Um review por parágrafo: Filmes de Heroizinhos – DC Comics (Parte 2)

UM REVIEW POR PARAGRAFODC

Eu cheguei a fazer a primeira parte só com os filmes da Marvel. Agora são os da DC. Ainda vou fazer a parte 3 com filmes diversos, como Watchmen, que, por mais que pertença à DC, ele encarna um universo mais à parte. O mesmo vale para 300 e outros.

Na lista anterior, eu listei cada responsável pelos filmes. Como aqui são todos da Warner, acabei omitindo mesmo. Ressaltando que os parágrafos entre aspas vêm de filmes que já analisei apropriadamente, com o link em questão no nome do filme. Em tempo, fiquei com preguiça de falar de novo dos filmes do Nolan. 


Superman (1978): Sejamos sinceros, idolatram esse filme por absolutamente nada. O roteiro é uma confusão só e envelheceu mal, só corroborando com a minha ideia que o padrão do cinema antes da década de 80 era incrivelmente baixo (não que não tenham sido produzidas obras realmente fantásticas no período). Acho engraçado também que criticam o Superman do Cavill por não estar nem aí para nada, mas esse aqui nem pensou duas vezes quando quis mexer no continuum espaço-tempo.

Superman II (1980): Gosto bem mais da sequência do que do primeiro. Talvez porque Man of Steel é uma espécie de remake indireto desse aqui. A história é bem mais interessante e pé no chão do que a do primeiro filme, é um filme bem mais conciso. No entanto, ele ainda tem umas ideias muito retardadas, como o ataque com o símbolo de celofane.

Superman III (1983): Aqui a gente já começa a entrar no terreno da piada. Afinal, que porras foi aquele personagem do Richard Pryor? Está lá só para botar o humorista que, na época, era a sensação do momento, tipo quando hoje botam youtubers em qualquer lugar para ver se atrai audiência. O humor aqui também é meio babaca, é quase um filme da Marvel Studios antes da Marvel Studios. Imagine o efeito causado pelo ataque do símbolo de celofane, mas durante a película toda.

Superman IV (1987): HAHAHAHAHAHAAHAH, não.

Batman (1989): Vejo esse filme, bem como a sequência, como a representação ideal do universo do herói em questão. Ele dosa muito bem a bizarrice cômica com a questão da sombra e obscuridade que compõem o personagem em si. Gosto também do Bruce Wayne do Keaton, mais porque ele exalta um lado do personagem que é pouco explorado e justifica a fixação dele pela noite e por morcegos até chegar no ponto onde chegou: a excentricidade. É claro que não ia deixar de falar do Coringa, que eu acho exemplar por não querer inventar – apesar de realmente ter inventado a parte de dar a ele um background, mas mesmo assim. O Jack Nicholson fez um bom trabalho, mesmo não tendo o porte físico magrelão que é característica do personagem, mas isso seria fichinha perto da desconstrução imbecil que iam começar a fazer a partir daí.  Acho que só não gosto do enredo centrado na Vicki Vale.

Do Batman de 89. É o que os filmes do Nolan têm vergonha de fazer e, quando fazem, dá errado.

Batman – O Retorno (1992): É, sem dúvida alguma, o melhor filme solo do Batman até a presente data. Mesmo mudando uma infinidade de conceitos do gibi, ele ainda soa como um filme de gibi pelo exagero contido nele, mesmo sem perder a seriedade. E veja bem, é um filme bem comprido, mas que passa rápido, sem perceber. A química entre todos os personagens funciona muito bem. Seja Batman e Mulher-gato, seja Batman e Pinguim, seja Pinguim e Mulher-Gato. Tudo aqui funciona.

