou-se o jogo de Futebol mainstream da galera e acabou caindo numa zona de conforto fazendo uma merda atrás da outra.

Fight Night Round 4: Veio junto com o aparelho. É legalzinho, diverte até certo ponto, mas eu não sou lá muito fã do jogo. Meh

Final Fantasy XIII: Considerando que eu comprei o jogo logo quando lançou, em 2009 e só o terminei ano passado, 2015, foram uns bons seis anos de enrolação. A questão é que, como eu já citei, eu demoro para terminar um RPG. Agora, quando é um título pouco empolgante, aí que a minha motivação vai para o ralo. A questão é que aqui eu jogava por uns dias e parava para só então acabar jogando de novo no ano seguinte. Qual é a graça de ficar participando de umas batalhas repetitivas e automáticas no meio de uns corredores imensos, já que a premissa do negócio é sempre ir do ponto A ao ponto B? É chato. Eu tenho uma cópia do FF13-2 aqui comigo que nunca toquei, mas só de lembrar da minha experiência com o primeiro, eu sei que ela vai ficar acumulando poeira ainda por algum tempo.

Fist of North Star – Ken’s Rage: O começo do jogo empolga, porque é o tipo de jogo que o fã sempre esperou que lançassem. O problema é que essa merda é repetitiva e cansativa. Cenários pouco variados que me acabaram causando umas enxaquecas. Os controles também não colaboram, a jogabilidade é ruim.

Injustice – Gods Among Us: Skin de Mortal Kombat com as personagens da DC Comics. Eu tenho umas boas cinquenta horas jogadas nisso aqui. O gameplay é do caralho, todas as vezes que eu reassisto Man of Steel, eu tenho vontade de jogar isso aqui por causa do nível da porradaria que o negócio proporciona, incluindo um Aquaman porradeiro que dá o inimigo de lanchinho para o tubarão usando o tridente de garfo para mostrar ao público BASINGA que não é para fazer piada com o rei dos mares. Ainda assim, eu queria mais personagens. No aguardo de Injustice 2. Aliás, a dublagem em português ficou bacana.

Killer Is Dead: “Killer is Dead é uma maravilha de jogabilidade e é estupidamente divertido. Contudo, o jogo tem sim seus problemas. É misógino, tem uns modos de jogo imbecis, é curto e a versão de X360 tem uns lags ocasionais, sem falar do enredo 2deep4u. Mas KiD é lindo e pronto. Love & Kill.”

Left 4 Dead 2: Não vou dizer que é um baita de um jogo, porque não é. Tinha jogado a versão original no PC e achei ok a ponto de me fazer pegar essa segunda, que é superior. Ele rende alguma diversão, é verdade, mas também fica por aí. Não é nada que nenhum outro jogo de tiro e zumbi por aí já não tenha feito também, a diferença é que aqui fizeram de forma competente que, aliás, a palavra certa para descrever o título a grosso modo.  O on-line amplia a experiência, principalmente se formos jogar com os amigos, mas isso é tudo.

LEGO Indiana Jones 2: Esse jogo é uma zona. E eu gostei do primeiro e adoro a franquia LEGO. Não vejo motivo para terem feito essa sequência, só o lançamento daquela aberração que foi o Reino da Caveira de Cristal. O gameplay é um aglomerado de fases curtas e sem sentido que muitas vezes não têm nada a ver com o que a história deveria estar apresentando. Caça-níquel safado.

 Lollipop Chainsaw: É que sou suspeito para falar de qualquer jogo do Suda 51, mas Lollipop Chainsaw é do caralho. Jogo do bem, com mongolices na medida certa – é isso o que dá quando junta o Suda com o James Gunn, diretor do Guardiões da Galáxia. Os personagens são carismáticos e a jogabilidade, apesar de lembrar um pouco a de No More Heroes (aliás, todos os jogos do Suda mais recentes têm jogabilidade similar à de NMH), funciona, com destaque para o sistema de esquiva baseado em movimentos de líder de torcida.  O único problema factual aqui é o tempo de jogatina. Lembra um pouco esses jogos de locadora, em um fim de semana, dá para zerar.

