Análise: Un-Go

Assim como Gosick, o principal motivo de eu ter decidido acompanhar este anime é o estúdio que produz o anime em questão: Bones. Só que ao contrário do já citado, Un-Go acabou surpreendendo. Jamais que eu iria acompanhar tal anime se fosse só pela sinopse ou pela imagem que a acompanha, que, nesse caso, exibia o horrível character design do Shinjuurou Yuuki, o protagonista.

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PonyExpress – Animes, Temporada Verão 2012


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Minha reação:

Falo do Arcana Famiglia. Agora, algumas observações:

Tari Tari confirmado como Bomba por ter uma sinopse que me lembra K-On. Se é parecidou ou não, de fato, foda-se. O /a/ vai se dividir novamente que eu sei. Sempre acontece quando esse tipo de anime está em exibição.

-Mesmo eu não querendo de fato, existe a chance de eu acabar pegando Chouyaku Hyakunin Isshu: Uta Koi. Não tem uma premissa muito ruim, mas também isso não empolga de maneira alguma.

-NoitaminA podre, se eu for, por algum motivo assistir algum anime do bloco, ficarei com Natsuyuki Rendezvous.

-Dependendo do meu humor, assistirei Aruvu Rezuru. Preciso ver como eu vou estar no da estreia, com saco para começar a assistir algo ou não.

-Acho que é por causa das férias, porque estamos bem de filmes! Rurouni Kenshin, Yamato, Pokémon e Berserk. Ultraválidom.

-Muita coisa fetichista aí. Só não cito os nomes em específico porque os animes desta temporada estão com uns títulos gigantescos.

-É claro que não largarei Pokémon. Nunca largarei Pokémon. Que isso fique bem claro.

Análise: Jojo’s Bizarre Adventure OVA

De Hirohiko Araki, Jojo’s Bizarre Adventure é uma série originalmente publicada na Shonem Jump – e atualmente na Ultra Jump – em 1987 e continua em publicação até hoje, sendo a segunda da série Shueisha há mais tempo em publicação (perdendo só para Kochikami), a oitava mais comprida de todos os tempos e é também a série de maior duração que nunca ganhou uma adaptação corrente em anime. As únicas aparições dos personagens da série de forma animada se dão nos quatro jogos, um filme e uma série em OVA.

Uma das diversas características exóticas de Jojo – e que talvez seja um dos motivos que deixa a série tão fabulosa – se dá na divisão de seus arcos de história, que apesar formarem uma cronologia entre si, podem ser lidos independentemente. Seus dois primeiros arcos nutrem uma forte influência de Hokuto no Ken e fizeram um relativo sucesso, mas a série só se consagra na sua terceira parte, quando revolucionou qualquer conceito apresentado até então. Consequentemente, Stardust Crusaders (o nome do arco em questão) acabou por ser a parte que mais recebeu divulgação em outras mídias, sendo esta a ambientar um dos jogos da série e ser a escolhida para receber a adaptação em OVA.

A trama gira em volta da família Kujo/Joestar que passa a desenvolver poderes místicos chamados Stands. Tal manifestação é causada pela volta de um antigo inimigo da família, há tempos considerado morto após o náufrago de um navio partindo da Inglaterra para os Estados Unidos. Dio Brando, como é chamado, sobrevivera e sua cabeça tomou para si o corpo de seu arqui-inimigo da época, Jonathan Joestar.

O corpo de Jonathan possuído por Dio, então, dá início a essa reação em cadeia que fez seus descendentes desenvolverem a energia mística, passando por Joseph Joestar, seu neto; Holly Joestar, sua bisneta e Jotaro Kujo, seu trineto e filho de Holly com um japonês. As Stands são espíritos protetores controladas por seus usuários e cada uma possui um poder específico. O gancho para a história se desenvolver ocorre quando Holly se mostra incapaz de desenvolver a sua própria stand por não ser uma pessoa de espírito combativo e assim, acaba por adoecer. A única chance de salvação para Holly é a eliminação de Dio.

No entanto, Dio não está totalmente recuperado de seus vários anos submerso. Ele precisa do sangue de Joseph para tornar-se 100% compatível com seu novo corpo. O adoecimento de Holly passou a ser de seu proveito, uma vez que Joseph virá até ele, que reside no Egito. Jotaro e Joseph então saem em viagem até o longínquo país africano. Dio, no entanto, envia seus leais servos para enfraquecê-los e fazê-los perder tempo. Alguns deles como Kakyoin e Polnareff se juntam à turma, além de Abdul (ou Avdol) que já era um velho amigo de Joseph e Iggy, o carismático cão usuário de stand.

As stands dos protagonistas, de início, possuem nomes baseadas nas cartas de Tarô. Jotaro possui sua Star Platinum, cuja principal característica é a precisão e agilidade com que realiza suas tarefas. A Purple Hermit de Joseph é uma espécie oráculo que pode retratar qualquer pessoa a qualquer hora desde que a imagem seja canalizada para algum lugar, como fotografia ou televisão. Avdol tem a sua Magician Red que permite o controle das chamas enquanto Polnareff é usuário da Silver Chariot, a veloz stand esgrimista. O Green Hierophant é uma stand de ataque à distância, além de ter braços que literalmente chicoteiam o inimigo e The Fool, a stand de Iggy, já controlava areia antes do Gaara sequer ter sua primeira crise emo.

Com o fim das cartas de Tarô, as stands passam a ser nomeadas a partir dos Deuses Egípcios, como Geb, Osíris e Bast. Os deuses também eram limitados e Araki passou a padronizar tudo de uma vez para sempre e decidiu que as stands seria nomeadas a partir de bandas, músicas, álbums e cantores. Vanilla Ice foi o primeiro usuário de stand nesses moldes com sua Cream (nome da bande em que Eric Clapton já tocou). O grande mistério, porém, é o poder de The World – Za Warudo, para os íntimos – a stand de Dio.

O OVA de Stardust Crusaders é apenas uma amostra da obra original. Isso é ruim? Muito pelo contrário. Com essa amostra você vê o quão interessante ela é na verdade e o OVA é recomendado para todos, sejam para aqueles que ainda não conhecem a série até para quem já conhece e não sabe por onde começar. Os novos acompanhantes perceberão que existe uma mágica em Jojo que não existe nas séries recentes. Impossível encontrar quem não tenha simpatizado. É um prato cheio a quem gosta de batalhas inteligentes, dinâmicas e bem desenvolvidas. Os papéis dos personagens são importantíssimos individualmente. Nenhum personagem é restolho ou deixado de fora.