Batman Eternamente (1995): O interessante desse filme é que produziram tanta bomba depois dele que ele nem aparenta mais ser tão ruim quanto parecia há dez ou quinze anos. Ele acerta muito no Jim Carrey como Charada que no fundo é melhor Coringa do que o Ledger e o Val Kilmer foi um bom Batman (mesmo sendo um Bruce de merda). Eu o considero um filme bem-intencionado, visto que é bem mais simples do que os anteriores no intuito de facilitar o entendimento, mas essa suposta boa intenção saiu pela culatra, tanto aqui quanto na sequência. O terceiro ato de Eternamente já servia como um prenúncio para tal, aliás.

Batman & Robin (1997): Olha, vou dizer que andaram fazendo tanta cagada depois desse filme aqui que ele nem parece tão ruim assim. A moral é que vale assisti-lo fingindo que é um ode ao seriado mongolão dos anos 60, onde tudo é brega. Tudo aqui é brega, desde os Batmamilos (muito polêmicos) até o batzíper da bunda do traje do Batman. Um detalhe pouco comentado é que a cidade tem uma estátua gigante aleatória onde acontece uma perseguição de carro. Esse filme hoje é mais engraçado do que ofensivo.

Mulher-Gato (2004): HAHAHAHAHAHAAHAH, não.

Constantine (2005): Eu digo com toda a certeza que esse filme ainda é uma melhor adaptação de Hellblazer do que o seriado. Certo, ele muda totalmente o background de todos os personagens, enfiando o Keanu Reeves como um Constantine americano de cabelo castanho – aliás, o Keanu Reeves é disparado o ator que mais é escalado em papéis errados, vide 47 Ronin – e um Chas como aprendiz de feiticeiro. O grande porém é que a estrutura de história e atmosfera dele estão muito mais próximos do que é Hellblazer do que aquele seriado feito para a molecada de 14 anos – e olha que esse aqui tem um trabuco em forma de crucifixo, é difícil achar algo mais molecagem do que isso. A moral é que adaptação audiovisual de Constantine não rola mesmo porque o gibi é chato para o público comum. Então ou fazem algo fiel que o público comum vai achar entediante e resultar num fracasso comercial, ou adaptam para deixar populesco e erram do mesmo jeito em questão de conteúdo. É claro que eu pareço estar elogiando, mas afirmo que no final das contas, não é lá grande coisa também. Salvam-se o cara que fez o Diabo e a Tilda Swinton como Arcanjo Gabriel.

Batman Begins (2005): De todos da trilogia Dolan, é o menos ruim, por isso é chamado de “Batman Breguinhas”, visto que ele é apenas breguinha. Ainda assim, ele é chato para dedéu. Além disso, veio a introduzir aquela voz de asmático que não mete medo em ninguém. Puta que pariu, hein? O cara é gazilhonário e é incapaz de enfiar um modificador de for na roupa? Ah, é mesmo, é incapaz até mesmo de projetar um uniforme incapaz de virar o rosto, com uma capa inútil e que sequer é à prova de cachorros. Digo, o uniforme é todo errado, a começar pelo conceito de Batman armadurado que já era imbecil na década de noventa e continua sendo assim até hoje, visto que o cara é a porra de um ninja, precisa ser rápido e furtivo (pior do que isso, ainda, só Flash de armadura). O do Keaton também tinha esses problemas? Até tinha, mas ele não era tão metido a tecnológico como esse aqui, visto que, se vai pagar de científico, que ao menos seja coerente. O que acontece filme em si é uma bagunça sem fim que não tem um terço da atmosfera agradável e quadrinística dos filmes do Burton ou até mesmo do Shumacher que, por pior que sejam, ao menos dá para se entreter ou rir em um momento ou outro, mesmo que seja da própria qualidade de merda do filme. Há também o problema do filtro preto que impede o espectador de realmente assistir o que rola na tela – e ainda reclamam do Snyder por conta disso – chuto que é para ocultar as coreografias de merda que compuseram as cenas de ação que são uma bosta. Há também a questão da hipocrisia, que detona o Batman do Affleck por ser um psicopata, como se “Eu não vou te matar, mas também não vou salvá-lo” fosse algo totalmente coerente. Talvez o maior mérito dele seja pegar o Ra’s Al Ghul e o Espantalho como vilões, que, na época, fugiam da escolha óbvia DAQUELE vilão que já estava saturando. É quando entra a sequência e o negócio esculhamba de vez. (Moralmente isso foi quase um texto todo, mas tive que fazer um parágrafo só para não perder a ideia da lista).

