Análise: Bleach

Eu acompanho Bleach desde 2006. Comecei a ler a série logo quando o mangá foi lançado no Brasil. Ou seja, foram dez anos acompanhando esse troço até seu derradeiro fim, que só consegui parar agora para conferir como ficou. Bleach, querendo ou não, acabou marcando a evolução do meu eu moleque retardado para o babaca raivoso que escreve neste singelo blog. É como se fôssemos decaindo juntos.

Brincadeiras à parte, eu gostava mesmo do negócio e acho até hoje que, por muito tempo, era bem superior à suas concorrentes no próprio Big 3 da Jump: Naruto e One Piece. Enquanto todos os meus coleguinhas acompanhavam Naruto, pelo que eu já nutria um ódio desde o início, eu acabei me apegando a Bleach e fui responsável por apresentar aos meus amiguinhos no melhor estilo “pare de ler esta merda e leia esse outro troço que é bom”.

Também considero Bleach, o meu primeiro exemplo em relação a estilo de arte quando comecei a desenhar. Eu realmente queria que o meu desenho se parecesse com tal mangá. Foi só lá para 2011 ou 2012 que eu comecei a desviar para um estilo mais rebuscado, numa tentativa de imitar o Araki.

Bleach começa bem. De verdade. Na época eu achava original pacas (mesmo conhecendo YuYu Hakusho de nome, só fui prestar atenção, para valer, anos depois) e, como comentei, gostava de verdade da arte. A história era empolgante e eu achava inteligente como o autor relacionou cada uma das raças – Shinigami, Quincy, Hollows e outros – a uma língua específica. Shinigamis têm todos os nomes relacionados em japonês mesmo. Os Quincies, em alemão. Hollows, em inglês. Posteriormente, Arrancares em espanhol. Obviamente não é um brilhantismo sem igual, mas eu gosto desse tipo de nuance.

Pois bem, Bleach partiu da história de um SPIRIT COP, onde o Ichigo Kurosaki era basicamente responsável por purificar as almas dos Hollows, para um enredo mais aberto e menos cotidiano, com uma história propriamente dita. Rukia Kichiki, que estava presa em corpo humano porque tinha perdido seus poderes após cedê-los para o protagonista, é levada de volta à Soul Society para ser executada.

Cabe então a Ichigo e seus amigos, que agora dominam poderes espirituais cuja origem o autor passou a série inteira sem explicar (além de dizer que é um fortalecimento da energia espiritual deles depois de tanta convivência com o protagonista), irem até a Sociedade das Almas resgatá-la. A partir daí é quando o autor expande a narrativa e começa a explorar, de fato, as estruturas do mundo de Bleach. A apresentação dos treze esquadrões me pareceu muito forçada já na época, com o que julguei uma quantidade muito alta de personagens sendo mostrados de uma vez só.

A forma como eles foram introduzidos na trama, contudo, não foi preguiçosa, corrida ou exagerada. Cada um teve seu destaque e foram apresentados individualmente de forma gradual. A maioria deles, aliás, é bem mais interessante do que os amigos bobalhões do Ichigo, como Kenpachi Zaraki, Mayuri Kurotsuchi (que resolve tudo na base do LOL CIÊNCIA, o que é a melhor coisa dele), Gin Ichimaru e Shunsui Kyouraku. Tirando o Gin, fico feliz que todos esses teriam ainda na série seus momentos de evidência.

Ao fim do arco da Soul Society, Rukia é resgatada e descobre-se que o capitão Sousuke Aizen, ao lado de Kaname Tosen e Gin Ichimaru estavam armando contra a própria Sociedade das Almas. Depois de uma treta rápida, eles conseguem fugir, Rukia é absolvida e todo mundo fica de boa por um tempo. Aqui, na minha opinião, é quando Bleach começa sua decadência.

Entramos no arco dos Arrancares ou, melhor, do Hueco Mundo. Para se ter uma ideia, essa merda teve início no capítulo cento e oitenta, mais ou menos, e só foi encerrado no quatrocentos e alguma coisa. Foram literalmente uns trinta volumes de um único arco numa estrutura similar ao do Soul Society, mas de uma maneira muito mais esticada e enfadonha. Além disso, o autor começa a chutar o balde quando introduz os Vizards, Shinigamis que adquiriram poderes de Hollow e os Arrancares, Hollows que adquiriram poderes de Shinigami.