O exótico de Jojo também se mostra claro nas muitas cenas de violência e dos gritos de batalhas. Cenas de mãos cortadas fora, sangue jorrando em janelas, convulsões, sacrifícios humanos e violência contra senhoras e deficientes, além de tristes e violentas cenas de morte somadas a um pingo de surpresa descrevem bem o ritmo da série.

Jojo OVA foi lançado à maneira de Star Wars. Os últimos episódios que retratam a chegada dos Cruzados da Poeira Estelar ao Egito e a luta final entre Jotaro e Dio foram lançados em 1993 enquanto os primeiros, que mostram a formação deste mesmo time e a saída deles do Japão foram lançados em 2000. Atrevo-me dizer que a qualidade de animação era soberba, mesmo para a época.

O Estúdio APPP, o mesmo de Amagami SS, fez um bom trabalho animando as lutas de maneira bastante dinâmica. O traço original também foi bem reproduzido, apesar de que se fosse feito hoje em dia, teria sido algo mais fiel ainda. O Traço do Araki é mais do que um simples desenho. O traço do Araki é arte. Ele foi inclusive o único mangaká a ganhar uma exposição no museu do Louvre.

As vozes também se encaixam bem nos personagens. As únicas falhas são a ausência de algumas passagens existentes no mangá – o que não comprometem o entendimento da série, contudo – e a mudança de um ou outro elemento-chave na história. Digamos que eu senti muita falta do épico Road Roller Da Combo (procure no youtube para mais informações). Apesar das trilhas ao longo dos episódios serem boas, há a carência de aberturas e encerramentos (eu me recuso a chamar aquela sequência tosca de abertura e aquele monte de créditos num fundo preto ao final de encerramento).

Jojo’s Bizarre Adventure é uma obra prima da indústria de entretenimento japonês. É uma pena que uma pérola dessas seja tão obscura no ocidente, mesmo com 25 anos de história firmes e fortes. Pessoalmente, acho que a chance de Jojo ser cancelado hoje em dia é menor que a de One Piece, e olha que a chance de OP ser cancelado é nula. Jojo pode não ser um fenômeno em vendas, mas faz parte da cultura japonesa e é uma das principais inspirações de mangakás modernos como Masashi Kishimoto (Naruto), Tite Kubo (Bleach), Kenta Shinohara (SKET Dance) e Hiroyuki Takei (Shaman King).

Jojo é mágico e este OVA é recomendadíssimo. Se nunca viu nada de Jojo, comece por ele. Quem assiste, passa a ver a indústria de entretenimento japonês com outros olhos. São séries assim que precisam ser animadas, não de animes sobre garotinhas em seu mundo cotidiano carente de enredo e fantasia feito somente para alimentar o fetiche oriental para com esse tipo de coisa.


Informações

  • Autoria Original: Hirohiko Araki
  • Episódios: 13
  • Ano: 1993-2001
  • Direção: Hiroyuki Kitakubo
  • Trilha Sonora: Marco D’Ambrosio
  • Estúdio: A.P.P.P

Análise: Guilty Crown

Só para constar, eu contei o final da série inteiro aí. Ah, comentem AQUI, não no link do Facebook. Se for comentar, LEIA o texto primeiro antes de falar qualquer asneira que o texto já tenha respondido por si só. As palavras sublinhadas são links que geralmente ilustram o que foi indicado, basta clicar.

Guilty Crown é uma série montanha-russa. Tem tantos sobes e desces de enredo, de desenvolvimento de personagem, de tudo, se for resumir, que teremos que colocar tudo no papel e pesar os prós e os contras. Para começar, eu não consigo ver Guilty Crown ganhar algum mérito como uma série original. Simplesmente não consigo. É tão Rip-off de outras séries que fica difícil ignorar as diversas influências.

GC conta basicamente o enredo de uma sociedade assolada por uma epidemia – acontecida anos antes do início da série – de um vírus que transformava as pessoas em uma espécie de cristal. Tal evento ficou conhecido como “Lost Christmas”, ou “Natal Perdido”, justamente por ter acontecido na época indicada. A epidemia foi então controlada por uma empresa chamada GHQ. A partir desse evento, a mesma empresa acabou por se tornar, de certo modo, a administradora de todo o Japão.

O personagem principal é um garoto colegial (japorongos adoram colegiais, inacreditável, acho que é uma idade mais fácil de trabalhar) chamado Ouma Shu que, sem querer, acaba recebendo uma droga que lhe permite retirar os chamados Voids dos outros. O Void de cada um é único e representa sua personalidade. Geralmente se apresentam na forma de armas, embora outros possuam poderes variados, como a cura e a defesa perfeita. Com esse poder, ele é convidado por um indivíduo chamado Gai a ingressar numa organização denominada de Funerária (ou Undertakers, como preferirem). Na mesma organização, atuava uma misteriosa garota – também famosa por ser cantora – chamada Inori Yuzuhira, protegida de Gai.

Até então, diversos episódios se seguem, apresentando algumas operações de Shu na funerária, ele se aproximando de Inori, ficando amiguinho do Gai e participando de dramas colegiais (como toda boa série colegial porcaria), com direito até a um episódio de praia. A série acaba por tomar outro rumo exatamente no episódio 12, em que a funerária tenta evitar uma ação da GHQ que traria de volta a contaminação novamente, repetindo os eventos do Lost Christmas. Acabo lembrando bem disso porque o episódio foi ao ar exatamente na semana do Natal.

No episódio doze acontece algo que transforma toda a trama: Gai morre, num sacrifício heroico. Não vou reclamar da morte do personagem porque isso é coisa de fanboy/fangirl babaca. Vou reclamar das consequências dessa morte. Graças a isso, Ouma Shu pensa que é o fodão, porque acabou como líder da Funerária. E foi aí que a série começou a engrenar na descida.

Shu não é mais o personagem tímido que nos foi apresentado. Não há motivo para ele se tornar desse jeito, simplesmente. Isso não foi o que chamam de amadurecimento. Foi simplesmente uma troca de atitudes do personagem principal. Ele precisava se tornar o herói? Tudo bem, que não mudassem a característica principal do personagem até então. E como mostrarei mais a frente, sim, eu provarei – com um exemplo – que é possível realizar esse tipo de façanha.

