PonyAwards 2019

Aqui está mais um PonyAwards! Como de costume, a premiação do Horny Pony que tem como intuito consagrar os melhores animes do ano anterior vem agora em uma nova edição e segue a tradição de ser postada cada vez mais tarde em relação ao ano que foi o objeto de análise do nosso júri!

Nesta edição, a comissão do Pônei é composta por um integrante novo e outro do passado. A retornante é a Karol Facaia, que é colaboradora (e agora gerentona) de longa data do Portal Genkidama, consagrado veículo de comunicação da esfera dos otacos sujos e nojentos. A novidade segue uma tradição antiga minha de trazer uma espécie de anônimo para integrar o nosso grupinho particular. O Giulliano é amigo meu de longa data e sempre brincou que o Horny Pony era um blog dele também. Finalmente chegou a vez dele de contribuir com alguma merda então.

Ressalto também que esse PonyAwards é a primeira postagem de uma nova fase do Horny Pony, uma vez que eu decidi que era hora de uma mudança visual no tema geral do blog, mesmo que ele ainda continue com a mesma linha básica do original!

Para finalizar esse introdutório, segue o trecho com as regras que recortei e colei do ano anterior (com adaptações): animações japonesas que foram exibidas durante as 4 temporadas de 2019. Podem ser contabilizadas animações que começaram em 2018 e terminaram em 2019, bem como animes que tiveram uma nova temporada apenas em tal ano, depois de uma pausa. Animes “eternos” são excluídos, a não ser que tenham terminado em 2019 — eles só se enquadram no critério de aberturas e encerramentos, desde que elas tenham estreado no período em questão.

Creissonino: Eu fiquei tentado de verdade a dar para Kaijuu no Kodomo. O problema é que eu acho injusto dar um prêmio de melhor animação para um filme porque, pelo menos nesse critério, é um esquema de produção totalmente diferente. Injusto comparar um filme, com orçamento e tempo, com uma série corrente de doze ou mais episódios que precisavam ser produzidos semana a semana. Sim, ano passado eu premiei o filme do Broly, mas foi a contragosto. Dito isso, minha escolha é para este ano vai para Boogiepop wa Warawanai (Boogiepop and the Others). É claro que a história de Boogiepop não é lá muito exigente por não exigir complexas cenas de luta, por exemplo, mas a Madhouse fez um bom trabalho (como quase sempre) nessas poucas sequências de ação e caprichou de verdade nos momentos em que era necessário modelar com precisão os elementos de subjetividade nessa série que brinca com o onírico e com o campo da psicanálise. A minha única ressalva é em relação ao character design genérico que torna um pouco difícil diferenciar alguns personagens de outros.

Giulliano: De longe, a decisão mais fácil dessa lista. O anime de Kimetsu no Yaiba (Demon Slayer) todo é repleto de cenas lindas, mas para você que não conhece (não sei como) basta ver apenas uma batalha para saber do que estou falando: Tanjiro versus Rui. Coreografias bem artísticas, efeitos visuais que se destacam e, para completar, cores intensas estão no leque que transforma esse anime em algo memorável.

 

Karol Facaia: Apesar de ser injustiçado em diversas premiações por aí, Mob Psycho 100 II, assim como sua primeira temporada, teve uma animação surreal. Os efeitos visuais são um deleite em cada episódio, principalmente nas cenas mais agitadas. Creio que deve ter passado despercebido por ser uma continuação, mas com certeza deu um pau em muita novidade de 2019.

Creissonino: Ao quebrar uma estátua de uma espécie de Deus-Kappa, três garotos são punidos pela entidade em questão e condenados a assumirem a forma de tal criatura mitológica do folclore japonês. Dessa forma, o enredo de Sarazanmai se desenvolve com o trio tendo que extrair a Shirikodama, uma espécie de joia mística que guarda a alma do indivíduo, de zumbis transformados pelo maligno império Lontra. O valor da história de Sarazanmai está na capacidade em não apenas entregar uma interessante narrativa corrida e um universo próprio bastante peculiar, mas também em conseguir equilibrar os recorrentes momentos de comédia com os conflitos dos personagens, que dizem respeito tanto na esfera íntima quanto na interpessoal.