Lembra-se de quando eu comentei que achei exagero apresentar os treze esquadrões de uma vez porque seriam muitos personagens para lembrar? Pois então, aqui ele realiza a façanha de introduzir uma quantidade fodida de personagens sequencialmente de forma quase industrial. Além dos Dez Espadas, a elite dos Arrancares, uma infinidade de outros mais fracos foram introduzidos e eles pouco contribuem à história propriamente dita além de aparecerem como inimigos a serem derrotados. Em relação aos Vizards, eu só me recordo do Shinji Hirako, que é o principal deles, e da Hyiori. De resto, completamente dispensáveis.

A própria história começa a se arrastar de uma forma sem sentido, também. O Aizen fica lá acumulando poder no Hueco Mundo, sequestra a Orihime (uma das amiguinhas do herói) e cabe ao Ichigo, que agora tem poderes não só de Shinigamis, mas também de Hollow, Vizard e Arrancar (não perca a conta), salvá-la. Criou-se uma expectativa absurda para a luta final entre o Aizen e o garoto de cabelo alaranjado que não foi correspondida: em dois ou três capítulos estava tudo resolvido e o Aizen, preso. Como se não bastasse, o Gin, que se mostrava um personagem interessante, morreu numa das mortes mais anticlimáticas já feitas na história dos mangás. Eu literalmente não percebi que ele tinha morrido na minha primeira leitura e tive que voltar para ter certeza.

Depois disso, entra-se num arco filler dentro da narrativa do próprio mangá, isto é, ele realmente não faz lá muita diferença para a história se analisado friamente o todo, tal qual Diamond is Unbreakable é para Jojo. Aqui os Fullbringers são apresentados e eles teoricamente se propõem a ajudar Ichigo a recuperar os poderes perdidos no fim do arco anterior, mas, na verdade, eles são vilões e o caralho a quatro. Nisso, o Ichigo também desenvolve seus poderes como Fullbringer. Ele agora é Shinigami, Hollow, Vizard, Arrancar e Fullbringer (retomaremos essa lista mais uma vez, ainda).

A essa altura do campeonato eu só estava consumindo a história sem saber direito o que estava acontecendo. Aliás, nem o autor devia ter qualquer noção a respeito. Perdeu a oportunidade de encerrar o negócio todo lá atrás, com a derrota do Aizen. Eu não me recordo de maneira alguma de qualquer um dos Fullbringers ou sequer a conclusão da merda do arco. Só me lembro de que o poder de um dos malucões era apagar o passado de quem ele quisesse, criando um nó na cabeça maior do que qualquer um que tenta entender o King Crimson (que nem é tão difícil assim de sacar se não for se apegar às regras da física, o que já é idiotice por si só, porque é um fodendo mangá).

Lembro que logo que essa porra terminou – e foi bem curto, em relação aos arcos anteriores – anunciaram que o próximo seria o último. Os inimigos aqui, agora, são os Quincies, que alegadamente tinham sido dizimados pelos Shinigamis num passado, mas na verdade sobreviveram escondidos numa dobra indetectável do tecido do espaço-tempo (ou coisa parecida). O vilão é o Yhwachi, o rei da porra toda cujo poder deu origem a toda a raça dos Quincies que nasceram posteriormente. Aprende-se mais sobre o passado do pai do Ichigo, que já tinha sido revelado que era um Shinigami, bem como de sua mãe, que era, adivinhe só: uma Quncy. Isso torna do nosso heroico protagonista meio-humano, meio-Shinigami, meio-Hollow, meio-Vizard, meio-Arrancar, meio-Fullbringer e meio Quincy. O nível do protagonismo aqui é tão grande, senão maior, do que o da Bíblia e enredos similares que apostam no arquétipo d’O Escolhido.