(Ultimate) Marvel Vs. Capcom 3: Até hoje não sei qual é o fascínio por trás da franquia, sendo que na prática, ela não tem nada de especial. Olha que eu sou fã tanto de GIBYS quanto de VIDEAGAEMS. É um negócio desbalanceado demais, o elenco dos dois lados é uma bosta fétida. Peguei depois a versão Ultimate para ver se algo melhorava, só consegui mais do mesmo. Cretinice. Isso porque não entramos na questão de falar da parada do DLC no próprio disco.

Metal Gear Rising Revengeance: “A palavra chave para definir Metal Gear Rising é diversão. Não existe outra. MGR não é uma superprodução. A Platinum teve pouquíssimo tempo para fazer o jogo e finalmente lançá-lo. Ela fez milagre. MGR não é um jogo épico. Não é um filme gigante, com enredo complexo para parecer melhor do que realmente é (apesar de tentar, nessa última parte). É um jogo divertido e pronto. (…) É isso o que importa em um jogo” E CARALHO, CADÊ MINHA SEQUÊNCIA, KONAMI? PORRA!

Mortal Kombat: Nunca fui lá muito fã de Mortal Kombat. O primeiro que realmente me agradou foi esse aqui, e olha que já tentei jogar uns anteriores. MK (essa versão aqui) é o típico jogo ideal. Não precisa de artimanhas para dar certo, só ter sido feito direito. Aliás, fazer direito hoje em dia é tão raro que acabou se tornando o especial, quando qualquer coisa com qualidade mínima é a oitava maravilha do mundo.

Mortal Kombat Vs. DC Universe: Como nunca fui fã de Mortal Kombat, só jogava com os carinhas da DC na época em que comprei isso aqui. Dá para dizer que divertia, mas tinha muito mais falhas do que acertos.

Naruto Shippuden – Ultimate Ninja Storm 2: Eu me supreendi com isso aqui, principalmente porque não joguei o primeiro. Se a série original fosse tão boa quanto esse jogo é, eu certamente teria gostado de Naruto logo ao meu primeiro contato. Independente da obra original prestar ou não, o que vale é que isso aqui diverte da mesma forma que os jogos de Dragon Ball da vida, mas com algum acabamento e dedicação por parte da equipe desenvolvedora (por isso que quando falaram que a CyberConnect22 estava fazendo o ASB eu confiei nos caras, mesmo com poucos títulos no currículo). O único defeito aqui que eu considero é o mundo aberto. Se eles só fizessem as cutscenes e botassem luta atrás de luta, não seria tão chato e o problema seria resolvido.

Naruto Shippuden – Ultimate Ninja Storm Generations: É caça-níquel. Não tem absolutamente nada de diferente para o jogo anterior além de uns personagens a mais. O modo história também é chulé.

Naruto Shippuden – Ultimate Ninja Storm 3: A verdadeira sequência. Não me surpreendi tanto quanto foi com o segundo, mas ainda é melhor do que o Generations. Ao menos eles arrumaram aquela parada escrota de mundo aberto. O que vale, que são versões exageradas e mais bem elaboradas das lutas da série original, continuam. Às vezes, como é o caso, o material original da obra adaptada já é uma merda, o que prejudica o resultado final. Dá para ver que foi por isso que esse terceiro saiu perdendo.

Pro Evolution Soccer 2009: Cara, nem cheguei a jogar isso direito porque na época, o que valia era o FIFA. Só de lembrar do Galvão Bueno narrando naquela versão piratona o “PEGOU NA PONTA DOS DEDOS O GRANDE GOLEIRO QUE É” para TODA defesa que rola me causa pesadelos.

Pro Evolution Soccer 2016: Com a piora sequencial dos FIFA, o anúncio que o jogo não teria o Corinthians me fez abandonar definitivamente o barco da EA e me fez arriscar aqui com essa versão de 2016 com o BININO NEYBAR na capa e eu realmente me surpreendi com o resultado. É tranquilamente melhor do que os dois últimos FIFAs. Tem o Corinthians e a jogabilidade se mostrou muito mais agradável do que havia se tornado o jogo da EA. É engraçado como as coisas são. Quando ninguém ligava para o FIFA numa época em que era melhor do que o PES, eu estava lá com o FIFA. Agora que todo jogador de futebol virtual rechaça a franquia da Cocônami, eu acabei migrando para ela e se mostrou muito mais divertida do que sua concorrente. É a vida.

Red Dead Redemption: Diverte bastante e é a prova de que o pior da Rockstar é a franquia GTA. O que me impede de gostar mais desse jogo é a quantidade abusiva de bugs nessa bosta, além da dublagem de merda que chega a doer os ouvidos.