A operação foi um sucesso parcial. Metade da cidade foi para o saco. Interditaram essa metade e todos passaram a ficar loucos. Shu, o novo líder, virou o Hitler da turminha. Maquiavélico que só, depois de perder sua namoradinha por culpa da própria incapacidade, passou a classificar todo mundo. Quem tinha um Void útil, era útil. Quem tinha Void inútil, era inútil e não faria a mínima diferença se morressem. Shu então era o paquitão, até que, olha só! Gai voltou. Do lado da GHQ. Não sei se choro porque ele voltou de forma totalmente nonsense ou se rio, porque a primeira coisa que ele fez quando voltou foi arrancar o braço do chatonildo do Shu.

Shu, ao perder o braço, voltou a ser amiguinho de todos, pedindo desculpas, coisa e tal. Após diversos acontecimentos, Shu conseguiu materializar seu Void, convenientemente em forma de braço para ocupar o lugar de seu cotoco. Seu Void tinha o poder de armazenar todas as características genômicas dos outros – isso incluía tanto os Voids quando a doença do cristal, as quais acabaram por se tornar relacionadas.

Mais ou menos na altura do episódio 19, a série toda é explicada. Gai foi criado como um experimento do GHQ e que fugiu de lá, Inori é na verdade a casca vazia de Mana, aquela que era a irmã do Shu e a culpada de tudo isso ter acontecido por portar o genoma que causava o cristal-câncer. Gai pretendia usar o corpo da Inori para trazer Mana de volta e aquela baboseira toda a com a qual estamos acostumados. Faltam três episódios para o fim da série, portanto, hora do quebra-pau.

Gai e Shu têm sua lutinha final causal, em meio a uma destruição toda. Eu geralmente não torço pelo vilão, mas aquele Shu era muito pentelho. Dei sorte e o Shu apanhou do Gai durante a luta inteira. Acontece agora uma coisa inexplicavelmente inexplicável e a Inori – que já não existia mais, pois Mana havia tomado seu corpo, de repente, aparece para dar um power up para o Shu e o Gai acaba perdendo. Na hora do golpe final, somos transportados para uma daquelas conversas dentro do subconsciente – igual a que o Dumbledore teve com o Harry Potter, no último livro/filme – em que, acreditem só: Gai era um troll e na verdade, ele só estava atuando, esperando que Shu ativasse todo seu poderzinho e o matasse, para que assim levasse Mana junto, salvasse todo o mundo e coisa e tal. Isso é uma coisa que eu esperava do Kubo, afinal, “foi tudo parte do plano”, como diria Aizen. Comparando com a montanha-russa de novo, foi praticamente um looping, porque você sobe e desse bem rápido, sem entender porcaria nenhuma do que aconteceu.

Por fim, Shu utiliza seu braço mágico que absorve tudo para absorver os vírus-câncer-cristalizados de todos, bem como seus Void’s. O prédio explode e “todos chora”, acreditando que nosso chatíssimo protagonista estava morto. Mostram-se alguns anos depois, quase todos os amiguinhos se reúnem para dar uma festa de aniversário? Adivinhem só quem aparece! Ouma “Chato” Shu. É, ele está vivo e está cego, a única coisa que vê em sua frente é o espírito da Inori. Fim da história. Esse epílogo foi até que interessante, se quer saber.

O início foi bom, o desenvolvimento de merda e o final mais ou menos. Parece que a fama subiu à cabeça de Guilty Crown, com como a vontade de ser uma sériezinha intelectual. GC é uma mistureba de várias séries consideradas cult. Temos desde Evangelion – o finalzinho, aquela parte que o protagonista acaba tendo que dar um jeito no próprio subconsciente -, passando por No. 6 e toda sua história de vírus (mas sem as referências homoeróticas), Death Note, em que o personagem queridinho da fanbase morre bem no meio da série até chegarmos em Speed Grapher, onde depois de tudo, o protagonista cego olha para o horizonte sem ver porra nenhuma. Alguns amigos me disseram que tem umas pitadas de Code Geass também.

Nem os videogames escaparam. Mana, depois de ressuscitada, cantava e dançava em pleno ar para transmitir por meio de ondas a porcaria do AIDS cristalizado. The Legend of Zelda: Skyward Sword tem uma cena igualzinha, interpretada por Fi. Aquela história de lacrar meia cidade para depois exterminá-la lembrou-me imediatamente de Batman: Arkham City.

Agora, talvez a pior influência tenha sido 「C」: The Money of Soul and Possibility of Control. Não que 「C」 tenha sido ruim, é fantástico. O que eu não engulo é a maneira de como Guilty Crown fez copy/paste dos conceitos gerais dessa primeira. Ouma Shu é uma cópia mal-feita do Kimimaro Yoga. Não porque são parecidos, personagens assim de cabelo castanho curto são comuns em animes (o protagonista de Another, por exemplo). Acontece é que ambos são garotos tímidos que entram nessa sem ao menos querer. Ambos acabam se envolvendo com algum chefão maneiro, no caso de 「C」, Mikuni; no caso de GC, Gai. Os dois chefões são trolls e acabam tentando acabar com a porcaria do mundo em que vivem e sobra para o protagonista enfrentá-los. Até relação incestuosa os dois têm: Enquanto Kimimaro se acabou se relacionando, mesmo que de forma tímida, com Msyu, a personificação de seu futuro que tomou forma de sua futura filha; Shu tentou dar uns pegas naquela que seria sua irmã, Inori.

Ainda existe uma diferença entre Shu e Kimimaro, contudo. Enquanto Kimimaro era tímido e não perdeu essa característica que o marcava, Shu virou um bundão metido a ser líder. 「C」 provou que é possível sim um herói continuar com essas características. Guilty Crown falha miseravelmente. Shu acaba virando um cara arrogante, mas ao espectador, não impõe confiança como herói. Parece até o emo Shinji Ikari, de Evangelion, mas esse era proposital, era a intenção que ele fosse assim, ao contrário do restolho que se tornou Ouma Shu.

