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[PonyExpress] O caso de Plágio da IGN Brasil

Eu fico puto pra caralho. Eu, mesmo jornalista já formado, continuo estudando sobre o assunto para ficar cada vez melhor e estudo sobre videogame para aprimorar meus conhecimentos para, um dia, conseguir chegar num veículo bacana e arrasar de vez com a porra toda, fazendo um trabalho exemplar. Aí me aparece um cara em uma posição que eu considero privilegiada e manda ver no plágio sem dó de um gringo achando que não fosse ser pego. A IGN BR (que, até aqui, em contraposição à sua versão gringa, sempre elogiei, com exceção do gerenciamento de mídias sociais de merda deles), já começou o controle de danos e deletou o texto, mas é possível acessá-lo em cachê aqui. Em relação, o vídeo original que resultou no texto em questão, do canal Writing on Games:

Eu de verdade queria entender o que leva a pessoa a isso. O cara que plagiou já está num emprego bom, escrevendo para um veículo de visibilidade e é incapaz de escrever um texto sobre um jogo que abre para uma infinidade real de pautas possíveis? É foda e me deixa deprimido de verdade, porque tem uma caralhada de gente realmente capaz de fazer um trabalho do caralho de foda e é justamente um desses que me apronta uma dessas, para foder ainda mais com a imagem do jornalismo como um todo e do jornalismo de games, cuja opinião a respeito já é tão detonada que esse caso aí é uma gota de chuva no oceano.

O pior é o cara pedindo desculpas e falando de indignidade para com o trabalho como jornalista. Quatro fucking anos de faculdade em que nos quatro batem na tecla de que plágio é crime e é errado e ele vem com esse papinho agora. Que não tivesse feito a merda, caralho. É a mesma coisa quando eu dou aula de redação em cursinho e me entregam redação plagiada sendo que não vai valer nota nem nada. É de foder o cu do balão. Pegar textos externos como referência é simplesmente ótimo, eu faço isso, todo mundo deveria fazer isso, mas não literalmente copiar, assumir a autoria. É errado. É cretino. Você tem que aprender com eles a ponto de produzir o seu próprio, não reproduzir.

Edit: A IGN Brasil chegou a fazer uma retratação formal tempo depois. O problema desse tipo de coisa é que o “Erramos” nunca repercute feito a merda inicial. Mais uma vez, a cartilha do jornalismo de merda está sendo seguida à risca.

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[PonyExpress] A previsibilidade estatística do Oscar de Melhor Filme

O Oscar que premiou os melhores de 2016 ficou marcado pela bagunça que teria premiado La La Land em detrimento do Moonlight, o real vencedor da disputa de melhor filme. No entanto, antes mesmo do comunicado a respeito do erro chegar, a vitória já era questionável. Por uma questão de Moonlight ser melhor do que La La Land? Por uma questão de gosto? Nenhum dos dois.

Por uma questão de estatística. Observa-se que dentre os vencedores de melhor filme dos últimos dez anos, nove deles ganharam momentos antes na mesma cerimônia o prêmio de melhor roteiro, seja ele adaptado ou original. A única exceção é O Artista, de 2011.

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Ou seja, dentro de uma análise histórica e estatística, La La Land, no instante em que não faturou o prêmio de melhor roteiro original, teve as suas chances de vitória diminuídas para 10%.

Explicando: dos dez filmes dos últimos anos (não contando os do próprio 2016), cinco deles venceram o prêmio de roteiro adaptado – o mesmo vencido por Moonlight. Quatro dos vencedores de roteiro original (Spotlight, de 2015, Birdman, de 2014, Discurso do Rei, 2010 e Guerra ao Terror, 2009) faturaram a estatueta principal e apenas um vencedor de melhor filme não ganhou nenhum dos dois prêmios. O cenário para vencedor de melhor filme, portanto, após terem sido entregues as duas estatuetas para os melhores roteiros, eram 10% de vitória para La La Land, 40% para Manchester à Beira Mar, vencedor do melhor roteiro original e 50% de chance para Moonlight.

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Em resumo, aprendemos que A) A Academia prefere roteiros de histórias já contadas antes e B) As outras categorias não indicam absolutamente porra nenhuma, visto o cenário do Oscar que premiava os melhores de 2015, quando a disputa principal no quadro geral era entre Mad Max e The Revenant, mas ganhou o Spotlight como melhor filme.

Agora, enquanto é possível estabelecer de forma matemática e objetiva a relação entre o vencedor de melhor roteiro com o de melhor filme – algo coerente, uma vez que cinema é basicamente é storytelling e a forma mais direta de conseguir esse resultado é com um bom roteiro – os critérios de escolha desses filmes para tais nomeações em si, por sua vez, já são completamente subjetivos. Independente da qualidade do filme, é óbvio que Moonlight, além da Viola Davis em um trabalho sem relação, ganhou por questões políticas (a Academia ia querer pedir desculpas da polêmica do ano passado). Em tempo, não renego La La Land. Acho um filme do caralho e quem critica – principalmente por motivos políticos – é porque não entendeu e não soube interpretar além do coro da própria imprensa que mudou de ideia e decidiu que odiava o filme nas duas semanas que antecediam a premiação.