 Essa capa não faz sentido algum, ela é claramente mais fina do que flanela de limpar óculos, tomar no cu. Deveria ao menos parecer blindada. É tão metido a tecnológico e faz uma bosta dessas.

Superman Returns (2006): Ele não é necessariamente ruim na essência, mas ele é abusivamente ruim por ser chato, monótono, tedioso. O Lex Luthor do Kevin Spacey é provavelmente o maior desperdício de elenco foda, visto que ele seria do caralho se tivesse sido bem escrito, só olhar o Frank Underwood dele. O Superman do Brandon Routh também é vergonhoso, fica stalkeando a Lois Lane com aquela cara de boneco de cera e cosplay barato que chamam de uniforme. Tem também a questão do Superfilho, baita conceito imbecil dentre tantos outros que figuram nesses filmes de herói. Aliás, como é que implementam tantas ideias imbecis assim? Pô, esses filmes deveriam ser pensados porque teoricamente são eventos de grande porte que custam caro, não adianta ficar experimentando agora com coisa que não existe ou que mesmo existindo no material original, é babaca demais para ser verdade. E esse filme é obra de quem? Do incapaz do Bryan Singer, a mente brilhante que continua a manter os X-Merdan como seu monte de bosta particular. Superman Bosturns são duas horas e meia de absolutamente nada que serão perdidas da vida de quem decide assistir. É, pensando bem… Ele é ruim na essência também.

Batman: The Dark Knight (2008): Filme com síndrome de complexidade para agradar crítico metido a besta e moleque de quatorze anos que paga de anarquista. Acho engraçado idolatraram o mendigo que é o Coringa daqui e descerem a lenha no do Leto que, surpresa, é bem mais próximo do gibi do que o daqui. O pior é que eu já detonei tanto esse filme ao longo da minha vida que eu nem consigo mais trazer algo de novo ao rant contra ele.

Jonah Hex (2010): HAHAHAHAHAHAAHAH, não.

Lanterna Verde (2011): Ele vai bem até o momento em que o Lanterna volta para a Terra, que é quando parece que o dinheiro acabou e ele começa a ficar corrido e escroto, com direito à fumaça vilã na que seria sua segunda aparição (a primeira é no Quarteto, a terceira é no Doutor Estranho). Ryan Reynolds não merecia o resultado disso, o cara foi um bom Lanterna, apesar de tudo. O Mark Strong também deu um bom Sinestro. É uma bomba, mas ainda acho muito longe daquilo que querem pintar. Pelo menos, é um filme que não tem vergonha de ser filme de gibi, não é mesmo, senhor Nolan?

Batman: The Dark Knight Rises (2012): Eu queria entender de verdade o motivo de criticarem Batman V Superman e outros filmes quando o produto final desse aqui é infinitamente pior em todos os níveis, de roteiro a fotografia, passando inclusive para a falta de sentido em absolutamente tudo o que acontece. Espinha quebrada consertada na precariedade de uma cadeia esquecida pelo mundo, oi? Aquele diálogo vergonhoso da cena de abertura que inclusive virou meme? As sequências de luta que são encontradas normalmente em Turma do Didi? O pau comendo na cidade e o Batman perdendo tempo para botar fogo no prédio e fazer um morceguinho brilhante que não tem função alguma na trama? Ressalta-se também a atuação pífia de todo o elenco (se bem que eu, pessoalmente, não acho a Marion Cotillard grande coisa como falam). Essa trilogia é toda errada.

Gif recorrente aqui do Blog que eu posto sempre para deixar o ódio vivo. Olha o cara caindo sozinho lá no fundo. 

