Cobertura: Anime Friends 2011

Ontem (10), fui ao Anime Friends 2011, no terceiro dia do evento, depois de uns anos sem ir. E assim que cheguei, confirmei uma frase antiga, a qual já havia esquecido: “As pessoas vão ao AF somente para pegar fila”. E tem mais, como é de praxe em qualquer evento de anime, você paga uma nota para entrar e não fazer nada lá dentro, praticamente.

Assim que cheguei, fui abordado por uns caras da Saga (é uma escolinha especializada em ensinar os outros a fazer videogame, como se fossem ter algum futuro no ramo). Eles pegaram meus dados e me deram um CD de Cabal online, um jogo que faz anos que não jogo. Depois, fui em direção à primeira fila do dia, para comprar ingresso. Quando chegamos, eu e meus amigos nos deparamos com duas filas, onde descobrimos que era apenas uma gigantesca que fazia uma curva aonde os olhos não alcançavam. Depois de um bom tempo – leia-se uns 20 minutos – já havíamos passado pela suposta curva quando vimos mais amigos nossos no fim da fila. Como bom brasileiro, chamei-os para furá-la e vendemos nosso rim para comprar o ingresso. Entramos e, como de praxe, passamos a primeira rodada de “não fazer nada”. Isso até decidirmos entrar no primeiro galpão. Esse tinha um palco que eu nem dei importância ao que lá acontecia e a lojinha da Comix. Foi até divertido, porque eu comprei uma coleção inteira do manhwa Angry, por dez reais apenas, seis volumes. Depois, fomos ao galpão vizinho.

A LevelUp ocupava metade da porcaria do galpão. Ocupava com… Nada. Abriam espaços gigantescos com três computadores em cada, para jogar os joguinhos sem graça. Só me lembro de Grandchase, que os viciados que comigo estavam ficaram observando – sem graça – e do Ragnarok, que foi estragado com atualizações recentes. Tinha um palco da Softnyx e seu conjunto de K-Pop tosco e um minissebo, que vendia até umas Jumps, originais em Japonês, mas para a minha infelicidade, sem a Ultra Jump. Tinha o stand da Panini, que cobrava uma fortuna por mangás já velhos, uns meio aleatórios, um que vendia baralho e cards de Pokémon, além de mesas para troca (nota: em todo evento de anime, encontramos sempre os mesmos caras trocando cartas. Sempre os mesmos) e, ao fundo, um Stand da Saga, onde supostamente, preencheríamos mais um questionário deles (entre o da entrada e esse fomos abordados por uns 5 caras querendo que nós preenchêssemos), mas nem fodendo que eu iria preencher mais de uma vez algo assim, demos um migué para entrar sem preencher nada e ainda assim, não tinha nada que realmente interessasse lá dentro (tirando as modelos).

O próximo galpão é o das lojinhas. Procurei algo de Jojo, pronto para gastar todo meu dinheiro a qualquer sinal da franquia. Não achei. Então comprei uma luva do Roy Mustang e um DVD de Hokuto no Ken. Nesse galpão em particular, alguns acontecimentos notáveis:

  1. O rabudo do grupo achou uma nota de 50 reais, depois de passar uns 5 minutos chutando-a e sem dar importância alguma;
  2. Um metaleiro quase obrigou a gente a entrar na lojinha dele, entramos, mas porque ficamos com medo;
  3. Depois de comprar o meu DVD, abri minha carteira e cheguei à conclusão de que estava sem dinheiro, o que não seria um problema se eu não precisasse voltar para casa. Sorte que eu tinha pregado uma peça logo na ida e fiz meus amigos comprarem passagens de metrô, sendo que elas não seriam usadas.

Depois de ficarmos admirando as caras figuras de ação dos mais diversos animes (só olhamos, porque pobre é foda), fomos à praça de alimentação. Enquanto meus amigos almoçaram um rolinho primavera, eu peguei minhas batatas em tubo (do tipo Pringles, mas a marca genérica, porque pobre é foda²) e bebi a garrafa de 600 ml de Coca que havia trazido (porque pobre é foda³). Entramos num galpão cheio de diversos stands sem graça – queria entrar no da Project só para troll, mas as pessoas me arrastaram para fora falando que não era para eu criar briga. Aliás, era um dos stands mais sem graças do local, mesmo. Tinha umas páginas dos mangás que a Scansproject havia feito, com os créditos, mas pegar o material alheio assim, sem autorização, é muito feio, viu?

Aí alternamos o tempo entre dar voltas por locais que já passamos anteriormente e tirar fotos com Cosplays. Depois de assistirmos ao Show da banda de anime Onigattai, decidimos ir embora. Apanhamos para descobrir o caminho de volta, até que nosso pão-durismo cedeu e pegamos um ônibus – exceto no meu caso, sem dinheiro, pagaram para mim. Entre o ônibus de volta e a saída do evento, vieram uns góticos pedindo nossas fitinhas-ingresso, pois os mesmos não estavam a fim de pagar. Fiz a boa-ação do dia e dei a minha.

É um evento caro, onde tudo é caro e que não tem praticamente nada para fazer. Não é ruim, é até divertido. Só não entendo como existem pessoas que conseguem ir mais de uma vez.

P.S. 1 – Propagandas além da conta ao longo do texto. Muitas marcas citadas. Cobrarei Royalties depois.
P.S. 2 – Lembrei que apareceram uns malucos pedindo dinheiro durante a gigantesca fila, para poderem comprar o ingresso. Para esses, eu não paguei.

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8 respostas para “Cobertura: Anime Friends 2011

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