PonyExpress – Filme de HxH

 Filme de Hunter X Hunter

Uma fonte ligada à franquia Huntrer X Hunter divulgou através de um site de notícia japonês que está em produção a primeira película em longa-metragem baseada no mangá criado por Yoshihiro Togashi. A série jamais teve qualquer adaptação para o cinema, mesmo com duas séries em anime já produzidas (uma delas ainda em exibição) e seus quatorze anos de publicação do mangá. De acordo com a fonte, o filme retratará um enredo totalmente original. A fonte também informou que Togashi irá realizar o pronunciamento na décima sexta edição deste ano da revista Shounem Jump.

FONTE: http://www.animenewsnetwork.com/news/2012-03-13/mainichi/hunter-x-hunter-manga-gets-1st-anime-film


FUCK YES

Não sei se a informação procede, mas eu rio porque HxH tá realmente indo pra frente agora! Tomara que seja verdade, mas esses boatos aparecem todo santo mês.

Análise: SKET Dance

Devem ter alguns spoilers aí. Não digam que não avisei. Ah, comentem AQUI, não no link do Facebook.

Sabe aquele humor pastelão, que tem umas piadas tão ruins, mas ruins mesmo – e toscas – que você acaba achando graça da ruindade? Então, SKET Dance é mais ou menos assim. Publicado na Jump e virou um anime há um pouco menos de um ano, pela Tatsunoko.

Olha, falando sério, não era para eu ter assistido, pra início de conversa. Aí eu comentei no Pizza Time (R.I.P.) que iria assistir 「C」 só porque era da Tatsunoko. Surgiu então o comentário do Mioqs Mizuiro sugerindo que eu assistisse SKET Dance, já que é da Tatsunoko também. Não sei o que me levou de fato a baixá-lo e assisti-lo, mas foi isso que fiz. Bom, eu ri bastante, mesmo não devendo.

SKET Dance é um slice-of-life meio pastelão que conta a estória de três amigos que montam um clube escolar cujo intuito é resolver os diversos problemas dos outros estudantes, desde conquistar a garota amada até achar um chaveiro perdido. Nesse ponto, não é motivo para reclamar. Não possui um enredo metido a complexo e aposta no carisma dos personagens, e são muitos, se quer saber.

Basicamente, SKET Dance é só isso. Acontece é que, como num formato de sitcom, por mais que seja repetitivo por não ter um enredo sequencial que se estende por episódios a fio, este anime aposta nas mais variadas situações que os personagens – de caráter forte – se encontram e como eles reagem à essas situações de maneiras diferentes. Portanto, mais importante do que explicar o enredo, é relevante introduzir os personagens, ou pelo menos, nesse caso, os principais.

O personagem principal da série é Yusuke Fujisaki, mais conhecido pelo seu apelido: Bossun. É o líder da equipe, sempre preocupado em ajudar o próximo – um dos motivos que desencadeou na formação do SKET-dan (sigla para Support, Kindness, Encouragement, and Troubleshoot – Em português, “Ajuda, Bondade, Encorajamento e Soluções de Problemas”, ou ainda SKET é ocidentalização de Suketto, em português, ajudante). Bossun acaba por ser um personagem muito emotivo e focado em seus objetivos, além de possuir habilidades acima da média para desenho e nos momentos que requerem algum tipo de concentração ou algum tiro de estilingue.

Dividindo o protagonismo com Bossun, encontramos Himeko, cujo nome de nascença é Hime Onizuka, mas é também conhecida por sua alcunha: Onihime – em português, Princesa Demônio. O título se aplica a ela por causa de seu jeito moleque: é a indivídua mais forte da turma e é para ela que sobram as brigas. Também muitas vezes age como um garoto e é a integrante do SKET-Dan com maior afinidade para os esportes. Apesar de tudo isso, também é provida de características que surpreendem por serem femininas, como a habilidade para a culinária, bem como afinidade com crianças. Diversas vezes é insinuado que ela teria uma queda por Bossun (e vice-versa), mas nada aconteceu, de fato.

O membro mais incrível do SKET-Dan é Switch. Switch é um entusiasta por animes e gênio da informática. Não existe informação que o grupo necessite que não esteja ao alcance dele. Kazuyoshi Usui nunca fala. Sempre com seu Notebook, ele emula uma voz computadorizada que reproduz o que é digitado. Repare que usei o termo “entusiasta”. Isso porque apesar de ser praticamente um Otaku, ele odeia as pessoas que neste grupo se encaixa. Ele não suporta os olhares dos fanboys cegos, odeia o Moe e encara tudo com olhares críticos (exemplificado por essa screen). Creio que Switch, de certa forma, se parece com este que vos escreve.