Homem de Aço (2013): Man of Steel é o maior filme de Super-herói do ano. O primeiro filme de Superman realmente com colhões. Superman com força cósmica mesmo, bordoada a nível Dragon Ball. Um tapa na cara de Superman Returns que mostrava um personagem viadinho que só prestava para ser Stalker. E que vestia uma fantasia de R$1,99. […]Man of Steel é o filme que Kal-El precisava. Precisava voltar à esfera popular e reivindicar seu posto como o Super-herói mais foda do mundo. É o filme que ele precisava. Que nós precisávamos. E MUITO, MUITO MAIS do que realmente merecíamos. Porque a sociedade não gosta disso. Gosta de Caganeira das Trevas com Coringa Mindigo e Caganeira Returns com o Bane franguelo e a Talia baranga. Gosta da Zorra Total que é Homem de Ferro 3. É, é bem esse monte de bosta nesse nível que merecem mesmo.”

Batman V Superman (2016): “Na moral, gostei muito do filme, mas poderia ser muito melhor. Ele tem dois problemas sérios: Edição e roteiro. Roteiro porque, bem, GOYER. A edição é muito ruim porque o maluco que juntou as cenas não tinha um pingo de consciência que tudo tinha que fazer sentido e ser coerente. […] Eu não estou pedindo tudo mastigado, mas tem coisas que não podiam ficar de fora. Aliás, é válido dizer que esse não é um Man of Steel 2. O problema é que não é também um filme solo do Batman. Em suma, ligando essas duas sentenças, a gente pega um filme sobre nada, sobre ninguém. Acredito que o defeito principal é esse. Nessa ânsia de deixar o negócio neutro, o fio condutor que seria delimitado por um único protagonista acaba deixando a trama toda meio bamba. […] Não vou mandar aquela de que ‘é um filme muito grande para mentes tão pequenas’, parafraseando o Lex Zuckerberg, mas é um filme muito bom SIM. Nível Vingadores 1 depois que o hype todo abaixou e os aliens que fazem baliza em vez de tocar a invasão extraplanar direito foram notados.”

Esquadrão Suicida (2016): Assim como Deadpool, Esquadrão Suicida é provavelmente o filme que mais captou a essência do que é o gibi do qual o filme é adaptação. No entanto, assim como Deadpool, tem que ver que o próprio material de origem já não é grande coisa. Ao menos, no caso de Esquadrão, não é grande coisa para um filme, visto que o gibi existe pelo puro sentimento de ser mongol. Talvez o final do filme fuja um pouco da ideia do gibi, visto que eles viraram todos amiguinhos e o ideal era que continuassem se odiando, mas acontece. O Coringa MC Guimê ainda é bem melhor do que o mendigo. A meu ver, o que matou esse filme aqui foi a escolha de diretor, que é absolutamente medíocre e pensam que é alguma coisa. A Warner também colaborou na hora de fazer aquela bagunça na edição e picotando cenas que apareceram em trailer, mas nem na versão final estavam. O veredicto é que eu gosto do filme, mas porque eu gosto também do gibi original, que é babaca. A graça é que quem reclama dele aqui é quem nunca sequer tocou num gibi de Esquadrão Suicida. Os problemas de Esquadrão são puramente técnicos.

Eu legitimamente acho isso mais legal do que aquela maquiagem de criança de 4 anos que foi mexer nos cosméticos da mãe e acha que está abafando.

The Lego Batman Movie (2017): Eu sabia que seria infantil, mas eu não imaginava que seria tão infantil a ponto de ser idiota. Os filmes da Pixar são infantis, mas também agradam aos mais velhos e não os ofende com humor bobalhão. Esse aqui, sim. Salvo uma cena que brinca com todas as iterações anteriores do morcego, inclusive a de 1966, eu achei esse filme bem bocó. Para piorar, o enredo realmente desanda quando começam a enfiar vilões totalmente não relacionados ao Batman na história. Faz o negócio perder o charme e o foco. No The Lego Movie isso é cabível, aqui já chega a ser ultraje. Ainda assim, tirando todos os exageros, o esqueleto da história ainda é um bom enredo de gibi. Se trocasse os vilões sem sentido para, sei lá, talvez, vilões do universo DC, já arrumava o estrago. De resto, é tudo muito bobo. Agrada a quem é criança, mas a indústria de animação hoje já ultrapassou essa ideia.