Para Evangelion ainda, além do restolho Shinji Ikari 2.0 de protagonista, temos toda uma concepção bíblica aí de novo, como a ideia de Eva e Adão, que gira em torno de Inori, Gai e Shu. A ideia de impedir um novo desastre que já aconteceu tempos atrás (os impactos em Evangelion, Lost Christmas em Guilty Crown) também é válida.

E o que vou dizer então do enredo? O problema não foi o final. Problema foram as pontas que deixaram abertas e não fecharam. Alguns personagens secundários simplesmente sumiram do mapa. Um exemplo é Daryl, que atuava pela GHQ e, apesar de ser um tanto arrogante e metido, percebia-se que era uma boa pessoa, principalmente quando foi insinuado que ele era interessado na Tsugumi. A última aparição dele foi fugindo pelo elevador com outro cara falando para que ele aproveite a chance de vida que lhe foi concedida, sendo um homem bom. Na cena de vários anos depois, nem sinal da existência dele. Outra coisa: por que o Void da Inori era uma espada, afinal? Foi uma questão jogada no início da série. O espectador comum acaba não descobrindo apenas acompanhando o enredo, mas como estou já escrevendo essa análise, é cabível explicar.

Para a simbologia ocidental (aquela não era uma Katana, portanto não se aplica o sentido oriental, mesmo sendo um anime) a espada é um símbolo de destruição do que é material. É também o símbolo da realeza e da bravura para quem a maneja. Quem empunha a verdadeira espada é o Rei, representado por Ouma Shu. Agora é a deixa para explicar o título também. Guilty Crown é “Coroa Culpada” ou “Coroa da Culpa”. Basicamente, Shu é representado pelo rei e todas as suas ações pseudo-heroicas dele são movidas pela culpa: Morte do Gai, morte da namoradinha dele e coisa e tal.

Apesar de tudo, Guilty Crown tem lá seus momentos de subida e que também são divertidos. Os primeiros episódios são muito empolgantes, antes de a série virar essa putaria toda. Os dois últimos também. A série poderia ter terminado muito bem se não fosse o momento catártico do final, por parte do protagonista. Só dele também, nenhum espectador é idiota para cair em toda essa ladainha forçada. A sequência final, apesar de todas as falhas já citadas, é bastante bonitinha.

A parte técnica também é muito boa. A animação é fluida, bonita e limpa, com quadros feitos em bons ângulos. A trilha sonora é belíssima, bem como as aberturas e os encerramentos, todos muito bem feitos. Apesar de ser um enredo porcaria, ele é bem estruturado, com os pontos de virada bem posicionados. Acho que foi por isso que eu não larguei Guilty Crown no meio.

Contudo, de um modo geral, a verdade é que Guilty Crown é um anime megalomaníaco com síndrome de grandeza. De fato, o começo foi empolgante e dava brecha para muita coisa boa. Acontece é que ficou preso a várias outras séries consideradas Cult só para ganhar o status de uma. Dica: uma série Cult não tem o fanservice que Guilty Crown teve. Série cult é original, não é rip-off. Guilty Crown é uma série falha. Arrependo-me amargamente de ter escolhido GC como melhor enredo do ano passado – isso foi na época que a série estava no começo e estava boa. GC é apenas sombra do que poderia ter sido.


Informações

  • Produção Original
  • Episódios: 22
  • Ano: 2011-2012
  • Direção: Tetsurō Araki
  • Trilha Sonora: Hiroyuki Sawano
  • Estúdio: Production I.G

PonyExpress – Filme de HxH

 Filme de Hunter X Hunter

Uma fonte ligada à franquia Huntrer X Hunter divulgou através de um site de notícia japonês que está em produção a primeira película em longa-metragem baseada no mangá criado por Yoshihiro Togashi. A série jamais teve qualquer adaptação para o cinema, mesmo com duas séries em anime já produzidas (uma delas ainda em exibição) e seus quatorze anos de publicação do mangá. De acordo com a fonte, o filme retratará um enredo totalmente original. A fonte também informou que Togashi irá realizar o pronunciamento na décima sexta edição deste ano da revista Shounem Jump.

FONTE: http://www.animenewsnetwork.com/news/2012-03-13/mainichi/hunter-x-hunter-manga-gets-1st-anime-film


FUCK YES

Não sei se a informação procede, mas eu rio porque HxH tá realmente indo pra frente agora! Tomara que seja verdade, mas esses boatos aparecem todo santo mês.

Análise: SKET Dance

Devem ter alguns spoilers aí. Não digam que não avisei. Ah, comentem AQUI, não no link do Facebook.

Sabe aquele humor pastelão, que tem umas piadas tão ruins, mas ruins mesmo – e toscas – que você acaba achando graça da ruindade? Então, SKET Dance é mais ou menos assim. Publicado na Jump e virou um anime há um pouco menos de um ano, pela Tatsunoko.

Olha, falando sério, não era para eu ter assistido, pra início de conversa. Aí eu comentei no Pizza Time (R.I.P.) que iria assistir 「C」 só porque era da Tatsunoko. Surgiu então o comentário do Mioqs Mizuiro sugerindo que eu assistisse SKET Dance, já que é da Tatsunoko também. Não sei o que me levou de fato a baixá-lo e assisti-lo, mas foi isso que fiz. Bom, eu ri bastante, mesmo não devendo.

SKET Dance é um slice-of-life meio pastelão que conta a estória de três amigos que montam um clube escolar cujo intuito é resolver os diversos problemas dos outros estudantes, desde conquistar a garota amada até achar um chaveiro perdido. Nesse ponto, não é motivo para reclamar. Não possui um enredo metido a complexo e aposta no carisma dos personagens, e são muitos, se quer saber.

Basicamente, SKET Dance é só isso. Acontece é que, como num formato de sitcom, por mais que seja repetitivo por não ter um enredo sequencial que se estende por episódios a fio, este anime aposta nas mais variadas situações que os personagens – de caráter forte – se encontram e como eles reagem à essas situações de maneiras diferentes. Portanto, mais importante do que explicar o enredo, é relevante introduzir os personagens, ou pelo menos, nesse caso, os principais.

O personagem principal da série é Yusuke Fujisaki, mais conhecido pelo seu apelido: Bossun. É o líder da equipe, sempre preocupado em ajudar o próximo – um dos motivos que desencadeou na formação do SKET-dan (sigla para Support, Kindness, Encouragement, and Troubleshoot – Em português, “Ajuda, Bondade, Encorajamento e Soluções de Problemas”, ou ainda SKET é ocidentalização de Suketto, em português, ajudante). Bossun acaba por ser um personagem muito emotivo e focado em seus objetivos, além de possuir habilidades acima da média para desenho e nos momentos que requerem algum tipo de concentração ou algum tiro de estilingue.