Giulliano: De início, pensei que seria só mais um “Vikings: Manga Edition”, mas, cara, eu estava errado. Histórias de vingança temos aos montes, de guerra, então, nem se fala! Só que Vinland Saga brilha ao colocar Thorfinn (o protagonista) viajando e crescendo junto ao homem que matou seu pai (Askeladd), a batalha entre os dois é inevitável, mas o anime te faz desenvolver um apreço pelo vilão ao ponto de te fazer desejar que essa batalha nunca ocorra. O anime todo se trata de um (grande) prólogo da história principal do mangá, e arrisco a dizer até que ele ultrapassa o principal.

Karol Facaia: Yakusoku no Neverland (The Promissed Nerveland) é aquele anime que eu meio que já conhecia a história por cima, mas mesmo assim não deixou de me surpreender. Acho incrível como Mamoru Kanbe, diretor responsável pelo anime, conseguiu manter o clima de suspense macabro do começo ao fim sem deixá-lo tosco. A história te prende do primeiro episódio ao último, com reviravoltas muito bem amarradas ao enredo. 

Creissonino: A OST de Boogiepop wa Warawanai (Boogiepop and the Others) é composta basicamente por trilhas com uma pegada meio synthwave que colaboram na formação da ambientação paranoica da série em si. Ainda, a sua presença é bastante importante para determinar o ritmo narrativo, uma vez que se trata de um anime relativamente parado, mas que consegue ser embalado e ir crescendo juntamente da música sendo executada no momento. Vale dar os créditos a Kensuke Ushio, que também assinou outros trabalhos como Koe no Katachi e Devilman Crybaby.

Giulliano: Não tenho um gosto apurado para os sons. Aliás, o que mais faz eles se destacarem para mim é o contraste gerado por uma música mal colocada e que não climatiza com o contexto. Portanto, ironicamente, a quarta temporada de Boku no Hero Academia (My Hero Academia) é a que melhor conseguiu harmonizar o som com o que estava rolando — ela fez isso tão bem que não lembro de nenhuma música.

Karol Facaia: Carole & Tuesday foi um anime que tive grandes expectativas, mas no final não achei grande coisa. Entretanto, quando se trata de trilha sonora, com certeza merece estar nesta categoria. Um dos pontos positivos é sua grande (mas nem tanto) variedade musical que aparece nesta temporada, desde músicas mais padrões até composições diferenciadas que trouxeram uma peculiaridade marcante. Teve até um rap cantado em latim! Isso com certeza me ganhou…

Creissonino Ao contrário de uma abertura padrão de anime — que geralmente consiste em tomadas bacanas dos personagens até o momento em que o clímax chega e começa a cena em que está todo mundo correndo ou lutando —, a sequência visual embalada por Shadowgraph, de Boogiepop wa Warawanai (Boogiepop and the Others), se preocupa em meio que contar uma história, com a personagem principal, Touka Miyashita, olhando um desastre e tendo lapsos dos acontecimentos que protagonizou enquanto sua outra personalidade, a Boogiepop, havia assumido o controle de seu corpo. Além disso, algumas das cenas presentes na opening são utilizadas para ilustrar os quatro diferentes arcos de história que se estenderam pelos dezoito episódios do anime. Por fim, a letra também chama a atenção, uma vez que aqui se trata também da dualidade entre as duas personalidades. Os versos em inglês são “cantados” pela Boogiepop como eu-lírico, enquanto os cantados em japonês já são entoados pela Miyashita.

Giulliano: Tenho uma relação de ódio e ódio com Black Clover, mas, puta merda, se tem uma coisa que ninguém pode falar mal é das aberturas. Falando sério, não tem uma abertura que eu ache mediana, são todas, no mínimo, boas, o que me leva a crer que o estúdio tira todo o dinheiro das animações para investir nas aberturas. A ÚNICA característica consistentemente boa são as aberturas, como é o caso da Right Now.

Karol Facaia: Apesar de Carole & Tuesday ter sido meu favorito na trilha sonora, a abertura que me encantou neste ano foi a de Yakusoku no Neverland (The Promissed Nerveland) . Por qual motivo? Veja bem, além de Touch Off, do UVERworld, ser uma música muito bem interpretada, a composição visual da abertura é extremamente harmoniosa com um todo. É o tipo de abertura favorita minha, que te faz entender bem o clima do anime, sem dar muito spoilers. 