Mulher-Maravilha (2017): Não é ruim, mas está longe de ser toda essa Coca-cola no deserto que estão pintando por aí. Sendo sincero, achei que é um filme mal dirigido pra caramba dentre os da DC, talvez o pior deles, e olha que a competição aqui é entre o Snyder e o Ayer. O começo em Themyscira é uma merda e vai melhorando aos poucos, com o ápice na treta do vilarejo (que, aliás, não serviu para nada, visto o fim que o lugar levou). Depois disso, ele decai novamente numa briga final para lá de brega. O Plot Twist era absurdamente óbvio, mas até gostei do Ares de bigodão, mesmo embaixo do elmo da armadura. Os principais defeitos são os efeitos especiais, principalmente na luta final, e os personagens inúteis, como o resto da equipe dela que está lá só para não criar um retcon em relação à foto do BvS. A moral é que eu saí do cinema com a impressão de que poderia ser bem melhor. Digo ainda que, por mais estranho que pareça, eu me diverti bem mais com Esquadrão Suicida.

Liga da Justiça (2017): O mais pipocão dos filmes da DC até aqui, tenta a todo momento agradar em relação aos erros que foram apontados do BvS, resultando em uma história bem leve, montagem direta, nada de tramas complexas. Nisso, tem uma quantidade considerável de porradaria a trabalho em equipe, parece até um desenho animado em live-action. Bem notável também que é nítido o que é obra do SNYDEUS e o que o Whelson encaixou lá, visto que tem cenas que não colaboram em absolutamente nada na história, mas simplesmente alteram a percepção que temos dos personagens. Aquaman deixou de ser um ULTRAFODÃO para ser uma Tsundere em UMA cena. Os efeitos especiais estão lixosos, em certos momentos, pareciam um jogo do Nintendo 64. Em geral, vale a pena também por conta do Batman apanhando o filme todo, isso é algo que não tem preço. Cena pós-créditos também valeu demais (a primeira, a segunda é Whelsonzice). Negócio bem nota seis aqui. A imagem a seguir, presente na película em questão, foi direto nos feels:

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Jovens Titãs Em Ação! Nos Cinemas (2018): Disparadamente um dos melhores da lista. É um filme divertido e dá para dizer que é um negócio feito por quem entende de gibi mesmo para aqueles que não estão nem aí para isso, mas sem esquecer os fãs que pegam a mais sutil das referências. É simplesmente a desconstrução dos filmes de herói em uma narrativa metalinguística que Deadpool tentou fazer e falhou. Quem não gostou é porque não tem caráter. Até as cenas de luta são muito bem elaboradas.

Aquaman (2018): Não acho nenhuma inovação prática em nível de filmes de heróis e ainda é inferior ao Mulher Maravilha, na minha opinião. Entretanto, ressalto que ele diverte bastante e serviu para mostrar pra essa Geração Ovomaltine criada à base de Big Bang Bazinga que não se zoa o Aquaman. Eu só achei esquisita a composição geral do filme porque ele parece carecer de integridade. Tem momentos sérios de aventura época feito os do Snyder, aí passa para um filme de aventura estilo anos 80, entra numa fase meio de suspense/terror quando os personagens vão para a região abissal e se torna um filme de Kaiju na batalha final. O problema não é nem a alteração temática, mas essa atmosfera inconsistente do filme incomoda um pouco.

Shazam! (2019): Achei um pouco bobinho, para falar a verdade. Ele tem vários momentos bons, mas achei um pouco constrangedor no resto, especialmente aquela coisa da Família Shazam no fim. O Sivana ficou foda demais e eu gostei do Zachary Levi no papel principal. Ainda assim, parece um filme da Marvel, mas um dos bons, antes de se perder naquela tralha toda do MCU.