Dividindo o protagonismo com Bossun, encontramos Himeko, cujo nome de nascença é Hime Onizuka, mas é também conhecida por sua alcunha: Onihime – em português, Princesa Demônio. O título se aplica a ela por causa de seu jeito moleque: é a indivídua mais forte da turma e é para ela que sobram as brigas. Também muitas vezes age como um garoto e é a integrante do SKET-Dan com maior afinidade para os esportes. Apesar de tudo isso, também é provida de características que surpreendem por serem femininas, como a habilidade para a culinária, bem como afinidade com crianças. Diversas vezes é insinuado que ela teria uma queda por Bossun (e vice-versa), mas nada aconteceu, de fato.

O membro mais incrível do SKET-Dan é Switch. Switch é um entusiasta por animes e gênio da informática. Não existe informação que o grupo necessite que não esteja ao alcance dele. Kazuyoshi Usui nunca fala. Sempre com seu Notebook, ele emula uma voz computadorizada que reproduz o que é digitado. Repare que usei o termo “entusiasta”. Isso porque apesar de ser praticamente um Otaku, ele odeia as pessoas que neste grupo se encaixa. Ele não suporta os olhares dos fanboys cegos, odeia o Moe e encara tudo com olhares críticos (exemplificado por essa screen). Creio que Switch, de certa forma, se parece com este que vos escreve.

Outros personagens não protagonistas, mas que possuem relevância são Shinzo Takemitsu, um estudante meio xarope que pensa que é um samurai – e se vestindo igual a um em pleno século XXI – movido à bala de menta, Yuuki Reiko, uma estudante com vaga verossimilhança à Samara (d’O Chamado) e fanática pelo ocultismo e sobrenatural. Ela serve como contraponto ao Switch, que tenta explicar tudo através da lógica e ciência comprovada. Não podemos esquecer-nos da Roman Saotome, uma garota que vê o Bossun como príncipe encantado e é aspirante à mangaká, mesmo desenhando horrivelmente mal. Tem também a Yabasawa, uma líder de torcida cuja boca tem o formato de um três. Aliás, é engraçada porque ela é gorda.

É comum que todos os heróis tenham seus anti-heróis, não sendo necessariamente os vilões. É aí que entra o grupo do conselho estudantil que visam manter a ordem na escola. São eles os responsáveis em promover os eventos e fiscalizar se tudo ocorre em seu devido lugar. Sempre tentam fechar o SKET-Dan por alegarem que não é um clube sério. O Conselho estudantil, contudo, protagoniza vários episódios, onde sua seriedade diante dos fatos acaba os tornando cômicos.

Entre os integrantes do conselho estão Soujirou Agata, o líder preguiçoso com um QI altíssimo (deve ser normal para os japoneses de QI alto serem preguiçosos), mas focado e responsável para com o seu trabalho. É várias vezes repreendido Sasuke Tsubaki, o vice-presidente. Certinho e estressado, é o principal rival de Bossun. Michiruy Shinba é a “cara” do Conselho estudantil. Narcisista, todas as mulheres caem aos seus pés, além de ser um exímio cozinheiro. Existem também as meninas. Mimori Uryuu é a filha de uma família rica e faz questão de resolver os problemas com seu dinheiro. Apelida de de Daisy(-chan), tem também Kikuno Asahina, uma garota perfeccionista e fria que adora falar em siglas.

O corpo docente também integra boa parte da gama dos personagens, como Kunio Yamanobe, o afeminado professor de geografia que sempre pede ajuda do SKET-Dan para divulgar seus jogos estranhos, muitos dos quais deles vieram da China (literalmente). Remi é uma ex-apresentadora de programa infantil que decide virar professora (tratando seus alunos como crianças de cinco anos) e Tetsuji Chuma, um cientista louco e ligeiramente depressivo. Não nos esqueceremos do excêntrico diretor e do professor de carpintaria maníaco por cortar madeira com sua serra elétrica, J-Son.

SKET Dance é interessante por ser simples. O humor é predominante, por isso, muitos dos rumos que levam o enredo do episódio acabam por ser surpreendentes, quase um Troll, por não ser de maneira alguma como nós esperávamos. Um bom exemplo é o final de um arco em que ocorre uma gincana na qual os participantes do SKET-Dan participam contra o conselho estudantil. Aliás, apesar da maioria dos episódios serem fechados, os arcos que se formam algumas vezes, se estendendo por vários episódios, são incríveis, como o concurso de bandas promovido pelo próprio diretor.

Válido ressaltar as diversas referências à cultura popular. Encontrei uma porrada delas, desde Jojo’s Bizarre Adventure e Dragon Ball à Michael Jackson e Star Trek, contando inclusive com um Crossover com Gintama, outra série da Jump também conhecida por ter humor escrachado. Contudo, nem tudo é risada. Alguns dos episódios, estes bem sérios, exploram o passado dos protagonistas. Por sinal, foram episódios muito bem encaixados ao longo da série, nada de tacar tudo de uma vez ao público.

É agora, inclusive, que entrarei com a rotineira análise do psicológico. As três personagens principais tiveram um passado conturbado. Curiosamente, alguns de meus amigos que também tiveram seus passados conturbados de alguma forma (não entrarei em detalhes por questões óbvias) tendem a querer ajudar as pessoas. Não sei se é mera coincidência, mas vi alguns deles nos personagens principais (Aí entraria toda uma hipótese minha que os piores e mais folgados são aqueles nascidos em berço de ouro e coisa e tal, mas fica para outro dia).

Quanto à parte técnica, a Tatsunoko nunca decepciona. Animação lindíssima e fluida, com direito inclusive a expressões exageradas que não parecem terem sido feitas com a bunda (J.C Staff, isso é indireta a você). A trilha sonora também é cativante e empolgante. É o que eu já falei: A trilha precisa ser notada e parecer intrínseca ao episódio em vez de um som colocado lá de qualquer jeito. As quatro aberturas até agora são bastante caprichadas. Embora não possa dizer que os encerramentos não sejam tão bons quanto, também não deixam a desejar.