Creissonino: O conjunto com todas as aberturas e encerramentos de Dororo é realmente ótimo. A que mais me chamou a atenção, no caso, foi a segunda, Yamiyo. O que aparentemente começa com uma sequência visual completamente embaçada na primeira vez em que aparece — ilustrando, obviamente, as deficiências visuais de Hyakkimaru —, o que vai acontecendo nos episódios subsequentes é que essa abertura vai ficando cada vez mais clara aos olhos do espectador também, ganhando mais nitidez e perdendo o desfoque em questão. Mais do que isso, a tonalidade vocal do próprio intérprete vai se tornando mais claro e limpo. Ou seja, o encerramento em questão aqui não brinca apenas com o sentido visual, mas o auditivo também.

Giulliano: Olha Vinland Saga no meu ranking de novo! Deixando um pouco de lado o sangue e os membros decepados presentes na série, nós temos uma música calma, até triste, para contrastar com o episódio. Tenho um apreço especial por Torches até porque o encerramento tem sua história própria, vale muito a pena ver.

Karol Facaia: Se aberturas de animes precisam de te preparar para o que você vai começar a assistir, encerramentos precisam ser a síntese do que a obra está sendo. Ou seja, não basta ser um música fodona, ela precisa expressar função para tal. Com isso, Sayonara Gokko, de Dororo, é o que mais se encaixou perfeitamente nesta categoria. A música é linda e te transporta exatamente ao que o anime passa. 

Creissonino: Reassisti a Fate/Zero esses dias. Achei que minha percepção, depois de anos da primeira assistida, fosse melhorar, mas não. Continua lento, tedioso e metido a enigmático. Dito isso, a única coisa que segurava minha atenção é a dupla composta pelo Rider e seu mestre, Waver Velvet. Agora, o mago retorna em um spin-off só dele e, mais do que nunca, deixa clara a definição de desenvolvimento de personagem. A guerra do Graal afetou o bichinho — ele se tornou mais retraído com as pessoas por conta do trauma que foi participar daquele fiasco, mas também não jogou fora tudo o que aprendeu ao lado do parceiro, agindo com o único objetivo de tentar trazê-lo de volta e mostrar o quanto evoluiu desde então. Pois bem, Waver, se sua meta é seguir os passos do Rider, pelo menos aqui no PonyAwards você conseguiu, visto que o brutamontes em questão venceu o meu voto para melhor personagem masculino lá em 2011.

Giulliano: Fyodor Dostoevsky! Não, não estou falando do autor. Bem, talvez um pouco até, já que o anime é TODO de referências a autores famosos. Dostoevsky, de Bungou Stray Dogs, é aquele vilão imprevisível, com um ar de loucura e mistério, apresentado como gênio (L feelings). Você não sabe qual o poder dele, mas sabe que ele é OP — e quando finalmente acha que vai descobrir mais a respeito, é surpreendido: o personagem não engana só aos seus rivais, ele engana você que está assistindo também.

Karol Facaia: Mikazuki Subaru, de Doukyonin wa Hiza, Tokidoki, Atama no Ue (My Roommate is a Cat), tinha tudo para ser um personagem chato, mas acabou sendo o melhor personagem masculino do ano! A evolução dele no decorrer do anime é algo muito fofo e foi muito bem trabalhado no anime. Está aí um bom exemplo de evolução de personagem sutil, mas eficaz.

Creissonino: Sim. Minha nomeação de melhor personagem feminino é literalmente um spoiler. Apesar de todos os olhos se voltarem para o Hyakkimaru, gostaria de salientar que o nome do anime vem, na verdade, da garotinha que se finge de menino para se proteger porque ser mulher num Japão feudal deveria ser pedreira. Enquanto Hyakkimaru era uma tábula rasa, Dororo era garota que agia como seus olhos, ouvidos e bússola moral, já que não era pouca a quantidade de merda que o cara fazia e que precisava da mocinha para voltar a si. Sim, ela foi salva algumas vezes pelo amigo também, mas é justamente isso o que significa cumplicidade.