Sendo bem sincero, eu acho de verdade que a história aqui toda andou se desenvolvendo bem, apesar dos problemas corriqueiros, como a apresentação de gazilhões de personagens de uma vez. Analisando os lotes de personagens na medida em que foram apresentados, tivemos vinte e seis Sinigamis dos treze esquadrões (capitães e tenentes), pelo menos dez Arrancares, visto que esse número diz respeito somente aos Espadas, oito Vizards e seis Fullbringers (tive que pesquisar no google para pegar o número exato). Aqui, foram pelo menos vinte e seis Quincies praticamente de uma vez, cada um referente a uma letra do alfabeto. Isso deixando de lado todo e qualquer personagem extra que com certeza acabaram aparecendo para aumentar esse número. É de arrebentar o cu do balão.

Independentemente disso, eu ia lendo e realmente estava até que gostando do rumo que tudo havia tomado. Ao menos, a história aqui começou a seguir uma lógica que fez com que eu me situe a respeito do que estava acontecendo na porra toda. Continuava ruim? O pior é que sim, mas ainda um pouco melhor do que a bagunça do arco do Hueco Mundo.

É claro que me apareceram umas babaquices do caralho, como o fato de as Zanpakutous, as espadas dos Shinigamis, serem todas artificiais. Galera reclama em peso dos Midi-chlorians de Star Wars, mas eu acho isso aqui muito pior. Ainda assim, segue o jogo porque as batalhas até que eram legais e era possível observar a história andando.

O grande problema é que a merda do mangá já estava caminhando para o fundo do poço. A história começou a correr cada vez mais rápido e, eventualmente, acabou de forma abrupta por conta de uma popularidade de merda. O final foi absurdamente abstrato de uma maneira que ele não pode (ou deveria) ser, principalmente num mangá cujo público-alvo é o infantil, para crianças de até doze anos, julgando a demografia da revista onde é publicado. O Kubo não é nenhum auteur digno de ganhar prêmios. É um cara que tem problemas sérios para planejar arcos de história de forma a não ficarem arrastados não por semanas ou meses, mas anos.

A batalha final com o Yhwachi foi um negócio horroroso, porque o vilão foi derrotado pelo Ichigo só pelo simples fato do protagonista ser quem é. Aí há a um epílogo feito nas coxas com os personagens e seus filhos – em alusão ao final escrotaço do Nartocho – que, talvez, repito, talvez, ajude a explicar a suposta derrota do Yhwachi. Na minha opinião, foram só páginas gastas de uma maneira ridícula que poderiam ter sido utilizadas para fechar a infinidade de pontas soltas que ficaram sem explicação alguma.

Vi uma galera tentando defender o autor com justificativas do nível “Ah não, forçaram ele a continuar, a qualidade caiu e depois sacanearam ele de novo cancelando o mangá”. Faça-me o favor. Se realmente rolasse pressão por parte da Shueisha, com certeza não teria decaído tanto e durado tanto também, já teriam cancelado essa merda de uma vez e acabou. O Kubo é um autor medíocre que não sabe lidar com narrativas que vão além da manjada jornada do herói que vai resgatar a princesa indefesa.

Só para traçar um paralelo de exemplo: HunterXHunter. Começa com uma espécie de vestibular, passa para um arco de treinamento, segue num arco onde os vilões são ladrões e devem ser impedidos que dá continuidade à porra de um videogame para entrar no arco de merda das Formigas-Quimera. Apesar desse último ser um arco digno de um Tite Kubo, considerando a bagunça na história, observa-se que houve uma variação interessante nos temas, estruturas e vilões. Puta que pariu, até Dragon Ball consegue dar uma variada na história. Kubo não consegue.

Bleach está eternamente preso, travado, na divisa entre o “incrível” e o “desastroso”. Participei numa discussão num fórum gringo que deram a definição perfeita do negócio: está sempre no liminar do “quase-incrível”. Como coloquei, os personagens são legais, tal qual uma cacetada de lutas, como, por exemplo, a do Zaraki contra o Gremmy Thoumeaux, onde o poder do Quincy consiste em transformar em realidade tudo o que pensa. O Capitão do Décimo Primeiro Esquadrão é tão tanker, mas tão tanker que ele se distraiu e pensou “pô, esse cara é um monstro”. Isso foi suficiente para transformar o Kenpachi num monstro invencível e culminou a derrota de Thomeaux – e isso, se quiser saber, é do caralho.

