Análise: Thor Ragnarok

Na real, esse filme é um lixo supremo do caralho. Assim, sem escrúpulo e enrolação, para ir direto ao ponto. Tem um bom tempo que eu não via um filme tão bagunçado, sem sentido e sem comprometimento por nenhuma das partes envolvidas nele. É sério. Ele nem sequer tenta fazer um filme minimamente coerente ou que queira transmitir alguma mensagem ao espectador. Sabendo que eles tinham que tentar fechar uma trilogia do personagem só para tentar também fechar o as pontas abertas de outros filmes, eles pegaram a fórmula MARLEL de ser e pariram essa aberração de circo.

O filme começa exatamente da mesma forma que os outros dois primeiros do personagem, com alguma treta em outro plano para depois ser transportado para Asgard. Nesse prólogo, Thor está sendo cativo pelo demônio Surtur como prisioneiro, mas é tudo encenação do nosso marombado retardado, visto que ele só estava ganhando tempo até conseguir recuperar o martelo de volta através da MÁGIKA DO MARTELO, com direito a até mesmo a uma repetição de uma piadinha presente em Homem de Ferro 3 — já prenunciando a bomba que viria pela frente através da analogia.

Depois de uma cena de videogame Beat’em Up (aliás, o enredo todo se parece com o de um jogo da PlatinumGames), Thor volta para Asgard e, magicamente, descobre que é o Loki quem estava tomando conta do reino enquanto fazia cosplay de Odin. Assim, do nada. O imbecil do personagem cai TODAS as vezes em TODAS as artimanhas do irmão adotivo, mas, por algum motivo mágico chamado roteiro de merda, ele descobre a verdade sem nem fazer esforço e já limam uma das pontas abertas na película antecessora.

Dito isso, Thor força Loki a levá-lo até onde Odin foi banido e, no final das contas, ele só estava no mesmo asilo onde o cientista véio e doido do filme anterior tinha sido internado compulsivamente. A principal questão é: POR QUE PORRAS O LOKI NÃO MATOU O MERDA DO ODIN DE UMA VEZ? FICOU COM PENINHA, FILHO DA PUTA? VOCÊ NÃO É O VILÃO PICA DAS GALÁXIAS, SEU MERDA? ALIÁS, COMO PORRAS VOCÊ CONSEGUIU BANIR ELE PARA OUTRO MUNDO? SE ERA TÃO FÁCIL ASSIM, POR QUE NÃO FEZ ANTES? VAI TOMAR NO MEIO DO SEU CU. (Imagine o Neto Pistola falando tudo isso, aliás, imagine o Neto pistola falando esse texto todo).


Essa parte me lembrou do Electro de O Espetacular Homem-Aranha 2. A comparação é justa, visto que a qualidade de ambos os filmes é similar.

Enfim, o que acontece é que a casa de repouso onde o velho deveria estar nem existe mais. Dito isso, por algum motivo místico, o Doutor Estranho decide dar uma de Cristina Rocha, visto que ele aparece metendo o bedelho na briga familiar e acaba depois sendo o responsável por identificar que, POR MÁGIKA, o Odin tinha ido parar na Noruega.

Usando um portal, eles param lá em instantes e, depois de um momento forçado de pai e filho, o velho esclerosado bate as botas e isso rompeu o selo da Hella (selo místico que a aprisionou sei lá aonde, não AQUELE selo), que num passe de MÁZIKA aparece justamente e convenientemente no local onde Loki e Thor estão (veja que eu falei primeiro do Loki porque ele é o protagonista moral da franquia toda) e, numa revelação digna de Programa do Ratinho — o filme deveria se chamar THOR: SBTVERSE — os dois marmanjos descobrem que a agora vilã é irmã mais velha deles.

A personagem interpretada com uma canastronice absurda pela Cate Blanchett ameaça os dois e que iria tomar o reino para si e todo blá blá blá de vilão. Thorzão não deixa e arremessa o martelo nela, que o pega com a mão e o destroça em um golpe, só para tentar causar no espectador mediano boçal que acompanhou a calorosa discussão facebookística e bazingueira sobre a dignidade dos indivíduos em conseguir erguer o artefato em questão. Vendo que tudo isso ia dar merda, Loki chama o teletransporte do Star Trek para voltar para Asgard, mas Hella, que aqui me lembra uma Bayonetta tiazona, segue em seu encalço e, numa perseguição do hiperespaço, consegue deixar os dois irmãos para trás.

Thor cai num lixão do caralho, aparecem uns catadores de sucata, ele briga com os catadores até aparecer uma mocinha com uma vibe de personagem meio Maria Gadú que dá uma surra em todo mundo e o leva para o Grão-Mestre, interpretado pelo Jeff Goldblum em mais um papel canastrônico desse MA-RA-VI-LHO-SO filme, que o bota numa arena de gladiadores. Nesse encontro, Thor descobre que Loki já está lá há uma semana, mas o Deus da Trapaça, com razão, fingiu que nem conhece o irmão, atitude mais do que correta, na minha opinião.