Giulliano: Está vendo aquela estudante de colegial vestindo um pijama? Essa mesmo, a que parece uma criança de 12 anos, mas praticamente controla tudo por debaixo dos panos? Eu acho ela sensacional. Runa Yomozuki, de Kakegurui XX, tem de tudo para ser vilã: ela prefere o caos puro e simples, sem nenhuma consideração por ninguém, e é isso o que faz ela brilhar. Nós não sabemos o que a garota quer, talvez nem ela saiba, e é isso o torna esse anime bem mais interessante de se assistir.

Karol Facaia: Chika Fujiwara, do anime Kaguya-sama wa Kokurasetai? (Kaguya-Sama: Love is War), foi, para mim, a melhor personagem feminina. É o personagem mais engraçado do anime e que muitas vezes acaba carregando muitos episódios nas costas. Outro ponto positivo é que Chika não representa estereótipos do sexo frágil. Ela é inteligente, engraçada… Uma verdadeira waifu! Ai, ai, ai…

Creissonino: Lord El-Melloi II Sei no Jikenbo: Rail Zeppelin Grace Note (Lord El-Melloi II Case Files: Rail Zeppelin Grace Note) foi uma baita surpresa por um simples motivo: Fate é sempre um saco. Tem sempre umas histórias péssimas. O spin-off focado no Waver, por outro lado, foge completamente do padrão estrutural da franquia pelo simples motivo de ser bom. Tratando-se de um anime de mistério, ele começa com alguns casos episódicos que o novo portador do título de El-Melloi atua como investigador, mas da metade para frente o enredo se foca em um único enigma que se passa justamente no trem que deu o nome à série, o Rail Zeppelin, trazendo uma pegada que lembra bastante Assassinato no Expresso do Oriente, mas com mágica envolvida — o que é bem interessante, aliás, porque ele explora mais daquele universo de feitiçaria em vez de simplesmente se focar em uma Guerra do Santo Graal pela quinquagésima quinta vez.

Giulliano: Serei sincero: de início, achei tosco o design do protagonista de No Guns Life. Um homem com uma arma no lugar da cabeça parece obra de umas criança de 6 anos, então o anime não vai ser muito melhor do que um shounen genérico com batalhas, não é? Bem, eu errei. Não estou dizendo que o anime é ótimo, porque a história não chegou a me prender, mas ao contrário do que pensei antes, TINHA UMA HISTÓRIA ALI — e ela realmente foi pensada.

Karol Facaia: Doukyonin wa Hiza, Tokidoki, Atama no Ue (My Roommate is a Cat) foi um anime que eu tinha zero expectativas e acabou sendo uma grande surpresa positiva para mim. A história é simples e bobinhas, mas extremamente cativante. Os personagens são queridos, e não esperava que haveria tantos episódios emocionantes como tiveram! Não se engane, trata-se de um anime que te fará rir e chorar no mesmo episódio. 

Creissonino: Kemurikusa era interessante na premissa porque o espectador começava a assistir sem entender bulhufas daquele mundo, como ele funcionava ou sequer para onde a história ia. Isso é legal, mas logo ele se mostrou como a chatice que era e foi sofrível terminar essa esculhambação em CG. Não é nem pela ideia de só fazer revelações no final do negócio, mas pela lentidão do enredo em que absolutamente nada acontecia. Péssimo ritmo de roteiro. Tedioso é a palavra que define.

Giulliano: Gosto de mundos de fantasia, gosto de poderes e batalhas com monstros, gosto de personagens OP. Então, eu tinha de tudo pra gostar de Gunjou no Magmell. Meu povo, imagina uma mistura que conseguiu foder com todos os ingredientes. Pois é, é esse anime. Tudo o que ele te apresenta é abaixo de medíocre. O mundo não é interessante. Você não anseia em querer conhecer mais do universo, pois o pouco que você vê já se decepciona. Os poderes que vemos não nos animam. Eu não consegui nem terminar de assistir, pois sinto que já vi tudo que dava pra ver.

Karol Facaia: 7Seeds é um anime disponível na Netflix, baseado em um shoujo antigo que tinha um roteiro interessante e muito promissor. Mas não se engane, a trama é sem sal, os personagens são horrível e a história não te leva para lugar algum. Foi uma perda de tempo.