Coringa (2019): “De um modo geral, o ‘Filme do Coringa’ é uma obra medíocre. É uma rasa experiência incel de um personagem que não se sustenta por conta própria em um filme solo, mas que foi feito de forma forçada porque o público tem um inexplicável fascínio pelo papel. O roteiro é capenga, mas sua aura pretensiosamente cult, bem como um serviço de fotografia competente (e nem é tão exemplar assim, o Snyder dá de dez a zero pelo menos nesse serviço), acabam por iludir e enganar um espectador que não consegue se dar conta da ausência de profundidade da película. Existe até mesmo uma emulação de Lars von Trier, visto que a atmosfera melancólica consegue agir de gatilho para o desencadeamento de crises de ansiedade para aqueles que são propícios, mas o von Trier ao menos tem conteúdo que justifique essa irresponsabilidade psicológica. O que se prometia como um grandioso estudo de personagem, no fim das contas, não prova nada. Só prova que o Coringa é um grande filho da puta”.

Aves de Rapina (2020): Eu realmente tinha esperança no filme. Fui de peito aberto assistir. Gosto do time nos gibis, mesmo sendo uma equipe completamente restolha. De verdade. Achei que seria o filme do Coringa feito certo, mas com a Arlequina no lugar. Enganei-me veementemente, principalmente por que eu me senti enganadíssimo por um trailer bom. É frustrante descobrir que uma cena da Arlequina chorando copiosamente era, na verdade, porque ela deixou cair um sanduíche no chão. Pegam um puta ator foda que é o Ewan McGregor e botam ele pra fazer o bosta do Máscara Negra. Prestando, só teve a introdução animada, a cena de invasão da delegacia e a parte psicológica da Arlequina, que não é exatamente maluca, mas só fingia ser dodói porque a vida real e as amarras sociais são negócios chatos demais. De resto, é uma das produções mais patéticas que já vi. Mereceu o flop.

Cena boa de um trailer bom que, na verdade, era só por causa de um x-tudo que caiu no chão, infelizmente.

Mulher Maravilha 1984 (2020): Nem me dei ao trabalho. A pandemia, nesse aspecto, me foi útil porque acabou servindo de detox dessas porras de filminho de super-herói — embora eu tenha visto os longas que vieram a seguir. Ao menos da Marvel, sigo limpo da maioria das bombas que soltaram nesse meio tempo. Quem sabe, nesse caso em específico aqui, eu volte para dar minha opinião.

Liga da Justiça do Zack Snyder (2021): Depois da deturpação ideológica que o patético Jossueldon promoveu no Liga da Justiça que foi para o cinema, chegou a vez do Snyder tentar limpar a cueca borrada de bosta — deixando claro que, na boa, o Snyder Cut não chegou a existir lá atrás em 2017, sendo este aqui montado por ocasião justamente para ter um produto diferenciado no lançamento do HBO Max. enfim, é óbvio que é bem melhor do que o original porque tem a cena do Flash voltando no tempo no final e que é maior e melhor do que universos cinematográficos inteiros. Cortar aquilo é passível de julgamento em Haia por crimes hediondos contra a humanidade. No mais, tenho um review completo no meu arquivo dessa versão aqui, um dia eu termino e posto no blog.

Pena que o Ezra Miller simplesmente perdeu completamente a sanidade depois disso. 