Ela nem aparece no filme, mas eu faço questão de lembrar todos a respeito de sua existência ❤ 

Na primeira treta do Deus do Trovão, o espectador descobre que ia lutar contra o Hulk. Isto é, “descobre” na forma de expressão apenas, visto que se o cara viu pelo menos um pôster do filme, vai sacar isso antes mesmo de entrarmos na sequência do Coliseu. A questão é que, assim como o Loki, o bicho verde simplesmente cagou a respeito do Thor e ambos participaram de um embate bem bosta onde apenas o Loki, assistindo a briga de pátio ginasial de camarote, se salva como personagem ao mostrar o cagaço que ele sentiu no instante em que o monstrengo entra em cena.

Depois desse embate de merda, Hulk, Thor e a nossa Maria Gadú acabam fugindo do planeta onde eles estão por uma fenda espacial chamada Ânus do Demônio — bacana que eu fui ver Thor, não South Park.

Nota-se eu devo ter pulado um monte de coisa da história, mas é tudo absolutamente irrelevante. Ah, o Loki, logo antes de partirem, tenta trair o Thor pela enésima vez, mas é impedido e deixado lá tomando choque até ser salvo pelos escravos tacando o barraco no que eles chamam de revolução contra o sistema do Grão-Mestre.

Em Asgard, Thor, que agora tem um cabelo curto com um desenho NO GRAU, digno de LELEK, chama a irmã para uma treta, mas apanha mais do que um manifestante da PM de São Paulo. Enquanto isso, o Hulk e a nossa Maria Gadú — que descobrimos que é a última Valquíria asgardiana cuja namorada morreu tentando salvá-la justamente das garras da nossa Bayonetta canastrona — ajudam Heimdall a evacuar Asgard, mas começam a tomar um pau dos soldados mortos-vivos e do totó gigante da vilã até aparecer o Loki para salvar a porra toda com sua nave espacial gigante que provavelmente tem esse tamanho para representar as proporções de seu gigantesco caralho.

Vendo que a vilã é muito poderosa e jamais seriam capazes de derrotar seus espetos de churrasco gigantes conjurados da mesma maneira que o Gilgamesh na série Fate conjuga suas armas, decidem provocar o Ragnarok, coisa que passaram o filme inteiro tentando evitar, para explodirem Asgard com a tiazona dentro. Eles conseguem, fogem numa nave espacial, Thor vira o rei caolho feito o pai esclerosado que também é caolho e fim.

A rigor, o filme todo é isso. Não acontece nada. O Ragnarok dura uns dez minutos no final e nem de perto é a destruição fodida que se propunha ser. É nítido que a Cate Blanchett está querendo rir em absolutamente todas as suas falas, afinal, o enredo não ajuda. Thor está presepeiro pacas, chegando para a disputa e embolando a tabela do campeonato com o Carreirinha ainda na frente, mas ameaçando perder a liderança para o Carreirinha 2 (O Memelord das Galáxias) e agora para o nosso engraçadíssimo Thor Paulo Gustavo — em resumo, é literalmente o Campeonato Brasileiro 2017.

O grande problema é provavelmente essa ideia — que já deu — de ser um universo gigantesco e fodido. A produção parou de considerar cada passo como filmes individuais e estão fazendo episódios gigantescos de uma série de televisão com um plot maior. Só que, veja bem, se eu quisesse ver uma série de TV, eu iria assistir a uma série de TV, mas não. Eu quero a merda de um filme que tenha sua própria independência e consiga se sustentar. Eu não quero ver um episódio de luxo sem valor por si só. Isso é realmente ridículo.

O único que se salva nesse absurdo é o Loki, mas não deveria, visto que é o mesmo efeito do Freeza no Dragon Ball Super. Digo, o Freeza se redimiu da ideia ruim de ser trazido de volta quando ele bate no exército do universo 9 assim que é trazido para a Terra pela velha Uranai. Aqui, o Loki se salva sendo ele mesmo, agindo apenas para tacar o caos na porra toda, o que é verdadeiramente divertido. O ator salvou muito aqui, mesmo estando no automático, mas isso a gente releva porque o filme todo foi feito no automático.

A rigor, essa porra toda parece um videogame na tela, porque são um apunhalado de acontecimentos em sequência intercalados por porradarias coreografadas de um só indivíduo contra exércitos até chegar em determinado chefão. Válido lembrar que tais acontecimentos acontecem em diferentes atmosferas, com o universo do demônio Surtur sendo o mundo de fogo, Asgard carregando a temática dela mesma e que já foi mostrada nos outros filmes e o planeta onde se passa 60% do filme (o meu resumo foi bem mais equilibrado na hora de explicar os fatos do que a própria película) se alterna entre o lixão e uma nave TÉQUINOLÓGIKA; assim como em jogos de plataforma os estágios são separadas pela “fase de gelo”, “fase de lava”, “fase da floresta” e similares.