Creissonino: Dragon Quest: Your Story É um baita filme divertido. O problema é que eu não esperava que eles fossem seguir por uma rota metalinguística na hora de transparecer o enredo. É claro que o subtítulo “Your Story” passa a fazer mais sentido depois que você assiste, mas eu fui pego de guarda baixa com a decisão do roteiro em transformar a história do game em, bem, uma história de um game.

 

Karol Facaia: Quando eu vi a capa e a sinopse do anime Kaguya-sama wa Kokurasetai? (Kaguya-Sama: Love is War), eu jurava que seria algo muito sério, estratégico e chato. Porém logo no primeiro episódio eu vi que não era nada disso! Trata-se de uma comédia com sacadas geniais e uma tiração de sarro atrás da outra. Como muitos compararam, é quase um Death Note do amor e isso era a ultima coisa que eu imaginava para este anime! Há, há!.

Creissonino:Dumbbell Nan Kilo Moteru? (How heavy are the dumbbells you lift?) é tosco porque ele se finge como um anime slice of life engraçadinho e quase didático sobre o mundo da malhação, mas na prática não me pareceu nada além de (mais) um produto fetichista que dissemina desinformação. Nem nego que existem coisas piores e que eu até cheguei a assistir (sem falar nas outras mil de qualidade claramente questionável e que nem cheguei perto), só que Dumbbell é tão escroto que ganha um pouco mais de destaque.

Giulliano: Esse batalhou pau a pau com Gunjou no Magmell, mas conquistou o troféu por causa de um fator: o harém. Arifureta Shokugyou de Sekai Saikyou (Arifureta: From Commonplace to World’s Strongest) é um anime localizado em um mundo de RPG de fantasia genérico e com aquela história que sempre vemos: um personagem principal inexperiente e desprezado por todos de repente recebe um poder especial e ganha um único objetivo de vida: esfregar na cara de todo mundo como ele é foda. O poder dele? Armas de fogo em um mundo medieval. Sério. De alguma forma, colocam várias mulheres de raças diferentes sedentas pelo corpo do protagonista. Parece que o anime todo foi escrito por furry 4channer que mora no porão de casa da mãe.

Karol Facaia: Nem preciso me aprofundar demais nesta categoria, 7Seeds não foi só a decepção, mas também foi o pior anime que vi no ano. Foi uma perca de tempo que só me deixou curiosa para saber o final. 

Creissonino: Vou dizer que apanhei para tomar essa decisão e consigo afirmar também que 2019 foi péssimo para a animação japonesa, em minha singela opinião. Tivemos várias séries relativamente boas, mas nenhuma delas realmente avassaladora. Fiquei tentado em botar Boogiepop wa Warawanai aqui, mas acho que prefiro um pouco mais o enredo leve de Sarazanmai. Considerando o fato de eu ter dado o prêmio de melhor roteiro a esse aqui (lá em cima) e, uma vez que a espinha dorsal de qualquer narrativa é o seu próprio enredo e na forma como ele é conduzido, me parece pertinente premiar Sarazanmai como o anime do ano também.

Giulliano: Olha, Dororo é uma obra-prima. De cara, o conceito do anime já chama atenção: uma batalha do protagonista para recuperar partes retiradas de seu corpo (contra sua vontade) por demônios. Para cada demônio morto, uma parte de si é recuperada. Só que isso não parou por aí, pois o anime faz um contraste maravilhoso: quanto mais ele recupera suas partes do corpo, quanto mais humano ele se torna, mais ele perde sua humanidade para essa vontade de continuar matando. E isso só estamos falando do protagonista, outros vários personagens aparecem na história, muito bem desenvolvidos e que se encaixam no todo, com desejos que conflitam com o do protagonista de forma coerente.

Karol Facaia: Apesar de ser meio controverso pelo final, eu considero Dororo o melhor anime do ano. Foi o que mais me prendeu e teve mais pontos positivos do que negativos. O anime executou bem tudo que se propôs e teve um final esperado (até um pouco clichê) satisfatório. 

 

 

Aproveite esse PonyAwards aqui porque ano que vem não tem mais.

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