E3 2018: sendo curto e grosso — ao menos era a minha ideia.

Vai sem imagem de abertura mesmo porque eu tô com preguiça de fazer uma. Aliás, nem imagem ou vídeo eu botei. 

É para falar sobre a E3? Então a gente vai falar sobre a E3 só para não perder o hábito mesmo. Hoje não me dei ao trabalho nem de abrir um arquivo do Word e escrever bonitinho. Vai direto na ferramenta do WordPress mesmo. Isso mostra o quão foda-se eu fui para o evento nesse ano.

Eu normalmente acompanho com alguma formalidade todas as conferências. Sempre me preparo, separo o horário e dou conta de não estar fazendo absolutamente nada para poder assistir. Dessa vez eu até salvei um cronograma no meu computador para ficar à mão, mas nem me preocupei em assistir tudo.

A começar pela da Microsoft, que eu simplesmente caguei porque eu nunca na vida assisti a alguma conferência da empresa em questão que tivesse sido minimamente boa. Por incrível que pareça, parece que nesse ano teve alguma coisa de interessante, julgando pelos comentários — logo quando eu simplesmente ignorei porque não estava com vontade mais de perder meu tempo. Digo, quando a idade vai chegando, o indivíduo, aos poucos, vai ligando o foda-se para esse tipo de coisa meio fútil, deixa de ser prioridade.

PERDÃO, FALHA NO ENGANO. A primeira, de fato, foi a da Electronic Arts, que nem cheguei a assistir, só deixei ligado no automático e de vez em quando eu trocava a tela quando ouvia alguma manifestação da plateia. Acho que nem assisti a ela toda, para falar a verdade, e provavelmente foi bem merda. Digo provavelmente porque eu realmente nem lembrava sequer que ela tinha sido a primeira ou do seu conteúdo.

A única coisa que eu quero jogar é Unravel 2. Eu nunca nem joguei o primeiro, mas sempre me pareceu simpático. De resto, nem vou comentar. Todo ano é a mesma ladainha com FIFA e Battlefield. Sugiro buscar o texto dos anos anteriores e procurar o trecho a respeito da EA que ele com certeza se aplica aqui.

(Aliás, meio off aqui, mas eu peguei o FIFA para jogar no Switch. Eu não queria comprar, mas eu sou um viciado de merda em jogo de futebol. Ainda assim, eu me pergunto o motivo factual de as pessoas acreditarem de verdade na ilusão de que FIFA é bom. Aquilo lá está MUITO longe de ser bom tanto para o lado do jogo quanto para o lado do futebol. Sempre fui jogador de FIFA, a franquia degringolou junto com a própria EA e PES é milênios a frente hoje, pelo menos lá existe um negócio chamado tática e física — aqui é só chutar colocado na entrada da área que o sistema de merda faz o mesmo.)

Voltando à Microsoft, ela apresentou uns negócios bacanas, até, de uma forma surpreendente, considerando o histórico da parada. Ela seguiu a estratégia da Sony em criar uma bolha de hype e anunciar jogos que não são exclusivos para a própria plataforma — e que provavelmente só vão ser lançados em 2153.

Dos que me atraíram, aquele Sekiro: Shadows Die Twice parece bacanudo até. Fiquei com uma vontade verdadeira de jogar essa porra de jogo no NIHONGO FEUDAL. O mesmo vale para o Cyberpunk 2077, mais porque eu curto pacas essa ambientação de alta tecnologia com baixa qualidade de vida. Se não for um lixo feito o jogo do Mad Max (que não tem absolutamente nada a ver com ele e uma comparação é descabida até, sendo o The Witcher 3 mais pertinente para isso, mas o blog é meu e eu falo a merda que eu quiser nele), está bom e eu quero jogar. Acho que com isso o número de jogos que eu quero jogar para a geração do PS4/Xonão sobe para uns 4.

Ah, teve também aquele Jump Force, que dei risada porque eles decidiram botar umas texturas realistas e agora ficou parecendo um jogo chinês feito na Unreal (tipo Pokémon Let’s Go). O gameplay também é vergonhoso, parece uma engine de um negócio feito para o PS2 ou Gamecube. Também, não sei o porquê estou reclamando, visto que aquele J-Stars Victory é porco que só.

Devil May Cry 5 até me empolgou, mas eu brochei quando vi que não era a PlatinumGames fazendo o jogo, muito menos quando ele na verdade cagou em cima do DMC que é verdadeiramente o único jogo bom da franquia, mas que os fãs choram porque preferem rodar em cima da piroca do Dante original, que é um dos personagens mais merdas já feitos na história dos games.