O Esquadrão Suicida (2021): Eu acho engraçado detonarem o anterior da equipe, sendo que esse aqui repete todos os mesmos erros, mas passam o pano só porque é o diretor protegidinho dos nerdolas dedos de salsicha. Cheio de amadorismo babaca do cara, que tem mania de abrir o DC/Marvel Handbook em qualquer página aleatória e decidir usar o personagem que caiu só para se fingir de descolado e entendido, mas cagando em cima de toda a mitologia calcada pelo Esquadrão Suicida como a equipe restolha que era nos gibis. Por exemplo, o filme tem o Bumerangue como alma e o Pistoleiro como coração da equipe em uma dinâmica de rivalidade entre os dois sobre quem realmente é o líder do time. Aí o cara detona um Capitão Bumerangue com dez minutos minutos de filme e dá essa função exata ao Peacemaker, com o Idris Elba sendo o pistoleiro, mas não sendo (o que ao menos é justificável, porque precisavam de alguém para cumprir a função do Will Smith que estava indisponível no momento). Poderiam ter botado o John Cena, que é um ator mongolão do bem, tipo o The Rock, em algum personagem melhor e aí respeitariam o porra do Bumerangue fazendo a função histórica dele. Ademais, a Arlequina só está no filme por meme e dizer que ela está lá, porque a contribuição para o roteiro capenga com seu arco paralelo inútil é nula. Nota-se que aqui você tem um filme de edição extremamente questionável, efeitos especiais medíocres e um excedente de elementos que não levam a lugar, como o Polka-dot Man, além de utilização previsível de batida de trilha sonora, como no anterior. Entretanto, fingem que esses problemas inexistem por causa de quem fez esse desastre desrespeitoso todo aí. James Gunn é um hack patético, um diretor de uma nota só, um medíocre egresso da Troma, a produtora mais trash que Hollywood tem a oferecer. (mais um texto todo condensado em um único parágrafo de rant enorme)

O Batman (2022): “De um modo geral, The Batman é certamente melhor do que a trilogia do Nolan, mas isso não quer dizer muita coisa porque o sarrafo é baixo. Também não deixa de ser tedioso e parece que a escrita do roteiro foi feita por um algoritmo ou uma IA. Além disso, é extremamente maçante como um todo e se sustenta puramente na questão estética e na adrenalina de uns três ou quatro momentos-chave que se inserem no meio de tanto tédio. No fim, não é um filme ruim, só é medíocre. Com espaço para melhora, mas ainda medíocre.”

Adão Negro (2022): Do caralho, melhor filme de herói do ano. Se Man of Steel é briga de DBZ, digo seguramente que Adão Negro é Dragon Ball Super: Broly. Ele carece de uma história tradicional, por assim dizer, com começo, meio e fim, já caindo direto na porradaria, mas ainda assim, ele realiza um bom trabalho ao trazer a narrativa ambiental ao contextualizar a coisa toda. Além disso, gostei bastante do comentário social, uma vez que os EUA não faziam absolutamente nada (até apoiavam) em relação ao domínio da Intergang em Kahndaq até aparecer o Adão e mexer com o status quo. Aí, como é de praxe para os EUA, eles mandam tropas (a Sociedade da Justiça aqui) com o pretexto de apaziguar e trazer “democracia”, mas com motivações próprias por trás (no caso, não é roubar o Petróleo, mas a força do próprio The Rock mesmo). Seguindo uma abordagem antiheroica moderna do personagem, o Adão não é necessariamente um ditadorzão, mas apenas uma existência amargurada que quer se redimir de cagadas do passado — e isso envolve inclusive detonar o monarquista em prol da soberania de Kahndaq como Estado. Nota-se que, da mesma forma que os EUA só chegam no oriente médio para piorar a situação, a Sociedade da Justiça também só faz merda e comete erros do começo ao fim. É o literal oposto daquela propaganda norte-americana chamada Pantera Negra, em que o Tcholla decide abanar o rabinho para a CIA na primeira oportunidade que tem ao tentar dar um golpe de Estado depois de perder o trono para o Killmonger de forma LEGÍTIMA.

– Atualizado em 15/11/2017 para adicionar Liga da Justiça à lista.
– Atualizado em 03/09/2018 para adicionar Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas.
– Atualizado em 16/01/2019 para adicionar Aquaman.
– Atualizado em 27/09/2022 para adicionar Shazam!, Coringa, Aves de Rapina, Liga da Justiça do Zack Snyder, O Esquadrão Suicida e O Batman.
– Atualizado em 24/10/2022 para adicionar Adão Negro. 

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