Outros personagens não protagonistas, mas que possuem relevância são Shinzo Takemitsu, um estudante meio xarope que pensa que é um samurai – e se vestindo igual a um em pleno século XXI – movido à bala de menta, Yuuki Reiko, uma estudante com vaga verossimilhança à Samara (d’O Chamado) e fanática pelo ocultismo e sobrenatural. Ela serve como contraponto ao Switch, que tenta explicar tudo através da lógica e ciência comprovada. Não podemos esquecer-nos da Roman Saotome, uma garota que vê o Bossun como príncipe encantado e é aspirante à mangaká, mesmo desenhando horrivelmente mal. Tem também a Yabasawa, uma líder de torcida cuja boca tem o formato de um três. Aliás, é engraçada porque ela é gorda.

É comum que todos os heróis tenham seus anti-heróis, não sendo necessariamente os vilões. É aí que entra o grupo do conselho estudantil que visam manter a ordem na escola. São eles os responsáveis em promover os eventos e fiscalizar se tudo ocorre em seu devido lugar. Sempre tentam fechar o SKET-Dan por alegarem que não é um clube sério. O Conselho estudantil, contudo, protagoniza vários episódios, onde sua seriedade diante dos fatos acaba os tornando cômicos.

Entre os integrantes do conselho estão Soujirou Agata, o líder preguiçoso com um QI altíssimo (deve ser normal para os japoneses de QI alto serem preguiçosos), mas focado e responsável para com o seu trabalho. É várias vezes repreendido Sasuke Tsubaki, o vice-presidente. Certinho e estressado, é o principal rival de Bossun. Michiruy Shinba é a “cara” do Conselho estudantil. Narcisista, todas as mulheres caem aos seus pés, além de ser um exímio cozinheiro. Existem também as meninas. Mimori Uryuu é a filha de uma família rica e faz questão de resolver os problemas com seu dinheiro. Apelida de de Daisy(-chan), tem também Kikuno Asahina, uma garota perfeccionista e fria que adora falar em siglas.

O corpo docente também integra boa parte da gama dos personagens, como Kunio Yamanobe, o afeminado professor de geografia que sempre pede ajuda do SKET-Dan para divulgar seus jogos estranhos, muitos dos quais deles vieram da China (literalmente). Remi é uma ex-apresentadora de programa infantil que decide virar professora (tratando seus alunos como crianças de cinco anos) e Tetsuji Chuma, um cientista louco e ligeiramente depressivo. Não nos esqueceremos do excêntrico diretor e do professor de carpintaria maníaco por cortar madeira com sua serra elétrica, J-Son.

SKET Dance é interessante por ser simples. O humor é predominante, por isso, muitos dos rumos que levam o enredo do episódio acabam por ser surpreendentes, quase um Troll, por não ser de maneira alguma como nós esperávamos. Um bom exemplo é o final de um arco em que ocorre uma gincana na qual os participantes do SKET-Dan participam contra o conselho estudantil. Aliás, apesar da maioria dos episódios serem fechados, os arcos que se formam algumas vezes, se estendendo por vários episódios, são incríveis, como o concurso de bandas promovido pelo próprio diretor.

Válido ressaltar as diversas referências à cultura popular. Encontrei uma porrada delas, desde Jojo’s Bizarre Adventure e Dragon Ball à Michael Jackson e Star Trek, contando inclusive com um Crossover com Gintama, outra série da Jump também conhecida por ter humor escrachado. Contudo, nem tudo é risada. Alguns dos episódios, estes bem sérios, exploram o passado dos protagonistas. Por sinal, foram episódios muito bem encaixados ao longo da série, nada de tacar tudo de uma vez ao público.

É agora, inclusive, que entrarei com a rotineira análise do psicológico. As três personagens principais tiveram um passado conturbado. Curiosamente, alguns de meus amigos que também tiveram seus passados conturbados de alguma forma (não entrarei em detalhes por questões óbvias) tendem a querer ajudar as pessoas. Não sei se é mera coincidência, mas vi alguns deles nos personagens principais (Aí entraria toda uma hipótese minha que os piores e mais folgados são aqueles nascidos em berço de ouro e coisa e tal, mas fica para outro dia).

Quanto à parte técnica, a Tatsunoko nunca decepciona. Animação lindíssima e fluida, com direito inclusive a expressões exageradas que não parecem terem sido feitas com a bunda (J.C Staff, isso é indireta a você). A trilha sonora também é cativante e empolgante. É o que eu já falei: A trilha precisa ser notada e parecer intrínseca ao episódio em vez de um som colocado lá de qualquer jeito. As quatro aberturas até agora são bastante caprichadas. Embora não possa dizer que os encerramentos não sejam tão bons quanto, também não deixam a desejar.

Por fim, SKET Dance é um anime com um enredo consistente e interessante sem ao menos ter enredo. Isso ocorre graças ao fato dos personagens que sustentam a trama serem bem construídos. Acompanho desde o primeiro episódio e jamais reclamei de perda de qualidade ou ao menos acusei algum episódio de ser ruim. Obrigado ao Mizuiro, sem seu conselho (sempre ele), SKET Dance teria me passado em branco.