A seguinte foi da Bethesda. Não vi porque a Bethesda é uma enganação em forma de empresa de games e não merece um décimo do mérito que ganha com seus bugs com algum jogo no meio deles. Aliás, pare de ficar lambendo o saco de Elder Scrolls 6 como se tivesse jogado algum além daquele glitchfest de merda que foi Skyrim.

Vi a da Square Enix mais ou menos — do mesmo jeito que a da EA — e não teve nada impressionante também. Deveriam ter feito NiER Automata para o Switch, mas é só o Xbox One que ganhou. Paciência. Ah, eu ri do mundo do Piratas do Caribe no Kingdom Hearts 3, que compete com o jogo do Homem-Aranha como o título que mais apareceu em E3 antes de ser finalmente ser lançado para o público. E teve bem rápido aquele Babylon’s Fall, que é da Platinum, mas não teve nada a respeito. Se for bão feito o NiER Automata, eu vou ficar interessado. Pelo menos a nível de gameplay vai prestar.

Também vi a da Ubisoft de relance, mas eu até que gostei a um ponto de não sentir meu tempo completamente perdido. Digo, a Ubisoft tem suas cretinices, mas eu acho de verdade que a nível de mercado é provavelmente a empresa mais esperta que tem — e o Yves Gillemont é based as fuck. Acho que, das empresas maiores third parties, é a que mais me agrada.

Dá para dizer tranquilamente que os melhores momentos foram justamente os mais idiotas, tipo um panda e umas minas fantasiadas de Etevaldo (se não conhecer porque não é da tua época, joga no Google). Outro momento de puro retardo foi no anúncio de Trials Rising, que foi idiota de propósito e deu para rir, mesmo a parada de ele quebrar a televisão ter sido planejada. Gostei também de Skull and Bones e desde o ano passado, quando foi anunciado, ele já mostrou para aquela fraude que é Sea of Thieves o que é um jogo de pirata de verdade. Foi completamente aleatório também o anúncio do conteúdo de Star Fox naquele jogo de nave sem graça deles.

O resto eu nem liguei muito. Assassin’s Creed perdeu o encanto pra mim já com esse último título no Antigo Egito. Eles também deram o For Honor de graça — e, de acordo com o meu irmão que é PC Gaymer e tem uma máquina que rodasse o jogo em questão, eles provavelmente distribuíram essa merda porque não tinha ninguém mais jogando e precisavam reestabelecer uma base pra ele.

Eu nem sabia que essa PC Game Show rolou esse ano até abrir um listão com todos os resumos das conferências.

A da Sony foi um show de cringe, a começar com aquela chatice do caralho que é The Last of Us 2. O primeiro já foi um puta porre e é fascinante como um jogo que é tão aclamado e brilhante consegue ser o título número um em quantidade de anúncios dos grupos de venda do Facebook. Ele não era do caralho? Por que todo mundo quer se desfazer dele? A resposta é porque ele é um lixo que não merece revisitação. É porque ele conta uma história clichê para caralho que é construída de forma a fazer com que o público se ache inteligente por ter “degustado” aquela merda — do mesmo jeito que acontece com a trilogia Nolan e Death Note.

Aí eles me passam para uma espécie de mesa redonda com uns apresentadores comentando o anúncio. Ideia imbecil do caralho. Tudo bem em abandonar aquelas apresentações quadradas e formais dos anos anteriores, principalmente porque são uma chatice do caralho, mas será que ninguém assistiu à essa apresentação planejada antes para falar que ela era uma merda? Não é possível que todo mundo tenha aprovado.

Depois eles passaram Cowadooty e Destiny 2 — de acordo com o meu resumão aqui, visto que desisti de prestar atenção depois da mesa redonda de capacidade crítica comparável à equipe de comentaristas do Gazeta Esportiva. Na sequência veio Ghost of Tsushima, que promete brigar com o jogo apresentado pela Microsoft e, até agora, enquanto escrevia esse texto, descobri que não se tratavam o mesmo título. Também me pareceu bem legal.

Teve um jogo da Remedy que a galera ficou surtando como se Alan Wake tivesse sido algo além do “bonzinho” e Resident Evil 2, que a Capcom cismou de fazer um remake. Já não tinha um remake desse? Pelo menos é um jogo antigo que justifica a porra de um remake mesmo. Aliás, queria reiterar que o mundo do Piratas do Caribe foi anunciado na conferência da Sony também, não na da Square Enix.