Por fim, SKET Dance é um anime com um enredo consistente e interessante sem ao menos ter enredo. Isso ocorre graças ao fato dos personagens que sustentam a trama serem bem construídos. Acompanho desde o primeiro episódio e jamais reclamei de perda de qualidade ou ao menos acusei algum episódio de ser ruim. Obrigado ao Mizuiro, sem seu conselho (sempre ele), SKET Dance teria me passado em branco.


Informações

  • Autoria Original:Kenta Shinohara
  • Episódios:48 (Ainda em Exibição)
  • Ano:2010
  • Direção:Keiichiro Kawaguchi
  • Trilha Sonora:Shuhei Naruse
  • Estúdio: Tatsunoko

PonyExpress – Animes, Temporada Primavera 2012


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Com certeza: Fate/Zero II, Eureka Seven Ao, O OVA prequel de Un-Go, Kikansha Thomas
Talvez: Zetman (Tão falando muito, provavelmente vai ser bosta. Só vou ver para confirmar minha hipótese). Kore Wa Zombie Desu Ka (talvez eu veja só porque eu acompanhei a primeira temporada. Ainda assim, foi um lixo total aquele anime). Sankarea (pra provar que é uma bosta mesmo). Tasogare Otomo x Amnesia (se parecer tão bom quanto Another, vou pegar). Tsuritama (é do NoitaminA e não é slice-of-life, aparentemente). Jormungand (se tiver alguma coisa a ver com a mitologia nórdica, válido). Nazo no Kanojo (Só se eu estiver de bom humor, mas tenho que estar de muito bom humor mesmo).
Por que não vou no resto: Moeshit, Anime de esporte e o outro do NoitaminA (Sakamichi no Apollon), pela sinopse, parece ter insinuações de Yaoi. Depois de No.6, aprendi a ser mais cauteloso com o que pego.

Crítica: Big 3 – As três maiores (merdas) da Jump


Escrevi este texto no ano passado e não tive oportunidade de publicá-lo até agora. Vou postá-lo integralmente e qualquer adição está em negrito e as correções foram feitas riscando o texto antigo. Só para constar: Na época, Naruto tinha acabado de entrar na guerra Ninja e o Aizen tinha acabado de ser preso – porque ninguém é capaz de dar um fim nele, o autor deve ter ficado com pena, depois de todo esse tempo enrolando.

É muito engraçado as pessoas virem falar de opinião. Essa suposta opinião é livre e ninguém pode ficar recriminando-a. O que isso tem a ver? Olha, do jeito que está a Shounen Jump com seu “Big3” “Big2”, essa ideia de opinião está bem distorcida. Acontece é que as três duas maiores séries: One Piece e Naruto e Bleach estão uma tranqueira, sem falar de Bleach, que não é sequer a sombra do que já foi . E vou agora citar os três individualmente e mostrá-los onde esse papo de opinião entra.

Naruto já começou fedido, mas era por ser uma copiazinha de Dragon Ball, então, considerei como coisa menor. O enredo original contava a história de ninjas que realizavam missões para suas respectivas vilas. Sim, não adianta negar, mas era isso que Naruto era. E apesar de serem ninjas extravagantes, não deixavam de ser. As lutas tinham um pingo de estratégia por parte dos personagens, como no arco do Zabuza, que víamos névoa por tudo quanto é lado e as técnicas silenciosas faziam sentido e a coisa de se ocultar ao ambiente também. Naruto ERA isso.

Naruto é um Shounen. É um mangá para jovens de 10 a 15 anos. Não é pra ter complexidade e merece um enredo de fácil compreensão por parte dos leitores, onde o principal valor da série deveria estar contido no carisma dos personagens. Dragon Ball era assim.

Pausa aqui para respirar. Se você acha errado ficar comparando, saiba que não é loucura nenhuma, pois tudo para ser avaliado, precisa ter um parâmetro, e para Shounen, o melhor é, sem dúvida, Dragon Ball. Portanto, não faça birra.

Ao mesmo tempo em que Naruto começou a se meter uma de complexo, com suas conspirações em todo lugar num ambiente que se tornou paranoico, ele tentou se meter a ser um novo Dragon Ball, mais ou menos quando o Itachi voltou à Vila da Folha. E pela porta da frente ainda (é fantástico como um procurado como ele consegue entrar sem problemas em qualquer lugar desse jeito). Aí começaram lutas em campo totalmente aberto, técnicas explosivas e power ups totalmente previsíveis, principalmente na luta do Naruto com Sasuke. Muito bonito um ninja explodir em raiva e Chakra, assim como o Sasuke digievoluir para aquele segundo estágio, ambos num campo aberto e explodindo cada vez mais com técnicas cada vez mais absurdas.

O Naruto tentou criar é um “Dragon Ball Complexo”. E isso não é bom, pois Dragon Ball com complexidade é paradoxo. Quando começou o Shitpooden, a série engrenou uma descida sem fim. Foram mortes cada vez mais desnecessárias, como a do Asuma e do Jiraiya, bem como técnicas cada vez mais explosivas e ridículas, exemplificadas pelo Fuuton: Rasen Shuriken e pelo Raiton: Kirin, desvalorizando técnicas que já eram fortes, como o próprio Chidori e o Rasengan, que hoje, até os genins mais retardados de Konoha agora sabem. Esse desenvolvimento do poder dos personagens foi uma coisa que tirou o equilíbrio. Antes o Naruto tinha o sonho de se tornar um Hokage, o Ninja mais poderoso da vila. Agora o Naruto é mais poderoso que um monte de Kage e cadê o seu sonho realizado? Ah, agora a série que se chama “Naruto” gira à volta do Sasuke. Esqueci.

O nível de luta dos personagens é desequilibrado. No topo estão Madara, Sasuke e Naruto e muito, mas muito embaixo me aparece o resto da turma. Foi desprezível o Kakashi apanhar daquele jeito para o Pain. Dragon Ball mesmo, que com seus poderes tão absurdos conseguiam manter um nível. Apesar de ser sempre o Goku o mais forte, tinham vários outros personagens no encalço e que juntos, conseguiam segurar muito bem os vilões. O Vegeta só apanhou com os esforços em conjunto do Goku, Kuririn e Gohan, sendo que o primeiro e mais forte, no fim das contas foi o primeiro a cair. Com o Freeza, Piccolo mostrou um poder que ficava pau a pau com o vilão e no arco do Cell mesmo, o Tenshinhan que pouco aparece se mostrou incrivelmente poderoso, quase teria levado o Cell em sua forma Semi-perfeita sozinho, se houvesse ajuda. Em Konoha, podia mobar a vila inteira que o Pain consegue se livrar de todos ao mesmo tempo. Não há mais equilíbrio.