[PonyExpress] Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão.

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Eu avisei. No anúncio do Switch eu avisei que isso ia ser bomba. Que o Wii U é um bom console e que foi o maior desperdício da empresa em anos. Essa apresentação aqui só comprovou todas essas minhas expectativas. A começar pela apresentação mesmo, foi um show atolado de material cringe. Vergonha alheia da porra e arrastada que foi digna de uma das apresentações entediantes e sonolentas da Sony. O que aconteceu aos Nintendo Direct, que eram tão bem escritos? Por mais que não anunciassem nada realmente novo, ao menos dava para se divertir, aqui nem isso. Continue lendo


[PonyExpress] Ganhei um Takedown

Sem título

 

Queria só deixar registrado. A primeira vez a gente nunca esquece. Era um vídeo de um moleque dançando (esse aqui) ao som de Bloody Stream, mas eu peguei e botei como título o nome da música da parte 4, o que chamava uma galera em peso acreditando que era mesmo. Para quem tiver interesse na experiência do vídeo original, só entrar aqui.

Pô, fiquei chateado. Não por terem derrubado o vídeo, mas pela parada do takedown mesmo, principalmente porque eu não tô monetizando porra nenhuma, mas acontece. Aliás, até demorou para rolar.

Edit: Ganhei o segundo, puta merda. Por causa de um vídeo que postei há meses. Vou tirar essas merdas todas do Youtube e botar no Vimeo.


[PonyExpress] JoJo no Brasil – Parte 3


Já está no trecho, em 57:59.

Parte III porque é a terceira publicação que faço sobre essa novela desgraçada. Dessa vez, vou até me abster de opinião, está postado o vídeo onde a própria editora da Panini fala a respeito e vou quotando exatamente como ela fala e explicando, já que aparentemente ninguém sabe interpretar texto. Continue lendo


PonyExpress – JoJo no Brasil… De novo.

Acabei me deparando com essa informação (o sentido da leitura é de baixo para cima) enquanto passeava pelas interwebs por aí. Como eu disse em maio – se não me engano – do ano passado, até acreditaria que JoJo viria, mas a longo prazo, principalmente por causa da questão do JoJonium. Só que essa foi a primeira disposição clara de qualquer editora de tentar trazer o título ao Brasil.

No entanto, eu queria colocar alguns pontos. O primeiro é o formato. Desacredito que seja a série inteira. JoJonium é muito mais prático. Isto é, como são menos volumes, a publicação, licenciamento, todo o processo seja mais fácil. Então, as três primeiras partes. A série inteira tem mais de cem volumes, JoJonium, por outro lado…

Ainda assim, é interessante de “por que JoJonium dá certo”. Basicamente por causa da galera do anime. Isto é, é puramente populismo por parte da editora lançar apenas o JoJonium, porque o público novo que conheceu a série pelo anime vai se preocupar apenas com o que foi adaptado em anime. Essa galera acredita mesmo que as três primeiras partes são as melhores. Ou seja, essa súbito interesse nada mais é por causa da inflação que a fanbase sofreu nos últimos anos por causa do desenho animado.

Além disso, pode ser só uma espécie de relações públicas. Simplesmente mudam o discurso um pouco para a fanbase sossegar o facho. No fim, a editora da Planet Manga simplesmente deu uma resposta estilo Marina Silva: “Nem sim, nem não. Muito pelo contrário”.

Só sei que a Aliança acaba se o mangá vier para o Brasil. É, não vai ter motivo para continuar com o lançamento oficial aí do lado. Então, tá aí a informação prévia para caso um dia isso aconteça e você vai acabar sabendo que o portal não “acabou do nada”.

Links Relacionados: [#NãoVaiTerJoJo] [Meus Mangazinhusss!!]


PonyExpress – JoJoRama no Youtube!

Venho trazer aqui o primeiro vídeo de um canal aberto por um amigo meu que é muito bro. Geralmente não faço essas coisas, mas convenhamos, o cara merece. Conseguiu fazer um vídeo sobre videogame não se tornar um porre completo de assistir, com uma edição bacaninha e bem dinâmica. Se esses programas de videogame da TV por aí fossem assim, se essas narrações pentelhas de e-games fossem todas assim, se ao menos houvesse algo do tipo, nessa pegada, no jornalismo de games mainstream, certamente a imprensa de games seria muito melhor.

Boa sorte, JoJo Rama! Horny Pony está aí sempre à disposição pra qualquer diálogo e ideias que tiver!

Só fiquei um pouco bolado porque eu tinha um desenho meu, de mim mesmi, na mesma posição do Gyro (e do JoJo Rama) pra trocar lá na lateral do Blog. Paciência, não troco agora pra não parecer que fiz igual, mas dane-se. Tá tranquilo assim.