Teve Death Strading, que é só o Kojimão enrolando absolutamente todo mundo mais uma vez, e uma bosta concebida pelo mesmo criador de Rique e Morte, mas como meu QI é muito baixo, não consegui entender muito bem o que rolou no trailer. Terminaram com o jogo do Homem-Aranha, que até quero jogar, mas cada vez menos porque já tem anos que ficam enrolando com essa merda.

Entre os jogos acontecia mais apresentações constrangedoras, feito um cara tocando flauta por uns 5 minutos e a banana tocando guitarra.

A da Nintendo também não teve nada que surpreendesse. Começou muito bem com Daemon X Machina, um jogo de robôs gigantes. Deu continuidade pra DLC de Xenoblade Chronicles, que ignorei; em Pokémon Let’s Go, que mais tarde na TreeHouse só me comprovou que esse título PRECISA flopar com força para que a franquia não morra de vez; em Super Mario Party, que aí eu achei legal porque vão conseguir fazer utilidade dos recursos gimmick do Switch da forma como eles merecem, visto que só Mario Party consegue fazer esse tipo de coisa desde o Wii; e em Fire Emblem: Three Houses, que, apesar de ainda querer jogar, esperava um trailer bem melhor.

A apresentação pulou o tubarão — ou entrou na geladeira, se quiser uma terminologia sinônima — com Fortnite, um jogo que os nintendistas só fingiram se importar, visto que eles fingem que não precisam de thirds, mas na verdade eles são desesperados pelos jogos delas (no meu caso não e você pode confiar em mim porque eu não me misturo com essa gentalha, mesmo também sendo um Nintendrone).

Na sequência, veio uma série de outros jogos indies e outros que ninguém liga, inclusive a bosta do FighterZ, cujas bolas ficaram roxas por conta de tanta gente que lambeu na época de seu lançamento, visto que o público se recusou a dar o braço a torcer de que o jogo era um lixo, como tudo que a Ark System Works faz. Isso só mostra a hipocrisia do gamer padrão cuja memória é tão curta quanto a do eleitor brasileiro — senti-me na vontade de dar lição de moral de uma forma bem tosca feito um tiozão do Facebook nos comentários de uma notícia absolutamente nada a ver com o tema.

A apresentação terminou só comprovando o que eu falei já no Direct do começo do ano: de que o Smash do Switch é o mesmo do Wii U, mas com maquiagem. E tem gente que acreditava que iam mesmo desenvolver um jogo desse tão rápido com um lançamento tão próximo.

É claro que, ao longo da E3, teve um monte de merda irrelevante para mim que eu nem perdi meu tempo criticando. O texto já está até maior do que eu queria.  Perdi tempo demais escrevendo. Queria é ter saco pra fechar meu Review de Dragon Ball Super que está na metade desde a exibição do último episódio. Paciência.

É isso. Nem revisei e provavelmente não vou. Talvez só depois de anos quando eu estiver relendo e perceber as minhas digressões, que vão ser corrigidas porque eu sou compulsivo com elas e não quero atrelar meu “nome” a tal.

4 comentários sobre “E3 2018: sendo curto e grosso — ao menos era a minha ideia.

  1. brenucci

    Devil May Cry me animou bastante po. Meu problema com DmC se fosse só o Avenged SevenDante taria bom, era só apertar start nas cutscenes e cabou. Mas as mudanças que fizeram no gameplay pra que fosse mais um requim slash ocidental (leia-se god of war) não me desceram bem.
    Sekiro também pareceu maneiro. Dark Souls no Japão feudal é uma ótima ideia, mas NioH já tinha feito isso ano passado.
    Aquele homem aranha tbm pareceu legal, tipo os jogos da série Arkham, mas com o aranha.
    Sobre Death Stranding ainda, Kojimera tá é chapado de cracks e muito provavelmente vai ser um simulador de filmes que a crítica vai chamar de “Cidadão Kane dos Games”

  2. Johnny Jyoshter

    “Queria é ter saco pra fechar meu Review de Dragon Ball Super que está na metade desde a exibição do último episódio.”

    Esperando

  3. Só corrigindo um ponto, o tal do Sekiro: Shadows Die Twice é multiplataforma. A maioria dos jogos que foram apresentados pela Microsoft eram multiplataformas que eles decidiram trazer pra provavelmente não acabar sendo tão ruim quanto as apresentações dos anos anteriores. Deu até certo mas não foi lá essa coisa toda que o pessoal anda dizendo.

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