Assim como o fim do equilíbrio, houve o fim dos elementos ninja. Não há mais nada que caracterize Naruto como um mangá ninja. A mudança foi da água para o vinho. Se eu quiser ver personagens lutando com poderes assim, prefiro continuar lendo meus Vingadores que eu ganho mais, mas não. Se eu falo que não gosto de Naruto porque acho ruim, os fanboys começam a encher minha paciência e não me deixam ter opinião própria. Ok.

Bleach padeceu do mesmo mal que Naruto. Foi uma tentativa de complexão da série ao mesmo tempo em que ela fugia do foco inicial. O que era? A estória de um “policial espiritual”, que trazia a ordem para o mundo, purificando os espíritos que eram corrompidos de alguma forma e trazendo estabilidade. O que ficou? X-Men com Samurais.

Acho que não existem mais Hollows desequilibrando o mundo. A turma dos Shinigamis passou a ficar mais preocupada com o Aizen e sua rebeliãozinha do que a proposta original, que eram os vários Hollows enchendo o saco do distrito Karakura. Sério, agora são personagens demais e ainda continuam aparecendo novos e muitos dos antigos já se perderam. O quê diabos aconteceu com a Neliel? Quê diabos aconteceu com o Grimmjow? E olha que esses aí já são de uma época que o mangá estava tranqueira, que começou justamente com o Aizen arredando o pé da Soul Society e apareceram os (desnecessários) Vaizards e Arrancares.

Se forem levar a sério mesmo, em todo esse tempo de publicação, dá pra separar a série em apenas três quatro arcos. O do Shinigami Substituto, o resgate da Rukia, a gigantesca (bota gigante nisso) parte final do plano do Aizen (este, também tendo seu poder amplificado ao extremo) e os Fullbringers. A ideia ideal seria a de dar um power up ao protagonista só depois dele ter tentado absolutamente tudo. Bom, o Ichigo está tão forte que muitos (senão todos) capitães. E o Bankai do Urahara? Porque ele não apareceu contra o Aizen? Bom, a atual situação é que o Aizen foi preso, mas eu tenho certeza que num futuro, voltará. Vaso ruim não quebra.

Bleach começou a complexar. Antes era o Yin e o Yang. O lado negativo e o positivo. Hollows e Shinigamis. Agora é Arrancar, É Bount, é Quincy, É Vizard e tenho certeza que viria mais coisa por aí. É uma gama imensa de Shikai, Bankai, Resurrección e vai vir mais coisa por aí. É Espada, Capitão, Tenente, Vasto Lorde e vai vir mais “ranks” por aí. É muito conteúdo mal usado. Bleach já não tem mais jeito nenhum. JoJo tem tanto personagem como Bleach, mas dificilmente eles acabam sem um final concreto. Mais uma coisa que Bleach tem de JoJo? Ah, eu sempre ri dos desenhos dos dois autores. Acho que ambos querem criar uma grife de moda.

E com certeza, é E como previa, foi o primeiro dos chamados “Big3” a cair. O Anime já dava uma audiência ridícula, atolado de Fillers que as massas (por motivos totalmente desconhecidos ou sem nexo) odeiam e já correu o mundo de que ele tá para acabar uma vez. Alarme falso, mas semana passada, já anunciaram o arco final e anunciaram que no mesmo horário do Anime iam colocar um anime do Rock Lee.. Olha, do jeito que anda, é meio difícil a série continuar por mais dez anos, como prometeu o autor. Ele pode ter um milhão de ideias na cabeça, mas a verdade é que se uma série vai mal, a editora cancela. A verdade é que quando uma série é ruim, ela é inevitavelmente cancelada, por mais que o autor tenha uma porrada de ideias na cabeça. Afinal, de que elas adiantarão se não consegue colocá-las em prática?

Aí eu falo que Bleach é ruim e eu leio, aparecem-me pessoas que começam a reclamar “Ah, se é tão ruim, pare de ler”. Ok.

Por fim, antes de tudo, quero deixar muito claro que vendagem e audiência não significam qualidade. Para provar, temos Big Brother Brasil, Facebook, Orkut, Wolverine, Loeb, God of War, GTA, Black Eyed Peas e Lady Gaga (apesar desta ser uma estória para outro dia). Então senhores Fanboys, o argumento do “Mangá mais vendido do mundo” é nulo. Assim como “Japoneses entendem mais de mangá que os ocidentais” não tem fundamento. Os inventores do Futebol, à maneira como é jogado hoje, são os Ingleses e olha só quem domina. Assim como o Carnaval, que foi trazido à nós pelos portugueses e era chamado de “entrudo” (sim, Horny Pony também é cultura).

Vamos procurar o que One Piece tem de especial… Piratas. Pelo que eu me lembre, Piratas fazem Harrr! Saqueiam e matam a sangue frio, só para conseguirem mulheres e bebida em seus covis secretos. Erm… Luffy, volte para a escola de piratas, pois você é o único que não corresponde aos padrões da sociedade. O Naruto, por mais cabeça oca que seja e não as use, ele sabe técnicas ninja, considerados os mestres da furtividade e, apesar de hoje em dia não ser assim, teve uma época que ele tinha que fazer missões sem chamar atenção e tal, não tinha? Luffy, você é virgem e sóbrio, não é? Barba Negra, Barbarossa e Francis Drake devem estar tendo um chilique na cova agora.

Deixa-me ver… Poderes… Ah! Um homem borracha! O Dr. Reed Richards mandou lembranças. Os poderes são adquiridos como? Ah! Por uma fruta do demônio, muito rara… O Diavolo de JoJo não tinha umas coisas assim? Ah é… Eram flechas…

Bom, pois é, acaba sendo inexplicável esse sucesso que One Piece possui. Se baseia numa trama totalmente chocha, pelo menos até onde vi, personagens sem criatividade (O Luffy é uma cópia do Goku pelas atitudes) e acusam “complexidade”.

