Análise: Kaijuu no Kodomo

Só para constar, eu contei o filme praticamente inteiro aí. Se for comentar, LEIA o texto primeiro antes de falar qualquer asneira que o texto já tenha respondido por si só.

2001: Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick, foi lançado em 1968 e logo tornou-se referência no cinema de ficção científica, sendo, até hoje, objeto de discussão de muitos cinéfilos e estudiosos do ramo. Dividido basicamente em três atos, ele conta primeiramente uma narrativa completamente não-verbal de um povo primata que se depara com um estranho monólito para, em seguida, narrar os problemas técnicos de um astronauta que lidou com um surto da HAL9000, a Inteligência Artificial de sua nave. No fim, o longa se encerra com o astronauta em questão encarando o próprio envelhecimento num misterioso quarto branco.

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Anacronismo, Datação e Vanguardismo: animes e mangás em suas épocas

Escrevi em setembro de 2019, ficou no limbo por preguiça de fazer a imagem de capa. Além disso, tem textos e pessoas que, com certeza, discorrem sobre o assunto muito mais profundidade e de uma maneira melhor do que eu. Só escrevi isso durante o ócio e pelo didatismo rápido que a internet exige, já que a maioria dessas outras abordagens que citei  são, em sua maioria, textões que podem incitar a preguiça no público comum — o que na verdade é o correto a se fazer, se tratando, afinal, de um assunto tão amplo e complexo.

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Fansubbers: Heróis da Revolução Otaku

Título alternativo: Crunchyroll Vs. Fansubs — acabou a mamata!

Eu vou falar sobre esse assunto porque texto dando opinião infundada é mais fácil de fazer do que minhas análises longas de várias páginas que exigem estudo prévio durante sua confecção, mas que ninguém lê. Enfim, eu parto primeiramente da seguinte lógica: pau no cu da Crunchyroll, mas um pau ainda maior dos supostos fansubs que alegam ter sido virtualmente derrubados pelo serviço. Continuar lendo “Fansubbers: Heróis da Revolução Otaku”

Dracula Did Nothing Wrong!

É, eu vi o Castlevania da Netflix. De um modo geral, tem uns problemas na progressão narrativa, mas gostei. Tem também o fato de que, dos games da série, joguei mais títulos ruins do que bons. O que eu gosto mais é da atmosfera gótica do que do gameplay em si — a história dos games também não são lá grande coisa, ouso acrescentar. É por isso que eu achei que esse seriado funcionou — visto que só pegou o lore e utilizou uns enredos já existentes apenas vagamente para ter um norte para onde seguir. Continuar lendo “Dracula Did Nothing Wrong!”

Star Wars: O Despertar da Foice (E do Martelo)

Para nota: Esse texto foi escrito em sua maior parte no dia 13/12/2014 e concluído apenas recentemente.

Apesar de sempre trabalhar aqui com textos de cunho especificamente culturais, como as análises de animes, videogames e derivados, eu sempre tive uma inclinação muito forte à política. Não política no sentido de ser um parlamentar ou militar por algum dos lados (eu geralmente deixo esse tipo de discussão e atitude para quem NÃO entende de política), mas por gostar de analisar o tema como um observador mais quieto mesmo. Ver a política como uma ciência, observar todos os pontos de vista, em vez de abraçar um estilo de vida coxa ou petralha. Continuar lendo “Star Wars: O Despertar da Foice (E do Martelo)”

Direita-desu: O analfabetismo político da classe nerd


Na imagem, “Eduardo Cunha utiliza jutsu secreto para romper com o governo

Uma observação que fiz há alguns anos e ela cada vez mais se comprova é a de que o nerdy-gueimer-otaco é naturalmente reacionário para caralho. Eu simplesmente não sei como diabos essa relação se dá, mas ela se dá. Uns 70% da minha lista de amigos do Facebook que se enquadre na categoria Otaco ou gueimer é reacionário. De uma forma que chega a ser escrota. Sempre fiz essa observação. O estopim para começar a escrever estes pensamentos que vão se desenrolar foi a notícia de que o governo ESTADUAL de São Paulo vai começar a taxar mídia digital (numa treta tributária com o município), no caso, num exemplo bem mais direto, os joguinhos do Steam. Continuar lendo “Direita-desu: O analfabetismo político da classe nerd”

Jornalismo 10/10, It’s Okay


Quem já me acompanha ou me conhece de perto sabe que eu sustento uma relação de amor e ódio com a imprensa de games. Não é de hoje que eu critico o trabalho realizado pelos chamados “game journalists”, sejam eles em âmbito nacional (como as revistas da Editora Europa, a Nintendo World, o Omelete e o Uol Jogos) ou gringo (as gigantescas IGN, Gamespot e outras).

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