Esse cara é bacana, mas ninguém mais lembra dele, seja no filme, seja do público, depois que ele morre 😦

Isso sem falar do próprio Ragnarok, que por mais que tenha destruído toda Asgard em cinco minutos, a impressão de desastre é a mesma de quando se deixa cair um copo de vidro cheio de suco no chão. É aquela cara de “pô, que vacilo”, aí você limpa e resolveu tudo. Foi muito fácil evacuar o local todo e, por mais que entoem aquela baboseira de “Asgard é feita pelos Asgardianos”, queira ou não queira, ainda é a porra do local onde todo mundo nasceu e passou os melhores momentos de sua vida. Até a zona em Sokovia do Vingabobos 2 passou essa ideia.

O Hulk no filme também é um cocôzão gigante e esverdeado proveniente de um intestino que sofre de retocolite ulcerativa. Puta personagem boçal do caralho cuja forma como foi trabalhado só atesta que ele não aguentaria nem fodendo um filme solo que tanto especulam, visto que ele peida na tanga em até mesmo segurar uma participação estendida, exemplificado aqui pelo Thor: Ragnalol. Nem na parte da porrada ele representa, dada a incapacidade da Marlel em promover porradaria em escala divina.

Aliás, é incrível como essa bosta de filme não consegue se destacar em absolutamente nada. É uma bagunça sem consistência alguma que carece até mesmo de design de produção, visto que ele não corresponde à suposta atmosfera dos anos 80 psicodélica que o material de promocional dá a entender. Tem certos filmes do porra do Adam Sandler que têm mais personalidade do que isso aqui. É um amontoado de nada. Não chama atenção em absolutamente nada, a não ser pela quantidade de piada, mas é HAHAHAHA, MARLEL, SORRINDO AO SOL, CHUPA DC, SEM MEDO DE SER GIBI KKKK XD XD.


Eu acho esse elmo que se faz de coroa um negócio muito foda, mas é só isso mesmo que se salva nela (e quiçá no filme todo). 

Para se ter uma ideia, a única ressalva que eu faço nessa bomba é em relação a trilha sonora, que nem é tudo isso, mas para um filme da MARVEL, que não tem um tema de personagem que preste (com exceção do Capitão América), se destacar no quesito Trilha Sonora só comprova o quão absurdo é o troço todo. Ainda assim, ela é mal utilizada para caralho ao longo de Thor: Ragatanga, quase a nível de Esquadrão Suicida.

É aí que a gente faz o lembrete diário de que, enquanto essa bosta carrega 96% nos tomates podres, outros filmes que, por mais desastrosos que sejam, como Esquadrão Suicida ou mesmo Batman V Superman, são massacrados até hoje. Não é preciso nem fazer muita força para ver como não há critério, visto que você vê analista dando nota baixa para a obra de arte que é Blade Runner 2049 (88% no tomatômetro) e fazendo vista grossa para essa abominação só por causa do selinho vermelho. Um filme muito similar a esse, com a mesma pegada de videogame boçal, mas infinitamente melhor por ao menos aparecer com um design de produção conciso em vez de um monte de ideias sendo misturadas de forma aleatória é o Rei Arthur: A Lenda da Espada, do começo desse ano mesmo, que figura com singelos 29% nos Tomates Podres.

Thor: Mundo Sombrio, com a Darcy e tudo, perto disso aqui, é merecedor do Cannes, porque lá, pelo menos, tem um filme. A questão é que eu nem queria fazer uma análise completa dessa merda. Eu ia só atualizar o post de “Um Review por Parágrafo”, mas eu não consigo botar tanto ódio em poucas frases. A decepção não é nem por ter expectativa e ser ruim. Mas por não ter expectativa alguma, já ter uma noção de que o filme vai ser uma bomba e ainda assim ser pior do que o previsto.


Informações

  • Duração: 130 Min;
  • Ano: 2017;
  • Direção: Taika Waititi;
  • Roteiro: Eric Pearson, Craig Kyle e Christopher Yost (três roteiristas pra escrever uma bosta dessa, tomar no cu);
  • Trilha Sonora: Mark Mothersbaugh;
  • País: Estados Unidos;
  • Gênero: Stand Up Comedy, Comédia Pastelão;
  • Estrelando: Chris Hemsworth, Tom Hiddleston, Cate Blanchett, Idris Elba, Jeff Goldblum, Tessa Thompson, Karl Urban, Mark Ruffalo, Anthony Hopkins.

P.S.: Em tempo, tomar no cu também essas caralhas de cenas pós-créditos porque esse plot com o porra desse Thânus já deu também.

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2 respostas para “Análise: Thor Ragnarok

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