Bom, amigos, mangás Shounen não podem ser complexos! Dragon Ball se resume a “bata no vilão”. JoJo se resume a “alcance o vilão, depois bata nele”. “Ah, mimimi, JoJo não pode ser comparado porque é um Shounen estilo Seinen, igual Hokuto no Ken”. Não existe Shounen estilo Seinen. É tão paradoxal quanto Naruto com complexidade. Shounem é para uma faixa etária de 10 a 15 anos. Seinen é entre os 20 aos 30. Existe alguém que pode ter 15 e 20 anos, ao mesmo tempo? Acho que não. Pare de tentar achar sua complexidade só porque a sociedade o taxa de adulto demais para acompanhar seu mangazinho. Sinceramente, se quer complexidade, vá ler Machado de Assis, George Orwell, Franz Kafka e similares.

Então vamos lá. One Piece não tem nada de interessante desde o início, devido os motivos que já citei acima. “Ah, mimimi, a série praticamente só começa depois do capítulo XXX”. E eu com isso? – perguntava eu quando vinham com a mesma falação todas as santas vezes. “Se não viu a série de verdade, não pode opinar”.

Ok. A série tem que ser boa no início. Sem mais nem menos. É pra captar a atenção do leitor no começo, e não nos 30 ou 40 primeiro episódios. Existem séries muito bem construídas e boas com os mesmo 40 (ou menos) episódios que One Piece demoraria a engrenar. E o pior é, se eu realmente visse toda essa porcaria (dá pra usar termos piores) e continuasse a falar mal, iriam dizer o mesmo que dizem para mim quando eu critico Naruto ou Bleach “Ah, então pare de assistir, simplesmente”. Então quer dizer que ninguém, absolutamente ninguém pode falar mal da sua seriezinha tranqueira? Faça-me o favor.

E é aí que voltamos à questão de opinião. A sociedade torna-se cega à realidade. Criou-se um sentimento cego, originado pela porcaria da educação mundial em conjunto do pensamento consumista e atrás de maior número de vendas. Educados somos, então, para engolir qualquer porcaria que nos colocam na frente. É isso que acontece. Não há ninguém para dizer “não quero isso porque é tranqueira”. Não há mais uma mobilização alegando a necessidade de qualidade porque a sociedade foi educada para acreditar que aquilo que praticamente nos obrigam a comprar tem qualidade. E não é bem assim.

“Ah, mas material pra vender não pode ter qualidade, senão atinge um único público alvo”. Mentira. Matrix é um filme que caiu nas massas e tem mais qualidade que um monte de porcaria cultuada por aí, justamente por ter uma filosofia à sua volta. Em Star Wars, vemos um universo inteiro criado praticamente da própria mente humana. Até mesmo Avatar, que a mídia hora idolatra, hora desce o pau tem um universo inteiro criado à sua volta. E olha que o enredo dessas nem é tão complexo assim e possuem sacadas geniais.

Na própria Jump temos séries correntes boas e de menor importância por serem ofuscadas por porcaria. Bakuman, por exemplo. Dos mesmos autores de Death Note (que não é ruim ao extremo como essas que foram citadas, mas é superestimado demais), Blue Dragon: RalΩGrad (que foi tranqueira de verdade) e o design simplesmente repugnante de Castlevania: Judgement, Bakuman acertou na mosca. É um enredo água com açúcar de dois paspalhos que querem ser mangakás, mas por ser sem sal como é, acaba sendo mais didático e interessante que Bleach ou One Piece.

SKET Dance também. É um enredo incrivelmente simples, mas que prefere se focar nas personalidades dos protagonistas para fazer comédia. Sorte que as notícias relacionadas à anime e mangá, em tempos recentes, não estão mais tão ruins. Bleach teve seu último arco anunciado – pra não dizer cancelado, de uma vez -, Hunter X Hunter, que se não fosse pela falta de profissionalismo do Togashi poderia ter se tornado um novo Dragon Ball (e sem enganação, igual One Piece), voltou com tudo, seja por causa do seu novo anime e retomada do mangá. Rurouni Kenshin parece que vai ganhar uma nova adaptação em anime, bem como anunciaram coisa nova para Saint Seiya. O que não se pode deixar é voltar para trás e deixarem Toriko – uma série tão tosca quanto One Piece – abocanhar o lugar de Bleach como uma das maiores da Jump.

A opinião existe, sim, você pode gostar de merda, mas, por favor, tenha consciência de que isso é merda. Ou quem sabe, continue gostando dela cegamente. Um milhão de moscas não podem estar erradas.

PonyExpress – Animes, Temporada Inverno 2012


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Bônus: Lista dos mais aguardados no Japão (Pesquisa pela Biglobe, retirada de ANMTV)

1º – Tantei Opera Milky Holmes Dai-Ni-Maku – 1333 votos
2º – Nisemonogatari – 928 Votes
3º – Listen to Me, Girls. I am Your Father! (Papa no Iu Koto wo Kikinasai)- 594 votos
4º – Natsume Y?jin-Ch? Shi – 557 votos
5º – Amagami SS+ Plus – 554 votos
6º – Zero no Tsukaima F – 420 votos
7º – Danshi Koukousei no Nichijou (Daily Lives of High School Boys) – 340 votos
8º – Ano Natsu de Matteru – 338 votos
9º – Another – 319 votos
10º – New Prince of Tennis – 316 votos
11º – Rinne no Lagrange – 265 votos
12º – Black Rock Shooter – 263 votos
13º – Recorder to Randoseru – 233 votos
14º – Inu x Boku SS – 230 votos
15º – Aquarian EVOL – 223 votos
16º – Highschool DxD – 206 votos
17º – Senhime Zesshou Symphogear – 167 votos
18º – Kill Me Baby – 151 votos
19º – Mouretsu Space Pirates – 141 votos
20º – Area no Kishi – 128 votos
21º – Brave 10 – 95 votos
22º – Poyopoyo Kansatsu Nikki – 76 votos
23º – Gokujo – 53 votos

Mais tarde do que nunca, mas foi porque essa temporada me deu nojo. Vou de Black Rock Shooter e Another. Só. Muito Moeshit de uma vez só para eu suportar. Tudo culpa do J.C Staff e da KyoAni. E nada do Bones ou Tatsunoko para me alegrar. Triste. Muito triste.