Os poderes, aliás, apesar de estarem numa escala absurda, são, na minha opinião, brilhantes. Eu tenho uma admiração verdadeira pela unidade gradativa que é o Bankai do Byakuya. As lâminas em forma de pétalas de cerejeira que se transformam em lâminas e no fim se tornam uma única espada é um negócio que eu realmente queria ter sido o cara a ter inventado isso. A sequência brilhante do Bankai do Kyouraku. O Bankai do Urahara capaz de reestruturar a níveis inimagináveis qualquer coisa que toca. Tudo é quase-fantástico.

Urahara, aliás, que é o meu personagem favorito nessa merda, não teve nem um final coerente. Até hoje sua condição consta como incerta porque não se sabe se ele bateu as botas ou não. Em vez de se focar em gastar páginas com a prole dos protagonistas, era preferível gastar uma ou duas linhas que sejam para esclarecer a condição não só dele, mas de vários outros personagens que foram literalmente esquecidos pelo autor.

Eu realmente lamento o final corrido de Bleach. Não vou perdoar pela culpa de ter sido do jeito que foi por conta do cancelamento e, consequentemente, na Shueisha. A Shounen Jump é uma merda? É, mas quem cagou o pau foi o próprio autor lá atrás. É muito triste que uma série de proposta singular, que carregava um estilo artístico diferente, cujos personagens principais eram mais velhos do que a média dos protagonistas de outros Shounen (Naruto e HxH são exemplos de uma pegada mais tradicional) e que tinha como tema principal o amadurecimento de um jovem que transaciona para a vida adulta e, consequentemente, acaba com mais responsabilidades sobre os ombros tenha decaído tanto e se tornado uma serialização sem alma.

Sobre a arte, eu realmente gosto, mas mais em relação ao design de personagens, especificamente. Também considero exemplar a maneira como ele consegue brincar com os contrastes de luz e sombra, além dos traços limpos que se tornaram característicos do mangá. No entanto, é factual que rola um problema sério em relação aos cenários. Las Noches, que supostamente deveria ser um puta palácio no Hueco Mundo, não passa de um galpão escroto. A preguiça de desenhar os cenários é evidente. Obviamente, em alguns momentos eu até considero estratégica a ausência de um plano de fundo, mas é óbvio que ele não deveria se atrever a desenhar esse tipo de coisa. O ideal era passar a responsabilidade para algum assistente. Detalhe que a arte só piora na mesma proporção que a história em si.

Sabe, o leitor de Bleach, aquele que teve saco para terminar de ler a série, com certeza passou pelo menos dez anos acompanhando esse treco de alguma forma. Considerando que o mangá está em decadência e se tornou piada desde, sei lá, 2010, acho difícil que qualquer um tenha se atrevido a começar a ler para valer depois disso. Isso rola mesmo no Japão, onde é medida a popularidade de cada série e nota-se que o público, ou o que restou dele após tal período, era justamente o que seria fiel e tinha paciência ainda de seguir até o fim. O que ainda não abandonou a série e provavelmente não iria abandonar, mesmo que continuasse lendo a contragosto. O final foi decepcionante mais por conta do tempo investido nesses anos do que, de fato, a narrativa em si. Isso não é revoltante. É triste, simplesmente.

O pior é que eu fui ler a alguns comentários a respeito do final de Bleach e as pessoas não estão preocupadas com o encerramento de merda e sem sentido. Estão é putas porque o Ichigo terminou a série com a Orihime em vez da Rukia, que ficou com o Renji Abarai. Isso me faz pensar que essa conclusão corrida e sem vergonha é o que o fã médio dessa merda merecia. Ao menos, achei ainda dois dedos melhor do que a bosta no ventilador que foi o final do Naruto, que teve direito até mesmo à farra dos amendobobos (o que só piora a situação do negócio).

 


Notas por arco de história

 

Shinigami Substituto:

Invasão à Soul Society:

Hueco Mundo

Lost Agent (Fullbringers):

Guerra dos Mil Anos (Guerra dos Quincies):

Média Final:


Informações

  • Autor: Tite Kubo
  • Ano: 2001-2016
  • Volumes: 74
  • Capítulos: 686
  • Editora: Shueisha
  • Publicação: Shounen Jump

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5 respostas para “Análise: Bleach

  • Carlos César

    “Bleach, querendo ou não, acabou marcando a evolução do meu eu moleque retardado para o babaca raivoso que escreve neste singelo blog. É como se fôssemos decaindo juntos.”