Informações

  • Autoria Original:Kenta Shinohara
  • Episódios:48 (Ainda em Exibição)
  • Ano:2010
  • Direção:Keiichiro Kawaguchi
  • Trilha Sonora:Shuhei Naruse
  • Estúdio: Tatsunoko

Análise: Gosick

Um comentário prévio ao início. O motivo de eu ter acompanhado esta “coisa” até o final é um só: Estúdio Bones. Sejam os animes fantásticos que ele já produziu (como Fullmetal Alchemist e Eureka Seven) ou as coisas fracas e porcarias (Ouran High School Host Club, Heroman), a qualidade da animação é sempre fantástica. Se eu estou em dúvida sobre assistir algum anime, verifico o estúdio e é Bones, a dúvida some e se torna a certeza de que irei acompanhar. É por isso que se Jojo for virar anime um dia, é pelo Bones que eu quero (ou Tatsunoko, mas é mais porque só tem coisa Old School e Underground). Agora vamos começar, de fato.

Se rotular Gosick, de alguma maneira, eu colocaria como um Scooby-Doo Japonês Moeshit de boa premissa, porém mal executada. Nosso protagonista é Kazuya Kujo, um Japonês que chega de intercâmbio ao fictício reino de Saubure, em 1924, durante o período entre guerras. Em seu colégio conhece uma garota chamada Victorique. Aparentando ter menos idade do que tem, a pequena loira de olhos verdes é dotada de incrível conhecimento sobre o mundo, mas nunca comparece às aulas, passando o dia inteiro no prédio da biblioteca, lendo.

De tempos em tempos, um detetive chamado Grevil de Blois aparece com algum caso insolúvel para que Victorique realize a façanha de resolvê-lo, agora com a ajuda de Kazuya Kujo que, de alguma maneira estupidamente intrometida, começa acompanhá-la. A verdade é que 20 dos 24 episódios do anime ficam resolvendo casos de forma aleatória, que em sua maioria, nada influenciam ou sequer criam um enredo, gerando um desenvolvimento às pressas do 21 ao 23 e uma conclusão ruim no último, sem falar da impressão de ausência gerada pelo “deveria ter alguma coisa entre o penúltimo e último episódio”.

A maioria daquilo que Gosick tem a audácia de chamar de caso possui temática igual às de Scooby Doo: alguém usando uma lenda local para realizar seus objetivos pessoais. O problema, é que Maldita Saubure tem infinitas lendas sem pé, nem cabeça, então geram crimes idem e que, por sua vez, não se mostram condizentes entre si. Há muitas falhas na consistência daquilo que chama de enredo. Os próprios personagens acabam por serem catalogados como lendas vivas, a exemplo de Kazuya que vira o Ceifeiro da Primavera e Victorique, que é, ao mesmo tempo, Fada Dourada, Monstre Charmant e Lobo Cinzento.

Tudo Gosick tem de inteligente, é mal executado, principalmente a ambientação. Gosick é uma série de puro fanservice que retrata um romancezinho utópico e brega, cheio de passagens do enredo (?) totalmente desnecessárias e gigantesca preferência de personagens para o lado do autor. Falha como anime de romance por ser bobo demais. Falha como anime de mistério por ser inconsistente demais. Falha como anime por ter um enredo ruim. A má exploração dos personagens deixou-me pasmo. O quanto de potencial havia em Brian Roscoe, o mágico duplo e no Conde de Blois e foi desperdiçado para dar atenção à professora e sua amiga – que sou capaz de jurar que formavam um casal lésbico – deixou-me perplexo.

Vou destacar agora as poucas coisas boas. A primeira foi a analogia à Nossa Senhora durante um flashback de um bombardeio da primeira guerra mundial. A segunda foi o primeiro enigma do alquimista Leviatã (o outro foi ruim e bobo). O Terceiro, por fim, é o da misteriosa loja de departamentos.

Na parte técnica agora, por ser estúdio Bones, acabamos por presenciar um anime de animação belíssima e fluida, bem como aberturas e encerramentos que dão conta do recado (destaque para o segundo encerramento).

Em poucas palavras, o quê dizer de Gosick? Enredo ruim, Ambientação mal explorada, Plotwists desnecessários, Personagens estereotipados e uma arte que consegue suprimir tudo isso e ser, inexplicavelmente fabulosa. Ainda assim, não recomendo perder tempo com Gosick. É igual a alguém que decide abrir a boca para falar merda com palavras bonitas e todo mundo aplaude. O anime não passou de uma eterna promessa (exceto para mim, que levo tudo para o negativo antes mesmo de ser lançado).


Informações

  • Autoria Original:Kazuki Sakuraba (Enredo) e Hinata Takeda (Arte)
  • Episódios:24
  • Ano:2011
  • Direção:Hitoshi Nanba
  • Roteiro:Hitoshi Nanba
  • Trilha Sonora:Kotaro Nakagawa
  • Estúdio: Bones