Red Dead Redemption – Undead Nightmare: O que diabos o jogo original tem a ver com Zumbis? Na moral, maior viagem que não adicionou em nada ao resultado final. E ainda, que não sei o que é pior, ter que jogar com o filho do John Marston que é uma mula sem carisma e com uma dublagem lixo ou se é com o John Marston zumbi, que fica gemendo feito um retardado enquanto corre pelo deserto montado no cavalo.

 Resident Evil 5: É uma piadinha da Capcom que tentou competir com Call of Duty e Battlefield no mercado de shooters. É a única justificativa para essa ruindade a céu aberto e ensolarado.

 Saints Row IV: GTA só seria engraçado se fosse um jogo que não tentasse com todas as forças se levar a sério como ele faz. Saints Row IV (o terceiro eu joguei no computador e é do caralho também) inventa um contexto abusivamente retardado e atola de piadinhas e referências, criando um carisma singular acerca do universo apresentado. Uma verdadeira colcha de retalhos da cultura popular, é realmente divertido brincar de presidente (criei o Funny Valentine).

Shadows of Damned: É uma espécie de Resident Evil criado pelo Suda com a ajuda do próprio Shinji Mikami, o gameplay parecido – embora truncado – entrega a intenção. Tem o mérito de ter um dos momentos mais retardados na história recente dos videogames.

Sonic the Hedgehog: Preciso falar dele? Tá, né… A trilha sonora é a única coisa que se salva aqui. O pior é que, olhando hoje o Sonic Boomba, esse aqui nem parece tão imperdoável.

South Park – The Stick of Truth: É brilhante. Provavelmente um dos melhores jogos dos últimos anos, sem qualquer exagero. O grande medo é que se preocupariam demais com o enredo e deixassem o gameplay de lado, quando o conjunto todo acabou se tornando perfeito. Ou quase, talvez se tivessem botado mais conteúdo extra fosse melhor. A quantidade de easter eggs que são relacionados à série propriamente dita também fascina. CADÊ MEU FRACTURED BUT WHOLE, UBOSOFT? CARALHO!

Star Wars: The Force Unleashed II: Com sequências feitas de qualquer jeito, nós não trabalhamos. Não é ruim como a mesma versão desse jogo como a do Wii, mas ainda é bem ruim, principalmente porque todo o conceito por trás já é errado.

Street Fighter IV: Vou jogar todos num lugar só para não fazer volume. A versão original tem alguns pontos legais, como a parte estética toda, mas erra principalmente na lista final dos lutadores. O problema é que é um jogo muito cru. A versão seguinte, Super Street Fighter IV, é a melhor por ter adicionado lutadores no elenco e balanceado o gameplay, finalizando a sensação de vazio da versão anterior. A versão Ultra, portanto, nem precisavam fazer, é a Capcom mais uma vez farmando o gold dos trouxas que compram, principalmente porque as supostas adições não adicionam realmente em nada. A versão Arcade eu nem me dei ao trabalho de testar.

The King of Fighters XII: Achei um jogo cru, acabei me decepcionando. Pô, está certo que ele segue muito na vibe dos anteriores, mas custava caprichar? Hoje em dia ninguém pode se dar ao luxo de fazer um jogo que poderia ter sido lançado há quinze anos, mesmo se há quinze anos ele tivesse sido bom.

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3 respostas para “Um review por parágrafo: Xbox 360

  • brenucci

    Não cheguei a ter um X360, mas acabei arranjando um PS3, no fim, não acho que as bibliotecas sejam lááá tão diferentes entre eles na questão de exclusivos. Namoral, se o negócio forem os exclusivos, vale mais a pena pegar um console da Nintendo msm (eu me arrependo até hj de não ter comprado um Wii quando eu pude).
    Mas tem uns joguinhos até que bem legais pros consolões da gen passada e alguns deles que eu tenho que tirar o atraso tbm.

    • Creissonino

      Mas é isso mesmo. Essencialmente, 80% dos títulos são compartilhados. E os que não são compartilhados não fazem lá muita falta.

      E os jogos são legais. O aparelho que não era.

  • C.C

    Ahh Assassin’s Creed Revelations….. Desde o dia que joguei falo para meu amigo “Se trailer bom resultasse em jogo bom então Ass Creed Revelations seria o melhor jogo da humanidade.”

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