    “Enquanto todos os meus coleguinhas acompanhavam Naruto, pelo que eu já nutria um ódio desde o início, eu acabei me apegando a Bleach e fui responsável por apresentar aos meus amiguinhos no melhor estilo “pare de ler esta merda e leia esse outro troço que é bom”.”

    Isso… hits very close to home. Eu literalmente passei por essa mesma situação tirando a parte de escrever em um blog.

    Eu nunca li ou assisti o mangá/anime todo, dropei quando chegou no arco dos Fullbringers e li o arco dos Quincies mesmo tendo odiado a parada toda. Ficou muito forçado e corrido ao ponto de ser possível adivinhar o que aconteceria a seguir já que os últimos capítulos se resumiam a openente com habilidade forte aparece —> good guy leva uma surra —> good guy tira um power up mágico do bolso e chuta a bunda do Quincy que puxa um power up mais roubado ainda e o resto você já sabe. Isso para não falar das partes que ele simplesmente pulou e deixou de explicar “o que caralhos aconteceu com fulano x e y depois disso?”.
    Tirando esse último arco e o dos Fullbringers (que nunca vou ler/assistir porque não dou a mínima) até que não foi ruim.

    P.S FILLER NEM É EPISÓDIO
    P.P.S Ótimo texto e se me permite eu gostaria de fazer uma request de análise de Hokuto No Ken (Fist of the North Star).

  • brenucci

    Eu tenho uma história engraçada com Bleach. Lá pra 2007 eu assistia Naruto e até curtia bastante (mais ou menos a época que tava começando o shippuden acho) aí naquelas de baixar os .rmvb em 120p no Naruto Project eu sempre topava com algum comentário sobre a série ou alguma ilustração extremamente estilosa ou simplesmente alguém usando uma camiseta (que pra mim camiseta de Bleach se tornou um patrimônio cultural), nisso pensei, “po, parece maneiro” aproveitei o recém assinado pacote da Net e passei a ver no Animax e assisti até mais ou menos o fim do arco da Soul Society. Depois disso acabei perdendo o tesão sei lá pq e nunca mais encostei na série. Fim. Não é engraçada a história na real.
    Mas sempre me interessei demais pela arte estilosa pra cacete, pelo fato do protagonista ser um pouco maior, não ter tanto cara de criança e as lutinhas serem na espada e não no soco, no fim eu acabei acompanhando o buraco que a série se enterrou sem necessariamente ler os mango ou ver o animu.
    Afinal, foi indo atrás das influências de Alvejante que eu acabei conhecendo Jojo que acabou virando meu xodó (ou quase) no mundo das mídias impressas orientais. Mas é engraçado o fato de que eu sempre vi Bleach como um “quase”, sabe? O reviu até tem um pouco esse ar, me pareceu. Bleach foi quase muito bom. Nada que mudasse minha vida, mas um shonen muito bom, não sei se expliquei direito. Mas também não sei se pro Tite era meio estressante desenhar um mangá e treinar o time do Corinthians ao mesmo tempo, tanto que o mango acabou logo que ele entrou pra Seleção (foi péssimo mesmo, eu sei).
    Bom, a única coisa que digo é que os joguinhos do DS eram os melhores jogos de lutinha do console.
    E também vou ter que ser obrigado a discordar com oq tu disse sobre o arco das Formigas Quimeras de HxH, eu achei ótimo, mas isso é discussão pra uma outra hora.

  • Monique

    Eu finalmente percebi o porquê do nome da franquia!! Achava que era porque ichigo descoloria o cabelo rs
    Anos de burrice.
    Eu amo esse blog. Sempre me faz refletir sobre muitas coisas…

  • R Barbosa

    Rapaz, analise maravilinda. Mas para
    mim o maior furo de todos foi tão furado quem o sr lembrou [risos]: o dito inferno. existia um terceiro destino para as almas que sequer foi explorado. Se duvidar o Tite só esqueceu mesmo (só ver pelo discurso final de Yhwach).

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